23:42

Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Espelta e Duas Receitas

Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Espelta e Duas Receitas
Começa hoje uma nova rubrica aqui no blog. Chama-se "Muito Mais do Que Trigo" e servirá para responder aos pedidos de várias seguidoras, que pretendem consumir menos farinha de trigo ou que precisam de a eliminar da sua alimentação por motivos de saúde. Será publicada todos os sábados e, em cada dia, será apresentada uma farinha nova, receitas testadas por mim, uma explicação das suas características, dicas, e respostas a perguntas frequentes.

Não sei em que altura da Humanidade se passou a desprezar outros grãos e cereais que antes se utilizavam na alimentação do Homem. O que sei é que hoje em dia estamos tão limitados à farinha de trigo, que nem sempre tem uma qualidade que contribua para a nossa saúde.

A pensar em tudo isto, com o passar do tempo, comecei a pesquisar que outras farinhas haviam disponíveis no mercado, dando sempre prioridade a farinhas biológicas, integrais, de fontes sustentáveis e sem vestígios de transgénicos. É verdade que são mais caras que o trigo, mas com o passar dos anos têm vindo a tornar-se mais baratas e fáceis de encontrar.

Já existem algumas receitas no blog, em que fiz a substituição da farinha de trigo por outras. A farinha que mais utilizo actualmente é a farinha de espelta, mas uso outras, como a farinha de cevada, de centeio, de coco, de quinoa, de aveia, de amêndoa, avelã, entre outras. É importante diversificar a nossa dieta e tudo quanto é demais é como o que é de menos. Por isso, trigo a mais é mau. E não devem consumir qualquer farinha, devem procurar consumir farinhas integrais e não refinadas. A farinha de trigo branca, provoca picos de glicémia que são perigosos para a nossa saúde, e é importante saber que há farinhas cujo o consumo tem um efeito bem mais benéfico para nós.

Não quero que pensem que estou a declarar guerra ao trigo! Não se trata disso. Apenas considero que é desnecessário consumir tantos quilos de farinha de trigo por ano. Eu cozinho bastante, faço bolos, bolachas, scones, cupcakes, e a farinha de trigo estava a desaparecer do pote a uma velocidade alucinante. Hoje em dia, a farinha de trigo dura mais tempo dentro do pote e alguns sintomas de inchaço e enfartamento desapareceram.

Não somos inolerantes ao glutén, e não vamos deixar de o consumir, até porque eu não concordo com dietas que eliminam esta proteína da alimentação se não formos intolerantes a esta. Devo frisar que algumas das farinhas que apresentarei contêm glutén, por isso irei sempre alertar para a presença deste.

Espero que gostem e participem deixando as vossas dúvidas, sugestões e também as vossas experiências. Farei questão de responder a todos!


O que é?


Existem muitas razões válidas para se consumir mais farinha de espelta. É um grão tão antigo, que se julga ter pelo menos nove mil anos, e que já foi amplamente cultivado por toda a Europa e no Médio Oriente. Cresce em solos relativamente pobres em nutrientes e é resistente a condições climatéricas adversas e a pragas, por ter uma casca tão forte.



Deu lugar ao trigo por este ser mais fácil de processar e não havia maquinaria que processasse de forma eficaz e rápida os grãos de espelta. Agora que a tecnologia evoluiu, já há formas de descascar e fazer todo o processamento da espelta, e o resultado é o ressurgimento desta, tornando-se cada vez mais popular.

A espelta contém um nível inferior de glutén em relação ao trigo, mas não é inteiramente isento desta proteína. É muito rica do ponto de vista nutricional, contendo um alto nível proteico, podendo ser um substituto da proteína animal. É fonte de vitamina E, rica em ferro, fósforo, zinco, magnésio, cobre, contém 8 aminoácidos essenciais e é também rico em vitaminas do complexo B.




A espelta apresenta menos calorias do que o trigo e é mais fácil de digerir. Se considerarem que são alérgicos ao trigo ou querem apenas consumir menos glutén, sem o eliminar da vossa dieta, a espelta é uma boa alternativa.

