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16:32

Tarteletes de Maçã

Tarteletes de Maçã
Depois de ter trazido vários quilos de maçã do Alentejo, vejo-me várias vezes a pensar no que fazer com elas. Como hoje queria surpreender o pessoal cá de casa com uma sobremesa, lembrei-me de fazer estas tarteletes. Muito simples de fazer, são a sobremesa perfeita para levar na marmita.





Ingredientes (rende 4 tarteletes):

para a massa

225g de farinha sem fermento
2 colheres de sopa de açúcar em pó
125g de manteiga gelada
1 colher de sopa de água gelada
1 gema

para o recheio

1 kg de maçãs
55g de açúcar
2 colheres de chá de amido de milho
1 colher de sobremesa de manteiga
1 colher de sopa de água

Preparação:

Coloca-se a farinha e o açúcar em pó numa tigela.

Junta-se a manteiga gelada cortada em cubos e trabalha-se rapidamente com os dedos até ficar com textura de areia.

Adiciona-se a gema de ovo e água gelada e amassa-se até a massa ligar.

Embrulha-se em película aderente e deixa-me repousar durante 30 minutos no frigorífico.

Estende-se a massa e forram-se as formas individuais de tartes untadas com manteiga.

Reserva-se a massa que sobrou.

Colocam-se as formas forradas e a massa que sobrou no frigorífico.

Entretanto descascam-se as maçãs e cortam-se em fatias finas.

Colocam-se numa frigideira com a água, a manteiga e metade do açúcar.

Deixa-me cozer devagar com tampa, até a maçã ficar macia.

Tritura-se tudo até ficar macio.

Mistura-se o amido de milho com 2 colheres de chá de água e um pouco mais de açúcar se acharem necessário e adiciona-se à maçã.

Leva-se o creme de maçã novamente ao lume até levantar fervura e engrossar um pouco. Deixar arrefecer.

Divide-se o creme de maçã pelas tarteletes e alisa-se a superfície.

Estica-se a massa que sobrou e cortam-se em tiras de meio centímetro.

Em cima de película aderente forma-se o entrançado com 4 tiras na vertical e 4 horizontal.

Pressiona-se levemente com a mão para o entrançado ficar firme.

Vira-se o entrançado para cima da tartelete e repete-se a operação para a restante massa e tarteletes.

Pincela-se com a clara de ovo e polvilha-se com açúcar.

Leva-se novamente ao frigorífico durante pelo menos 30 minutos, ou de um dia para o outro.

Leva-se ao forno pré-aquecido a 180°C durante 50 minutos ou até às tarteletes ficarem douradas e estaladiças.

Retira-se do forno e deixa-me arrefecer numa rede. Desenformam-se quando estiverem frias.

Servir com uma bola de gelado de baunilha.




12:49

Tarte Fofa de Pêssego e Panquecas de Abóbora - Muito Mais Do Que Trigo (Farinha de Pinhão)

Tarte Fofa de Pêssego e Panquecas de Abóbora - Muito Mais Do Que Trigo (Farinha de Pinhão)
Como já tem vindo a ser hábito, sábado é sinónimo de "Muito Mais Do Que Trigo", em que vos apresento farinhas alternativas à farinha de trigo. Não que eu seja contra o trigo, mas porque razão nos devemos cingir apenas ao trigo, quando há tantos grãos e sementes que, quando transformados em farinha, resultam em comidas deliciosas e muito ricas em nutrientes.

A farinha que vos apresento hoje é a farinha de pinhão. Numa das minhas visitas ao supermercado Biomercado, um funcionário super simpático mostrou-me esta nova farinha da Diese. Sinceramente, assim que abri a embalagem só me apeteceu comer a farinha à colherada. Tem um cheio delicioso e confere um sabor ainda melhor aos cozinhados.

Para quem segue a página d'As coisas da Mãe Sofia no Facebook, viu no início da semana uma tarte de pêssego que suscitou muita curiosidade. Pois hoje a receita é publicada e vem acompanhada de umas deliciosas panquecas de abóbora.

Se gostam destas receitas, então partilhem com os vossos amigos e ajudem-me a divulgar opções muito mais nutritivas à farinha de trigo refinada.



O que é a farinha de pinhão?

Ao contrário do que possam pensar, esta farinha não é apenas o resultado da moagem do pinhão. Para além do pinhão ser moído, é também retirado o óleo do pinhão, obtendo-se uma farinha com um baixo teor de gordura, e por consequência, com baixo valor calórico.