Relativamente ao sabor, a farinha integral apresenta um ligeiro sabor a frutos secos, enquanto que a farinha de espelta sem farelo, tem um sabor praticamente igual à farinha de trigo.

Como usar?

Devido ao facto da espelta ter menos glutén do que o trigo, os bolos e o pão não irão crescer tanto e isso deverá ser tido em consideração. Por outro lado a sua farinha é mais leve, por isso pães e bolos ficarão ligeiramente mais fofos.

Nos bolos e no pão costumo substituir a farinha de trigo por farinha de espelta nas mesmas proporções, isto é, se eu preciso de 200g de farinha de trigo, então vou usar 200g de farinha de espelta. Contudo, por a farinha de espelta ser mais solúvel na água, necessita de menos líquido, isto significa que poderá ser necessário reduzir a quantidade de líquido que a receita requer. Sugiro que o líquido seja adicionado a pouco e pouco até se obter a consistência desejável.

Para quem experimenta espelta pela primeira vez, o ideal é começar por substituir uma pequena parte, cerca de um quarto da farinha de trigo por espelta e ver como fica. A partir daí, podem ir substituindo cada vez maior quantidade, até se habituarem e conhecerem melhor a farinha e como ela reage em diferentes situações.

No caso das bases das tartes e de bolachas podem substituir na totalidade a farinha de trigo pela farinha de espelta, pois não é uma massa que cresça muito como um bolo. A massa fica estaladiça e é muito fácil de trabalhar.

Devo dizer que em todas as vezes que experimentei substituir a farinha de trigo pela de espelta, nunca me saiu mal.  Mas a marca da farinha afecta consideravelmente os resultados e eu, depois de experimentar várias marcas, acabei por preferir a farinha de espelta vendida no Aldi. Um quilo de farinha custa cerca de 1,30€ e a farinha integral apresenta maior quantidade de farelo que as outras marcas.

Espero ter ajudado a esclarecer algumas das vossas dúvidas e caso tenham alguma, deixem nos comentários, por messenger ou enviem por mail.


Agora apresento-vos duas receitas. Uma mais fácil, as bolachas e outra mais avançada para quem já está mais habituado a usar esta farinha e a fazer massas, o tagliatelle de espelta com noz moscada. Experimentem, divirtam-se e sejam saudáveis!



BOLACHAS DE AVEIA E NOZES

Ingredientes (cerca de 30 bolachas):

125g de manteiga à temperatura ambiente
220g de açúcar mascavado
1 colher de café de canela
300g de farinha de espelta integral
60ml de leite (podem usar leite vegetal)
1 ovo médio
meia colher de chá de fermento para bolos
40g de flocos de aveia
50g de nozes Frutos de Vettonia
100g de pepitas de chocolate
1 colher de sobremesa de essência de baunilha
açúcar demerada para decorar (opcional)

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Preparar 2 tabuleiros grandes e forrar com papel vegetal.

Bater a manteiga com o açúcar, a canela, o ovo, o leite, a essência de baunilha, a farinha e o fermento em pó.

Juntam-se os flocos de aveia e volta-se a misturar.

Adiciona-se o chocolate (podem usar pepitas ou uma barra de chocolate cortada em pedaços pequenos) e as nozes picadas grosseiramente. Envolve-se rapidamente.

Com a ajuda de uma colher ou de uma colher de gelado divide-se a massa em bolas do tamanho de uma noz e colocam-se nos tabuleiros. Espalma-se com os dedos e polvilha-se com o açúcar demerara.

Leva-se ao forno durante cerca de 15 minutos, ou até as bolachas estarem douradas. Nesta altura ainda estarão macias, mas ao arrefecer irão endurecer e ficar estaladiças.

Deixar arrefecer um cima de uma rede e guardar num recipiente hermético.





TAGLIATELLE DE ESPELTA
COM NOZ MOSCADA

Ingredientes(para 4 pessoas):

200g de farinha integral de espelta
2 ovos médios biológicos
1 colher de sopa de azeite
meia colher de chá de noz moscada
200g de cogumelos pleurotus
200ml de crème fraîche
sal, pimenta preta moída qb
1 colher de sopa de manteiga
1 dente de alho
cebolinho picado
queijo Gouda ralado


Preparação:

Numa bancada limpa, faz-se um monte com a farinha. Faz-se um poço no centro e deitam-se nele a noz moscada, os ovos e a colher de sopa de azeite.

Com a ajuda de um garfo, começa-se a misturar a farinha com os ovos e azeite do centro para fora, até que a mistura comece a ficar grossa. Nessa altura começa-se a amassar com as mãos até se formar uma bola. (a esta altura pode parecer que não vai resultar, mas não desistam)

Amassem à mão durante 5 minutos até obterem uma massa homogénea. Será uma massa bastante espessa e um pouco difícil de trabalhar. (caso vejam que a massa está demasiado seca, podem juntar uns pingos de água de cada vez, não juntar demasiado)

Envolve-se em película aderente e deixa-se repousar durante 30 minutos à temperatura ambiente.

Entretanto arranjam-se os cogumelos e salteiam-se na manteiga com o alho, durante 2 a 3 minutos. Temperar com sal e pimenta a gosto. Reservar.

Colocar uma panela grande com água e sal a ferver.

Quando a massa estiver repousado, divide-se em seis partes iguais e trabalha-se um de cada vez.

Espalma-se um pedaço de massa num rectângulo fino e passa-se pela máquina de fazer massa, começando na espessura 7 e terminando da 2 (na espessura 1 fica demasiado fino, na minha máquina, devem consultar as instruções da vossa máquina)

Passa-se pelo cortador de tagliatelle e de imediato polvilha-se com farinha de espelta para que não colem. Reservar num tabuleiro polvilhado com farinha de espelta.

Repetir a operação para a restante massa, polvilhando sempre com farinha para que os fios de massa não colem.

Coze-se a massa durante 3 a 4 minutos, ou até ficar al dente.

Enquanto a massa coze junta-se o crème fraîche aos cogumelos e deixa-se aquecer, envolvendo as natas com os cogumelos.

Quando a massa estiver cozida, escorre-se, reservando um copo da água de cozer.

Junta-se a massa aos cogumelos e, delicadamente, envolve-se o tagliatelle no molho. Se o molho estiver demasiado espesso e tiverem dificuldade em cobrir a massa, junta-se um bocadinho de água da cozedura até se obter a consistência desejada.

Rectifica-se o tempero, transfere-se para um prato e polvilha-se com cebolinho picado e queijo Gouda ralado na hora.

Servir de imediato.

Nota: para fazer esta receita será aconselhável já estarem familiarizados com a confecção de massa.


Outras receitas com farinha de espelta:











https://ascoisasdamaesofia.blogspot.pt/2016/05/bolo-de-banana-e-alfarroba-sem-acucar.html

















11:35

Lombinhos de Porco com Figos

Lombinhos de Porco com Figos
Sempre gostei de ir às compras com os meus filhos. Há pais que detestam e acham complicado, mas para mim foi sempre uma forma de deixar os miúdos descobrirem novos ingredientes, conhecer peixes, cortes de carne, vegetais de diversas cores e feitios e acima de tudo, fazer uma coisa que muitas pessoas acham errado: escolher o que querem comer! Sim, eu desde que o meu filho fez 1 ano que o deixo escolher. Parece cedo? Não é. Dava-lhe 2 ingredientes a escolher e ele escolhia o que queria. Mais tarde, passou ele a escolher os ingredientes ao gosto dele sem interferência da minha parte.