A única marca que conheço que produz esta farinha é a Diese e, apesar de vir em embalagens de 200g, rende bastante, pois não é necessário usar em tanta quantidade para obter o resultado desejado. Já podem encontrar na maioria das grandes superfícies e em lojas de produtos naturais.


Quais as vantagens de consumir farinha de pinhão?

As vantagens de consumir furos secos já são conhecidas, e o mesmo se aplica a esta farinha. Rica em minerais, vitaminas e fibras, esta farinha, em conjunto com uma dieta equilibrada, fornece nutrientes essenciais para promover defesas contra doenças como o cancro, níveis de colesterol saudáveis, ajuda a fortalecer os ossos, contribui para olhos mais saudáveis, e muito mais.


Como usar a farinha de pinhão?

A farinha de pinhão absorve muito mais líquido do que a farinha de trigo. Devido a esta facto, para substituir a farinha de trigo pela de pinhão basta usar 25 a 50% desta farinha. Quero eu dizer com isto que se a receita pede 100g de farinha de trigo, basta substituir por 25 a 50g de farinha de pinhão.
Esta farinha resulta muito bem quando adicionada à massa de pão, substituindo uma parte da farinha de trigo, em panquecas, bolos, bolachas e até para adicionar ao iogurte.

Deixo abaixo duas deliciosas sugestões para experimentar esta fantástica farinha. Experimentem e partilhem comigo as fotos.

NOTA: As opiniões aqui descritas, são minhas e este post não foi pago por nenhuma marca. Tudo o que aqui é sugerido, é resultado da minha experiência.



TARTE DE PÊSSEGO
(sem trigo, lacticícios, ovos e açúcar refinado)

Sempre que vou ter com os meus pais levo um miminho. Desta vez, para além dos meus pais, o meu sobrinho estava também com eles e tinha de levar um docinho para eles. Esta tarte fica super fofinha, e também docinha devido ao sumo de maçã e ao açúcar de coco.



Ingredientes:

1 chávena de farinha de espelta
1/2 chávena de farinha de espelta integral
1/4 de chávena de farinha de pinhão
3/4 de chávena de açúcar de coco
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 colher de café de bicarbonato de sódio
1 colher de café de canela em pó
1 colher de chá de essência de baunilha
1 chávena de sumo de maçã acabado de extrair (ou leite vegetal)
1/4 de chávena de azeite
sumo e raspa de meio limão
2 pêssegos grandes

1 CHÁVENA = 240ML

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma tarteira com azeite o polvilhar com farinha de espelta ou com pão ralado.

Colocar numa tigela as farinhas, o bicarbonato de sódio, o fermento em pó, o açúcar e a canela.

Noutra tigela misturar o sumo de maçã, a essência de baunilha, o azeite, e o sumo e raspa de meio limão.

Verter os ingredientes líquidos para a tigela com os ingredientes secos, e misturar.

Transfere-se a massa para a tarteira.

Cortam-se os pêssegos com pele em fatias finas e dispõem-se em cima da massa.

Leva-se ao forno durante 35 a 45 minutos, ou até se espetar um palito no centro e este sair limpo.

Servir morna ou fria, e de preferência com gelado de baunilha. Uma combinação maravilhosa!



RECEITA ADAPTADA DO LIVRO "COZINHA VEGETARIANA" DE GABRIELA OLIVEIRA




PANQUECAS DE ABÓBORA

Cá em casa adoramos panquecas, sejam elas doces ou salgadas. Desta vez fiz estas panquecas para o jantar e não desapontaram. Muito saciantes, cheias de nutrientes e deliciosas!




Ingredientes:

1 chávena de abóbora cozida a vapor e reduzida a puré
85g de iogurte natural
2 ovos médios
50g de queijo Emental
1 chávena e meia de farinha de trigo
1/4 de chávena de farinha de pinhão
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de sopa de manteiga derretida
sal e pimenta preta

hummus para acompanhar
rúcula
abacate
sumo de limão

1 CHÁVENA = 240ML


Preparação:

Aquecer uma frigideira antiaderente em lume médio.

Numa tigela larga misturar a abóbora com o iogurte, os ovos, o queijo e temperar com sal e pimetnta.

Adicionam-se as farinhas, o fermento em pó e mistura-se, apenas até a farinha estar incorporada.

Junta-se a manteiga derretida e envolve-se bem.

Unta-se a frigideira com azeite e fritam-se pequenas panquecas de cada vez (2 colheres de sopa de massa por panqueca).