Agora dizem vocês, "Se deixarmos os miúdos escolher, só comemos porcarias!". Não! Desde que os meus "bebés" começaram a comer que sempre comeram comida caseira. Primeiro comeram o que era bom, comida real, e mais tarde provaram aquelas porcarias de que todos têm medo. Sabem do que eles gostam mais? Da comida caseira! Não trocam nunca um prato caseiro (feito por mim ou não) por um hamburguer do Mac ou por uma pizza de compra. Claro que também os comemos, com conta peso e medida, isto é, raramente, mas nunca proibi os meus filhos de os comerem e ensinei-os a fazer as suas escolhas. Para terem um exemplo, a minha filha não gosta de brócolos, mas sabe que tem de comer verduras, por isso quando lhe aparece no prato, ela come, pouco, mas come, por vezes até é ela que sugere os brócolos, isto porque sabe que faz falta.

A vida é feita de escolhas. A escolhas que fazemos hoje afectarão a nossa vida amanhã, de uma forma mais séria ou menos séria, mas afectará sempre. A escolha que fizémos no que toca à educação alimentar afectou a vida dos meus filhos e agora eles sabem escolher sozinhos e fazer boas escolhas. E é dessas escolhas que saiu este prato. Fui às compras com o meu filho e juntos decidimos trazer dois lombinhos de porco. Juntos discutimos o tempero. E juntos decidimos. 

Ainda tinha alguns figos esquecidos na gaveta do frigorífico, e estava com pena de não os ter comido. Estavam murchos de maduro, mas estavam bons. Depois lembrámo-nos que figo e porco liga bem, juntando um resto de doce de figo caseiro e o novo vinagre de figo Oliveira da Serra, seria uma boa combinação. E é uma boa combinação! Fica doce e salgado ao mesmo tempo, a carne tenra e os figos assados ficam divinais.

Bem, resumindo, deixem os vossos filhos mexer, cheirar, provar novos ingredientes, sem stress, sem choros. Não gosta, tenta outro noutro dia. Volta a experimentar daqui a uns meses. O importante é incluir as crianças na elaboração dos menus familiares, fazer algumas vontades, incentivar algumas escolhas, elogiar essas escolhas e não criticar de forma negativa as más escolhas, porque todos nós as fazemos, mas aprender com elas.

Comam bem e divirtam-se!!!



 


LOMBINHOS DE PORCO COM FIGOS

Ingredientes (para 4 pessoas):

2 lombinhos de porco
2 colheres cheias de doce de figo
2 colheres de vinagre de figo Oliveira da Serra
1 dente de alho
5 raminhos de tomilho
3 colher de sopa de azeite
sal e pimenta preta qb
120ml de vinho branco
8 batatinhas pequenas para assar
1 batata doce
5 figos


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 200ºC.

Num almofariz esmagar o dente de alho com sal grosso, pimenta pimenta preta em grão e as folhinhas do tomilho. Quando se obtiver uma pasta, junta-se 1 colher de sopa de azeite e moi-se mais um pouco. Adiciona-se o doce de figo e o vinagre de figo, e mistura-se.

Barra-se os lombinhos de porco com o tempero de figo preparado e colocam-se num tabuleiro grande.

Cortam-se as batatinhas ao meio, a batata doce em pedaços grandes e temperam-se com sal, pimenta e as restantes duas colheres de sopa de azeite. Dispõem-se as batatas à volta dos lombinhos de porco temperados.

Lavam-se e cortam-se os figos em quartos e dispõem-se por cima da carne e das batatas. Regar tudo com o vinho branco.

Leva-se o tabuleiro ao forno durante 35 a 45 minutos. Como o meu forno anda com problemas tenho dificuldade em controlar o tempo, mas o essencial é a carne estar dourada e se espetarem uma faca no centro, sair sucos transparentes. Se virem que a carne e/ou as batatas estão a queimar, mas ainda não estão assadas, colocar uma folha de alumínio por cima para proteger e retirar a 10 minutos de tirar o tabuleiro do forno.

Retira-se do forno, tapa-se com folha de alumínio e deixa-se repousar durante 10 minutos. Enquanto repousa, faz-se uma salada verde para acompanhar,  e já agora tempera-se com o vinagre de figo.

Cortar os lombinhos de porco em fatias de 1cm de grossura e servir com as batatas, figos assados e a salada.



07:54

Jaquinzinhos Fritos com Arroz de Tomate

Jaquinzinhos Fritos com Arroz de Tomate
Hoje trago-vos uma receita portuguesa bem tradicional. Agora que os jaquinzinhos já são legais, fui à praça de Benfica à procura deles. É verdade que estes não são dos mais pequenos, mas são igualmente deliciosos.

Aconselho a que peçam para arranjar os carapaus, isto é, retirar as tripas, porque têm muita areia e é uma tarefa um pouco morosa para fazer em casa. Afinal de contas, também temos de descansar e fazer comida caseira não inplica passar horas a arranjar peixe. Se os carapaus forem um bocadinho maiores peçam também para tirar a serrilha de ganham da cauda à cabeça.

Este arroz de tomate não leva açúcar, como é habitual. Isto deve-se ao facto de eu juntar o vinho do Porto, que já é doce. O vinho confere um sabor fantástico ao arroz, experimentem. Já agora não estranhem o facto de eu usar arroz agulha. Gosto do arroz de tomate soltinho, mas se preferirem o carolino, é só substituir e juntar a água que for necessária para ficar malandrinho.





JAQUINZINHOS FRITOS COM
ARROZ DE TOMATE

Ingredientes (para 4 pessoas):

para o arroz de tomate:
1 cebola média picada
1 dente de alho picado
4 colheres de sopa de azeite
4 tomates grandes bem maduros e descascados
1 colher de sopa de vinho do Porto
água a ferver
4 mãos cheias de arroz agulha
sal, pimenta qb
coentros
limão para decorar

para os carapaus:
500g de carapaus pequenos
farinha de milho ou de trigo
óleo
sal

Preparação:

Colocam-se os carapaus já arranjados num alguidar e temperam-se com bastante sal grosso. Não se preocupem com o excesso de sal porque só uma pequena parte será absorvida, o restante será retirado porteriormente. Guarda-se no frigorífico, tapado.

Aquece-se uma panela com o azeite. Junta-se a cebola e o alho picados e deixa-se fritar até a cebola estar translúcida. Junta-se o tomate cortado em pedaços pequenos e mexe-se. Deixa-se cozinhar tapado durante 5 minutos, mexendo de vez em quando. Junta-se o vinho de Porto.

Junta-se o arroz, mexe-se e adiciona-se a água até tapar o arroz. Tempera-se com sal e pimenta, tapa-se e deixa-se cozinhar em lume brando. Caso o arroz esteja a ficar seco e ainda não esteja cozido, junta-se mais água a ferver.

Enquanto o arroz coze, fritam-se os carapaus. Elimina-se o excesso de sal dos carapaus e passam-se por farinha. Fritam-se em óleo quente até ficarem douradinhos (2 a 3 minutos, dependendo do tamanho do carapau). Colocar os carapaus em papel absorvente para eliminar qualquer excesso de óleo.

Quando o arroz estiver quase pronto, rectificam-se os temperos, desliga-se o lume, tapa-se e deixa-se repousar por 5 minutos.

Transferir o arroz para uma travessa, polvilhar com os coentros picados e decorar com gomos de limão. Servir de imediato com os jaquinzinhos.



07:50

Tarte de Nata

Tarte de Nata
Há uns dias encontrei esta receita na revista Sale&Peppe de Julho e não resisti a fazê-la. Fica tão cremosa e deliciosa, que é perfeita para terminar o almoço de domingo.

É muito simples de fazer, e se preferirem, podem substituir a massa por massa folhada. Agora em relação à massa. Aconselho que a trabalhem bem fria, porque se estiver ainda quente, torna-se difícil de manusear. A minha cozinha estava tão quente, que a massa ficou muito mole e tive de a aplicar na forma com as mãos e dispensar a ajuda do rolo de cozinha. Seja como for fica deliciosa, e vale bem a pena fazer a massa caseira para esta tarte.