Quando a panqueca estiver firme por baixo (após mais ou menos 2 minutos), volta-se a panqueca e deixa-se cozinhar durante 2 minutos.

Servir com hummus, rúcula e abacate regado com sumo de limão.


15:36

Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Quinoa, uma tarte salgada e umas bolachas sem glúten

Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Quinoa, uma tarte salgada e umas bolachas sem glúten
Esta semana vamos falar da farinha de quinoa. Quinoa, o alimento saudável mais conhecido do mundo (acho justo chamar-lhe assim), geralmente é usada em saladas, sopas, mas também a podem moer e fazer uma farinha fina, sendo uma alternativa bem saudável para quem quer evitar o glúten.

Eu confesso não ser a maior fã da quinoa devido ao seu sabor forte e chega-me a mesmo a fazer lembrar um pouco o sabor da beterraba. Contudo, misturada com outros sabores, torna a comida bem mais saborosa.

A tarte que apresentarei mais à frente, não sabe de todo a quinoa. Fica um bocadinho folhada e muito saborosa, tem vantagem de não ter glúten, usei natas de arroz para diminuir a quantidade de gordura e é bastante saciante.

Depois do salgados vêm os doces, e por doces, entenda-se uns biscotti sem glúten, sem açúcar refinado e sem lacticíneos. Mas não pensem que sabem a palha, nada disso, são bem saborosas, crocantes e uma excelente prenda de Natal para aquele amigo que tem de evitar alimentos com glúten.



O que é a quinoa?

A quinoa é uma planta com mais de 7 mil anos, originária das regiões montanhosas da América do Sul. É costume chamarem-lhe um grão ancestral, na realidade não é um grão, mas sim uma semente.

Depois de se tornar uma moda a nível mundial, a quinoa foi rechonhecida pelas Nações Unidas como um dos alimentos que pode ajudar a erradicar a fome, malnutrição e pobreza.

Conhecida pelos Incas, a quinoa ou chisiya (mother grain), como lhe chamavam, era presença obrigatória em cerimónias religiosas e na alimentação do dia a dia.

Com o aparecimento daa dieta Paleo e outros estilos de vida que encorajam a eliminação do glúten, a quinoa tornou-se uma moda crescente na última década.

Existem 3 tipos de quinoa:

  • quinoa branca - a mais conhecida e comercializada, coze em menos tempo.
  • quinoa vermelha - ideal para saladas frias.
  • quinoa preta - com um sabor mais doce, leva mais tempo a cozinhar.

Quais as vantagens de consumir quinoa?

Para além da vantagem óbvia de não ter glúten, a quinoa tem muito mais para nos dar. 180g de quinoa fornecem:
  • 8g de proteína
  • 5g de fibra
  • 58% da ddr de manganês
  • 30% da ddr de magnésio
  • 28% da ddr de fósforo
  • 19% da ddr de folato
  • 18% da ddr de cobre
  • 15% da ddr de ferro
  • 13% da ddr de zinco
  • 9% da ddr de potássio
  • acima de 10% da ddr de vitaminas B1, B2 e B6
  • pequenas quantidades de cálcio, niacina e vitamina E
  • pequenas quantidades de omega 3
  • 222 calorias
  • 39g de hidratos de carbono
  • 4g de lípidos
A acrescentar a esta lista temos também o facto da quinoa ser rica em antioxidantes, que todos sabem que ajuda a combater doenças como o cancro e combate também o envelhecimento.
A fibra presente na quinoa contribui para diminuição de peso e para a diminuição dos níveis de açúcar e de colesterol no sangue, e o índice glicémico desta semente é baixo.

A principal particularidade da quinoa é o facto de ter todos os aminoácidos essenciais, isto é, contém todos os aminoácidos que não conseguimos produzir sozinhos e que temos de obter através da alimentação. 

Dicas e conselhos


Apesar de ter apresentado uma série de qualidades maravilhosas da quinoa, queria também salientar um facto. A quinoa é rica em ácido fítico que promove a agregação do magnésio, potássio e o zinco entre si. Ora essa agregação dificulta a absorção destes minerais. Para que isto não aconteça, deve-se colocar a quinoa de molho ou germiná-la antes de a cozer. Isto aplica-se à semente, quanto à farinha o problema mantém-se. Eu ainda não experimentei por a quinoa de molho antes de a moer no robot de cozinha e nem sei se resulta, por isso se souberem como se faz digam-me.