TARTE DE NATA

Ingredientes:

para a massa:
250g de farinha sem fermento
160g de manteiga gelada
1 ovo
1 colher de sopa de açúcar
1 pitada de sal fino
2 colheres de sopa de água gelada

para o creme:
170g de açúcar
50g de farinha sem fermento
400ml de natas
200ml de leite
2 gemas
1 vagem de baunilha

Preparação:

Começa-se por preparar a massa. Mistura-se rapidamente a farinha, o açúcar, a manteiga e o sal até ficar em areia. Junta-se o ovo e se for preciso, juntem a água, um bocadinho de cada vez. Dependendo do tamanho do ovo, pode não ser preciso água.

Fazer um disco com a massa e envolver em película aderente. Guardar no frigorífico durante 1 hora.

Ao fim de 1 hora, estende-se a massa numa bancada enfarinhada, com a ajuda de um rolo da massa. Forra-se a tarteira com fundo amovível com a massa e volta-se a colocar no frigorífico enquanto se faz o recheio.

Pré-aquecer o forno a 180ºC

Enquanto a massa repousa no frigorífico, faz-se o recheio. Numa tigela mistura-se o açúcar, a farinha e as sementes de baunilha.

Num jarro largo, misturam-se as natas com o leite e as gemas.

Junta-se a mistura de natas aos ingredientes secos e mistura-se devagar, para não fazer espuma.

Transfere-se o creme de natas para a tarteira forrada com a massa e leva-se ao forno durante 1 hora. Se começar a queimar e ainda não estiver cozida, tapa-se com folha de alumínio.

Deixar arrefecer por completo.



07:01

Salada de Cereja, Arroz e Laranja - Sexta-Feira Vegetariana

Salada de Cereja, Arroz e Laranja - Sexta-Feira Vegetariana
Quando chega à época da cereja, eu perco a cabeça e passo o dia a petiscar cerejas. É terrível! Eu oiço-as a chamar o meu nome e tenho de as comer.

Houve umas que conseguiram fugir de mim e eu fiz uma salada com elas. Pensavam que me fugiam, mas enganaram-se! Pronto, assim até pareço uma maluca...

Mas enfim! A salada! Adoro juntar frutas à minhas saladas, porque assim no fim da refeição salto logo para a sobremesa. Hehehehe estou a brincar. Gosto do doce que a fruta confere às saladas e por isso são sempre uma presença constante.

Esta salada tem tantos ingredientes deliciosos e é tão saciante, que não vai sobrar nem um bago de arroz.

 


SALADA DE CEREJA, ARROZ E LARANJA

Ingredientes:
3 mãos cheias de arroz para saladas Saludães
250g de abóbora em cubos
1 batata doce em cubos
1 beterraba grande em cubos
6 cogumelos cortados em quartos
3 raminhos de tomilho
1/2 colher de chá de cominhos
1/2 colher de chá de colorau fumado
sal e pimenta
azeite
2 laranjas
250g de brócolos cozidos
300g de cerejas
50g de amêndoa torrada
30g de sementes de girassol torradas

para a vinaigrette:
1 colher de sopa de melaço
125ml de azeite
50ml de vinagre
sal e pimenta a gosto


Preparação:

Aquece-se o forno a 200ºC e prepara-se um tabuleiro forrado com papel vegetal.

Coloca-se a beterraba, a batata doce, os cogumelos e a abóbora no tabuleiro e tempera-se com sal, pimenta, cominhos, colorau fumado e as folhas de tomilho. Rega-se com um fio de azeite e mistura-se tudo com as mãos. 

Leva-se ao forno até que os legumes estejam assados.

Entretanto coze-se o arroz em água com sal. Escorre-se e deixa-se arrefecer.

Lavam-se as cerejas e cortam-se ao meio, retirando o caroço.

Descascam-se as laranjas e cortam-se em gomos.

Quando todos os componentes da salada estiverem cozinhados e arrefecidos, juntam-se todos numa saladeira, não esquecendo os brócolos.