Substituir totalmente a farinha de trigo pela de quinoa pode não resultar bem, mas isto não quer dizer que seja impossível. Tal como em todas as farinhas sem glúten, os bolos, e bolachas que se façam exclusivamente com esta farinha, podem resultar em produto que se esfarela com facilidade. Para contrariar isso, podem usar goma de xantana e/ou misturar com outras farinhas como a de arroz.

O ideal é substituir 1/4 a metade da quantidade de trigo pela de quinoa, isto é, se não tiverem problemas com a ingestão de glúten e se quiserem apenas cozinhar de forma mais saudável.



TARTE DE ALHO FRANCÊS E COUVES DE BRUXELAS E QUEIJO FETA



Ingredientes:

para a base da tarte:

2/3 de copo de farinha de arroz
1/3 de copo de farinha de quinoa
1/4 de amido de milho
1 pitada de sal
pimenta
1 colher de sobremesa de folhas de alecrim picadas
2 raminhos de tomilho fresco
115g de manteiga ou margarina gelada em cubos
6 colheres de sopa de água gelada


para o recheio:

1 alho francês grande
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
1 colher de sopa de vinagre de figo (ou outro à vossa escolha, de preferência tinto)
200g de couves de Bruxelas cortadas em juliana
1 colher de sobremesa de azeite
sal e pimenta
250ml de natas de arroz
4 ovos
2 colheres de sopa de queijo feta esfarelado
50g de nozes Frutos de Vettonia picadas


Preparação:

para a base da tarte:
Colaca-se a farinha de arroz, de quinoa, o amido de milho, o sal e a pimenta, as folhas de alecrim picadas e as folhas de tomilho numa picadora grande. Pulsa-se até ficar uma mistura homogénea.

Junta-se um cubo de manteiga gelada de cada vez e vai-se pulsando até toda a manteiga estar adicionada e a mistura ter uma aspecto de areia.

Colocar uma colher de sopa de água gelada de cada vez, pulsando entre cada adição, até que ao se apertar a massa ela se mantenha junta. Não vai formar uma bola, por isso temos de mexer na massa para ver se já está pronta. Cuidado para a massa não ficar demasiado molhada.

Forma-se um disco, cobre-se com película aderente e leva-se ao frigorífico durante 30 minutos.

Pré-aquecer o forno a 200ºC.

Untar levemente uma forma com manteiga ou margarina e aplicar a massa com a ajuda das mãos. É difícil estender esta massa, e achei mais fácil esticá-la dentro da forma com a ajuda de um copo. Não deixar a massa demasiado fina. Levar ao frigorífico mais 30 minutos.

Pica-se o fundo da massa com um garfo e leva-se ao forno, 20 minutos coberta com papel vegetal e feijões, e depois mais 15 minutos, ou até ficar dourada.

NOTA: nesta tarte eu cozi-a primeiro, mas noutras situações também resulta ser usada sem ser cozida primeiro.


para o recheio:

Aquece-se uma frigideira com 2 colheres de sopa de azeite e salteia-se o alho francês em rodelas até ficar macio. 

Polvilha-se com o açúcar e rega-se com o vinagre, mexe-se e deixa-se caramelizar durante 2 minutos. Reserva-se.

Aquece-se uma frigideira com 1 colher de sopa de azeite e salteiam-se as couves de Bruxelas cortadas em juliana com a ajuda de uma mandolina. Tempera-se com sal e pimenta.

Quando estiverem macias, retiram-se do lume.

montagem da tarte:


Coloca-se o alho francês caramelizado no fundo da tarte, cobre-se com a couve de Bruxelas e distribui-se as nozes picadas pela tarte.

Batem-se os ovos com as natas de arroz, tempera-se com um pouquinho de sal e pimenta e transfere-se para a tarte.

Polvilha-se com o queijo feta e leva-se ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 40 minutos ou até o centro estar fixo e cozido.



BISCOTTI DE MIRTILOS E AMÊNDOA




Ingredientes:

220g de farinha de quinoa
1 colher de café de goma de xantana (opcional)
1 colher de chá de fermento em pó
70g de mirtilos secos
50g de amêndoa laminada
60ml de azeite
115g de açúcar de coco
2 ovos
2 colheres de chá de essência de baunilha


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 150ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal.

Misturar numa tigela a farinha de quinoa, a goma de xantana, o fermento, os mirtilos secos e as amêndoas laminadas. Mistura-se e reserva-se.

Noutra tigela batem-se com ovos com o açúcar de coco, o azeite e a essência de baunilha.

Adiciona-se esta mistura à farinha e mistura-se até estar completamente envolvido.

Transfere-se a massa para o tabuleiro forrado e forma-se um rectângulo com 2 cm de altura e 8 de largura.