Colocam-se todos os ingredientes da vinaigrette num frasco, tapa-se e agita-se vigorosamente.

Polvilha-se com a amêndoa e as sementes de girassol, e serve-se com a vinaigrette.






07:47

Waffles de Liège

Waffles de Liège
Eu gosto de fazer waffles e congelar para os dias que não há tempo para as cozinhar. Congelo com uma folha de papel vegetal entre elas e fecho-as num saco. Para as descongelar ponho-as na torradeira. Não se nota nada que foram congeladas e faz um lanche fantástico!

E lembram-se do gelado de bolacha e natas que partilhei há uns dias? Pois são estas as waffles que estão a acompanhar o gelado. Tanto o gelado como estas waffles, são ideias para ter no vosso congelador quando os miúdos estão em casa de férias.

Agora em relação ao açúcar perolado a que me refiro na receita podem-no encontrar nas lojas My Cake. Há uma loja no Alegro de Alfragide e outra em Telheiras. Ainda não consegui encontrar noutro sítio. Caso não encontrem, podem comprar cubos de açúcar e parti-los em pedaços do tamanho de lentilhas.



WAFFLES DE LIÈGE
(RECEITA RETIRADA DO BLOG "CAPTURING JOY")

Ingredientes:

3 e 1/2 copos de farinha
1 colher de sopa de fermento para pão liofilizado
3/4 de copo de leite morno
200g de manteiga
2 ovos
1 colher de chá de essência de baunilha
1 pitada de sal
1 pitada de canela
200g de açúcar perolado


Preparação:

Mistura-se o leite com o fermento e deixa-se repousar 5 minutos.

De seguida misturam-se todos os ingredientes com a excepção do açúcar perolado. Amassa-se até se descolar das mãos.

Coloca-se numa tigela untada com manteiga e tapa-se com película aderente. Deixa-se levedar entre 30 minutos a 1 hora (dependendo da temperatura da casa).

Transfere-se a massa para a bancada enfarinhada e junta-se o açúcar perolado, amassado apenas o necessário para que fique uniformemente distribuído.

Corta-se em bolas do tamanho de uma ameixa (média) e deixa-se repousar durante 15 minutos.

Entretanto aquece-se a máquina de waffles.

Unta-se ligeiramente as paredes da máquina e coloca-se uma bola de massa. Deixa-se cozer de acordo com as instruções da vossa máquina. As waffles ficarão caramelizadas por fora e fofas por dentro.

Servir com gelado ou fruta regada com xarope de ácer.


09:11

Atum de Cebolada

Atum de Cebolada
O atum deverá ser um dos meus peixes preferidos, e é també um dos peixes preferidos dos meus filhos. Infelizmente não o faço tantas vezes como gostaria por ser tão dispendioso, mas sempre que encontro atum fresquinho na praça e a um preço simpático, compro e faço ou grelhado ou de cebolada.

É importante não deixar o atum cozinhar demais, senão fica seco. Podem servir com arroz, mas eu gosto mais de acompanhar com legumes cozidos e regados com a cebolada.






ATUM DE CEBOLADA

Ingredientes (4 pessoas):

4 bifes de atum
200ml de vinho branco
1 colher de sobremesa de oregãos
8 colheres de sopa de azeite
sal e pimenta
2 cebolas grandes
2 dentes de alho grandes


Preparação:

Põem-se os bifes de atum num pirex grande e tempera-se com sal, pimenta, oregãos, 2 colheres de sopa de azeite e com o vinho. Deixa-se marinar, em cima da bancada, enquanto se faz a cebolada.

Aquece-se uma frigideira larga com as restantes 6 colheres de azeite. Junta-se a cebola cortada em rodelas e o alho picado.

Deixa-se cozinhar lentamente em lume brando e com a frigideira tapada, mexendo de vez em quando para não queimar.

Quando a cebola estiver macia, juntam-se os bifes e aumenta-se a intensidade do lume para médio.

Junta-se a marinada e deixa-se cozinhar para que o vinho evapore.