Leva-se ao forno durante 30 minutos.

Retira-se do forno e deixa-se repousar até se conseguir mexer no bolo.

Cortam-se fatias em viés e colocar no tabuleiro.

Levam-se ao forno uma segunda vez, durante 30 minutos.

Retiram-se do tabuleiro e deixam-se arrefecer em cima de uma rede. Guardar num recipiente hermético ou oferecer a uma pessoa especial.



15:56

Tarte de Pera e Roquefort

Tarte de Pera e Roquefort
Com dois adolescentes em casa tem de haver sempre comida suficiente na mesa para satisfazer os apetites. Comer só sopa ao jantar, nem sempre conforta o buraco negro... quer dizer, o estômago dos meus filhos e por isso eu costumo fazer sempre alguma coisas para comer depois. Geralmente uma tarte costuma agradar a todos, e desta vez fiz uma tarte que joga com o doce e o salgado.

Pode parecer estranho o uso da pera numa tarte salgada, mas na verdade a conjugação da pera caramelizada com o queijo Roquefort, funciona mesmo muito bem, quer comam a tarte quente ou fria. Pessoalmente gostei mais da tarte fria, pois consegue-se apreciar melhor os sabores, e tem a vantagem de se poder fazer com antecedência.

Arrisquem e experimentem esta tarte fora do normal.




TARTE DE PERA E ROQUEFORT

Ingredientes:

 1 cebola pequena
1 colher de sopa de manteiga
 1 colher de sopa de açúcar amarelo
2 peras maduras, mas firmes
4 ovos
250ml de natas
4 raminhos de tomilho
2 colheres de sopa de queijo Roquefort
40g de nozes Frutos de Vettonia
sal e pimenta


Preparação:

Começa-se por preparar a massa da base da tarte de acordo com as indicações aqui ⇶ Base de tarte com centeio

Entretanto aquece-se uma frigideira com a manteiga em lume brando e junta-se a cebola cortada em rodelas muito finas.

Quando a cebola estiver translúcida, junta-se o açúcar e deixa-se cozinhar até não ser ver grãos de açúcar.

Junta-se a pera descascada, sem caroço e cortada em quartos, e carameliza-se durante 5 minutos.

Coloca-se a pera e a cebola no fundo da tarteira com a base já preparada.

Numa tigela batem-se os ovos com as natas, e tempera-se com sal e pimenta.

Deita-se a mistura de ovos e natas por cima das peras e polviha-se com as nozes picadas, o queijo Roquefort em pedaços pequenos e com as folhas de tomilho.

Leva-se de novo ao forno durante 35 minutos, ou até que a tarte esteja dourada e com o creme de natas e ovos firme.

Retirar do forno, e transferir para um prato de servir.
 



21:23

Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Centeio, uma base de tarte e uma explosão de chocolate

Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Centeio, uma base de tarte e uma explosão de chocolate
Todos nós já comemos centeio no pão. E noutras comidas? Desde o salgado ao doce, esta farinha é muito versátil e resulta em cozinhados extremamente saborosos. Mas eu sei que nem todos gostam desta farinha. O seu sabor forte não agrada a todos, mas já experimentaram combinar farinha de centeio com chocolate? As bolachas feitas com esta farinha e chocolate ficam magníficas, pois realça o sabor do chocolate, o que as torna extremamente gulosas! (receita mais à frente!)



O que é o centeio?

O centeio é um cereal em grão, também conhecido por Secale cereale. Parece-se com o trigo, embora o grão seja mais comprido e esgui. A cor deste cereal varia entre o castanho amarelado e o verde acizentado.

O centeio era um cereal desconhecido na maioria da Europa, mas com a expansão do império Romano, aumentou o seu consumo. Contudo, com o passar dos séculos, o centeio tornou-se um cereal importante na alimentação dos europeus, pois a sua planta é resistente ao frio e consegue crescer em solos pobres.

Para os Saxões e os Vikings o centeio era um cereal muito popular. Hoje em dia a Rússia e a Polónia são os principais produtores de centeio. Apesar disso o centeio começou a ser plantado em grandes quantidades e de forma sustentável e biológica na Finlãndia, Lituania e nos Estados Unidos. Também a Alemanha e a Dinamarca são grandes consumidores deste cereal e os seus pães de centeio são bem conhecidos pela qualidade que apresentam.

Ter em atenção que o centeio tem glúten, embora tenha em menor quantidade que o trigo.


Quais os benefícios do centeio?

O centeio é um cereal muito rico em nutrientes essenciais. Contém altos níveis de proteína e fibra. Contém também um nível elevado de ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B. Para além de tudo isto é também rica em vitamina E e é uma fonte de prebióticos o que o torna uma arma importantíssima na prevenção de doenças como o cancro, a diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

Este cereal contém fibras solúveis que diminuem a libertação dos hidratos de carbono, por isso sentimo-nos saciados por mais tempo. Um dos benefícios de consumir centeio é o facto de depois de passar pelo intestino, produz lípidos de cadeia curtaque ajudam a fortalecer o sistema imunitário, a diminuir o colesterol e a estabilizar os níveis de açúcar no sangue.

Volto a reforçar que o centeio contém glúten, quem é sensível ao glúten deve evitar esta farinha.


Formas de usar a farinha de centeio.

O uso mais conhecido desta farinha é o fabrico de pão. Com um sabor mais forte, geralmente mais pesados do que os confeccionados com farinha de trigo, e com uma cor escura. Mas também pode ser usada em panquecas, muffins, scones, bolachas (doces ou salgadas) e bases de tartes.


Como usar a farinha de centeio?

A farinha de centeio contém glúten suficiente para se confeccionar pão sem o uso de outras farinhas, contudo resulta num pão pesado, denso, e com um sabor muito forte. Geralmente mistura-se com farinha de trigo para que fique mais leve. Eu pessoalmente misturo-a frequentemente com farinha de espelta. Podem fazer uma mistura 50/50, isto é, metade de centeio, a outra metade espelta ou trigo, tanto os pães, como os bolos ficam mais leves (principalmente se for usado trigo), o sabor fica mais suave e o pão não fica tão escuro.






BASE DE TARTE COM CENTEIO

Ingredientes:

1 copo de farinha de centeio
1 copo de farinha de espelta
1 pitada de sal fino
75g de manteiga gelada
1 gema de ovo
1 colher de café de vinagre
6 colheres de sopa de água gelada

1 copo = 250ml

Preparação:

Numa tigela larga misturam-se as farinhas com o sal.

Junta-se a manteiga gelada cortada em pedaços pequenos e trabalha-se com a ponta dos dedos até se obter uma areia.

Numa tigela pequena mistura-se a gema com o vinagre e 4 colheres de sopa de água gelada. Adiciona-se esta mistura à farinha com manteiga e amassa-se rapidamente. Juntam-se as duas restantes colheres de sopa caso seja necessário. A quantidade de água vai depender da farinha e da temperatura do ar, por isso aconselho que seja adicionada a pouco e pouco.

Amassa-se rapidamente até ficar homogénea, forma-se uma bola, cobre-se com película aderente e deixa-se repousar no frigorífico durante 30 minutos.

Aquece-se o forno a 180ºC.

Unta-se levemente a forma com manteiga e forra-se com papel vegetal (a manteiga ajuda o papel a ficar na posição certa).

Estende-se a massa numa bancada limpa e forra-se a tarteira. Pica-se o fundo com um garfo, cobre-se com papel vegetal e enche-se com feijões ou esferas de cerâmica.

Leva-se ao forno durante 15 minutos. Ao fim desse tempo retira-se o feijão e o papel vegetal que cobre a base e deixa-se assar durante mais 5 a 10 minutos, ou até ficar dourada e o fundo cozido.

Retira-se do forno e agora é rechear ao vosso gosto!

NOTA: Esta massa congela muito bem, por isso podem-na fazer e congelar antes de levar ao forno. Para isso basta amassar e fazer um disco, cobrir com película aderente e colocar dentro de um saco de congelação.






BOLACHAS DE CENTEIO E CHOCOLATE

Ingredientes (faz 40 bolachas):

200g de chocolate negro (mínimo 70% cacau)
100g de manteiga
100g de açúcar
150g de açúcar amarelo
2 ovos médios
130g de farinha de centeio
50g de cacau (sem açúcar)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal fino
açúcar em pó

Preparação:

Derreter o chocolate com a manteiga em banho Maria. Retirar do calor e deixar arrefecer ligeiramente.

Misturar os açúcares e batem-se bem com os ovos com uma batedeira até se obter uma mistura fofa e clara (mais ou menos 3 minutos).

Junta-se o chocolate derretido e envolver bem.

Numa tigela pequena mistura-se a farinha de centeio com o cacau, o bicarbonato de sódio e o sal.

Junta-se a mistura de farinha e cacau ao creme de chocolate e envolve-se bem até deixar de haver farinha por misturar.