Rectificam-se os temperos e serve-se com legumes cozidos.



07:14

Gelado de Bolacha e Natas (sem máquina)

Gelado de Bolacha e Natas (sem máquina)
Há uma receita de gelado por toda a internet que é simplesmente deliciosa. Esta! (risos) Não fui eu que a inventei, mas experimentei e adorámos!

Pode ser feita com máquina ou sem máquina. É certo que com máquina de gelados, fica mais cremosa e com menos cristais, contudo, se não tiverem a dita cuja, não faz mal. O leite condensao dá uma suavidade ao gelado que dispensa o uso de maquinaria pesada.

Eu servir com waffles de Liége, cuja receita partilharei mais tarde durante a semana. Os miúdos adoraram o gelado e os adultos também! Muito rápido e fácil de fazer, já não há desculpas para não fazer gelado caseiro.





GELADO DE BOLACHA E NATAS

Ingredientes:

500ml de natas
1 lata de leite condensado
1 colher de chá de essência de baunilha
10 bolachas oreo (ou outra ao vosso gosto)

Preparação:

Batem-se as natas bem frias em chantilly.

Com cuidado incorpora-se o leite condensado e a essência de baunilha.

Retira-se o recheio das bolachas (é demasiado doce para o meu gosto, mas se gostam podem juntar ao gelado) e partem-se em pedaços pequenos. Junta-se à mistura de natas e leite condensado.

Neste momento podem transferir a creme para uma caixa de pirex com tampa e levar ao congelador durante 4 a 5 horas (podem mexer o creme de 30 em 30 minutos para o tornar mais cremoso, mas não é necessário).

Caso prefiram torná-lo ainda mais cremoso, em vez de levarem o creme ao congelador, transiram-no para uma máquina de gelados e seguir as instruções da máquina. Colocar num pirex com tampa e levar ao congelador.

Servir as bolas de gelado com waffles ou em cones.



07:08

Papas de Aveia Frias Com Pêssego e Frutos Secos - Sexta-Feira Vegetariana

Papas de Aveia Frias Com Pêssego e Frutos Secos - Sexta-Feira Vegetariana
Nós adoramos papas de aveia. Sejam elas quentes ou frias, mais saudáveis ou menos, é sempre tão saciante e delicioso começar o dia com uma taça de papas de aveia.

Já fiz tantas versões de papas de aveia frias, mas ainda não tinha acertado com as quantidades certas. Desta última vez ficaram perfeitas! Nós gostamos delas mais líquidas, mas se gostarem delas mais espessas, é só diminuir a quantidade de leite.

Divirtam-se a fazer combinações de sabores e comecem o dia da melhor forma possível! Além disso, desta forma, quando se levantarem já têm o pequeno almoço feito! ;-)






PAPAS DE AVEIA FRIAS COM PÊSSEGO
E FRUTOS SECOS

Ingredientes: (4 porções)

2 copos de flocos de aveia
500ml de iogurte grego natural ou iogurte de soja
500ml de leite de vaca ou leite vegetal
1 pitada de canela
1 colher de chá de extracto de baunilha
1 pitada de sal
2 a 3 pêssegos maduros
Nozes Frutos de Vettonia torradas
Amêndoas torradas


Preparação:

Numa caixa grande de pirex, mistura-se a aveia com o iogurte, o leite, a canela, a baunilha e o sal. 

Tapa-se, coloca-se no frigorífico e deixa-se repousar durante toda a noite.

Na manhã seguinte, distribui-se as papas de aveia por 4 taças ou frascos, mistura-se o pêssego cortado em cubos e os frutos secos.

Cobre-se com mais pêssego e frutos secos torrados. Juntar mel ou xarope de ácer, caso achem necessário (se a fruta for doce não é necessário o mel ou o xarope de ácer).

Servir.

Caso sobrem papas de aveia, podem manter no frigorífico para o dia seguinte, desde que não tenha fruta misturada.


Copyright © 2016 As coisas da Mãe Sofia , Blogger