Tapa-se com película aderente e deixa-se repousar no frigorífico. (Este passo é essencial, pois de assarem as bolachas de imediato, estas ficam todas espalhadas no tabuleiro e não dá para comer)
Deve repousar no mínimo 2 horas.

Aquecer o forno a 180ºC e forrar dois tabuleiros grandes com papel vegetal.

Fazer bolinhas do tamanho de uma noz e passar pelo açúcar em pó. Colocar nos tabuleiros e assar durante 12 minutos se quiserem mais parecidas com um brownie, ou durante 20 minutos se as querem mais estaladiças (é como nós preferimos).

Deixar arrefecer e transferir para um recipiente hermético.



19:37

Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Aveia, uma tarte e panquecas

Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Aveia, uma tarte e panquecas
A farinha de aveia é a farinha em foco hoje. É uma farinha que eu adoro usar e faz as panquecas mais fofas que eu já comi. A farinha de trigo e a de aveia têm um sabor parecido, mas a de aveia tem tendência a ser mais doce do que a de trigo.




Porque é importante incluir a farinha de aveia na nossa alimentação?

A Organização Mundial de Saúde aconselha a ingestão de aveia, seja em farinha, flocos ou farelo, como parte de uma dieta equilibrada, que esta poderá contribuir para a diminuição do risco de doenças cardíacas. A fibra da aveia é também extremamente importante na prevenção do cancro do colo rectal.

De acordo com o Jornal de Nutrição Britânico, a aveia tem um papel importante na alimentação pois promove a saciedade, a qualidade da digestão e o metabolismo, ao mesmo tempo que melhora o sistema imunitário.

Quais as propriedades nutricionais da aveia?

A aveia é rica numa fibra chamada beta-glucano. Este tipo específico de fibra é conhecido por ajudar a baixar os níveis de colesterol.

A aveia é rica em manganês, selénio, fósforo, magnésio e zinco. Este grão contém também carotenóides, vitamina E, flavonóides e polifenóis.

A aveia tem glúten?

A aveia não tem glúten, no entanto quando é cultivada em campos onde existe também trigo ou cevada, há registos de vestígios de glúten na aveia cultivada nesses campos. Por isso, se forem sensíveis ao glúten, verifiquem se a embalagem tem bem específico que é livre de glúten.

Como posso eu substituir a farinha de trigo pela de aveia?

Devido ao facto da aveia não ter glúten os bolos feitos com esta farinha têm tendência para ficar mais pesados ou a desfazerem-se, pelo que se deve juntar mais líquido, agentes de crescimento ou goma de xantana.

Para que o pão feito com a farinha de aveia cresça mais deve-se juntar mais fermento do que usualmente se adiciona ao trigo. Já aos bolos, deve-se juntar duas colheres de chá e meia por cada copo (250ml) de farinha de aveia.

Geralmente substituir a farinha de trigo pela de aveia na sua totalidade não costuma dar bom resultado e os bolos acabam no lixo. Isto acontece por causa da ausência de glúten. Sim esse malandro faz falta para os bolos que estamos habituados. Mas não desesperem, comecem por substituir um quarto da farinha de trigo por farinha de aveia e vão ajustanto a partir daí. Não precisam eliminar a farinha de trigo por completo, basta substituir uma parte pela farinha de aveia e vão obter bolos fofinhos e húmidos.

Dica!

Se não conseguirem encontrar farinha de aveia, basta triturar os flocos de aveia num processador ou num robot de cozinha até obter uma farinha fina.






TARTE DE GANACHE DE CHOCOLATE COM MORANGOS E FRAMBOESAS
(Adaptado da revista Taste Magazine December 2015)

Ingredientes:

para a base:
150g de aveia
100g de farinha de amêndoa
70g de farinha de trigo sarraceno
50g de óleo de coco (sólido)
100g de xarope de agave
2 colheres de sopa de água gelada
1 colher de chá de extracto de baunilha
1 pitada de sal

ganache:
1 lata de leite de coco de 400ml
1 lata de leite de coco de 165ml
125g de xarope de agave
10g de óleo de coco
2 colheres de chá de extracto de baunilha
35g de cacau (sem açúcar)

decoração:
framboesas
morangos
pistachios
raspas de chocolate sem açúcar


Procedimento:

Pré-aquecer o forno a 165ºC. Untar uma forma de tarte com fundo amovível com óleo em spray Espiga. Colocar uma panela com água ao lume para fazer banho maria.

Colocar a aveia num processador até ficar uma farinha grossa. Caso não tenham um processador, usem um liquidificador, que também resulta desde que façam pequenas quantidades de cada vez.

Colocar a farinha de aveia e os restantes ingredientes da base numa tigela e amassar rapidamente. 

Deita-se a mistura na tarteira (eu sei que nesta altura a massa não impressiona ninguém, mas acreditem que no fim resulta) e, com os dedos, distribui-se uniformemente pelo fundo e pela lateral, pressionando, de forma a ficar compacta.

Levar ao forno durante 20 minutos ou até ficar dourada.

Entretanto faz-se a ganache. Colocam-se todos os ingredientes da ganache numa tigela de pirex, e cozinha-se em banho maria durante 30 a 35 minutos, mexendo com frequência com uma vara de arames. O creme irá engrossar ligeiramente, e embora pareça muito líquido, assim que arrefecer irá solidificar.

Depois de se retirar do calor, deixa-se a ganache repousar durante 10 minutos e verte-se para a base da tarte. Deixar arrefecer no frigorífico durante 1h.

Depois de fria, decorar a tarte com os frutos, os pistachios picados e as raspas de chocolate. Servir fresca.







PANQUECAS FOFINHAS DE AVEIA

Ingredientes:

2 copos de farinha de aveia
1 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de café de canela
180ml de iogurte grago natural
250ml de leite (de vaca ou vegetal)
1 ovo médio
1 colher de chá de essência de baunilha
2 colheres de sopa de xarope de ácer ou de mel
2 colheres de sopa de manteiga derretida ou de óleo de coco


Preparação:

Aquecer uma frigideira anti-aderente em lume médio.

Colocar a farinha, o fermento em pó e a canela numa tigela e misturar com uma vara de arames.

Noutra tigela misturar o iogirte, o leite, o ovo, a baunilha e o xarope de ácer.

Juntar os ingredientes húmidos à mistura de farinha e envolver até estar homogéneo.

Untar levemente a frigideira com manteiga ou óleo de coco (para dar sabor e cor) e cozinhar meia concha de sopa por cada panqueca.

Deixar cozinhar dois a 3 minutos do primeiro lado e 1 minuto do segundo lado. 

Servir de imediato, regadas com xarope de ácer e fruta.


07:50

Tarte de Nata

Tarte de Nata
Há uns dias encontrei esta receita na revista Sale&Peppe de Julho e não resisti a fazê-la. Fica tão cremosa e deliciosa, que é perfeita para terminar o almoço de domingo.

É muito simples de fazer, e se preferirem, podem substituir a massa por massa folhada. Agora em relação à massa. Aconselho que a trabalhem bem fria, porque se estiver ainda quente, torna-se difícil de manusear. A minha cozinha estava tão quente, que a massa ficou muito mole e tive de a aplicar na forma com as mãos e dispensar a ajuda do rolo de cozinha. Seja como for fica deliciosa, e vale bem a pena fazer a massa caseira para esta tarte.






TARTE DE NATA

Ingredientes:

para a massa:
250g de farinha sem fermento
160g de manteiga gelada
1 ovo
1 colher de sopa de açúcar
1 pitada de sal fino
2 colheres de sopa de água gelada

para o creme:
170g de açúcar
50g de farinha sem fermento
400ml de natas
200ml de leite
2 gemas
1 vagem de baunilha

Preparação:

Começa-se por preparar a massa. Mistura-se rapidamente a farinha, o açúcar, a manteiga e o sal até ficar em areia. Junta-se o ovo e se for preciso, juntem a água, um bocadinho de cada vez. Dependendo do tamanho do ovo, pode não ser preciso água.

Fazer um disco com a massa e envolver em película aderente. Guardar no frigorífico durante 1 hora.

Ao fim de 1 hora, estende-se a massa numa bancada enfarinhada, com a ajuda de um rolo da massa. Forra-se a tarteira com fundo amovível com a massa e volta-se a colocar no frigorífico enquanto se faz o recheio.

Pré-aquecer o forno a 180ºC

Enquanto a massa repousa no frigorífico, faz-se o recheio. Numa tigela mistura-se o açúcar, a farinha e as sementes de baunilha.

Num jarro largo, misturam-se as natas com o leite e as gemas.

Junta-se a mistura de natas aos ingredientes secos e mistura-se devagar, para não fazer espuma.

Transfere-se o creme de natas para a tarteira forrada com a massa e leva-se ao forno durante 1 hora. Se começar a queimar e ainda não estiver cozida, tapa-se com folha de alumínio.

Deixar arrefecer por completo.



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