07:00

Focaccia de Figos e Maçã

Focaccia de Figos e Maçã

Depois de uma, muito necessária (embora longa), pausa, voltam as receitas. Desta vez partilho um pão italiano, mas muitas outras receitas virão. E sim, é possível que haja muitas mais receitas de pão, principalmente de fermentação lenta, tema a que me dediquei durante o confinamento para me distrair (sim, fiz MUITO pão) e para evitar sair de casa. Mas não testei só receitas de pão, e quem me seguiu no Instagram, viu por lá alguns pratos vegetarianos, vegans, tradicionais e até umas maravilhosas queijadas de Sintra. Todas essas receitas serão partilhadas aqui.

Agora em relação a esta focaccia, que nasceu da necessidade de gastar os muitos figos e maçãs que trouxe do Alentejo. Aconselho a amassar com uma batedeira, nem que seja uma de mão, porque a massa é muito húmida e cola-se muito às mãos, o que resulta num miolo muito fofinho e com buracos maiores.

Para cobrir esta focaccia usei figos e maçãs e cobri com queijo Parmesão, mas podem usar queijo da Ilha, queijo de cabra curado, etc. Desde que seja um queijo bem curado vai resultar, mas não aconselho queijos moles porque o figo já confere doçura e, estes queijos são também doces. Devemos apontar para os queijos curados para o seu sabor salgado contrastar com o doce do figo e da maçã.

Em relação à fruta, se não tiverem figos ou não gostarem, não faz mal, porque a beleza desta receita é que podem "brincar" com os ingredientes da cobertura. Podem usar bacon, chouriço, outras frutas, legumes grelhados, azeitonas, etc. Só porque não gostam ou não têm figos, isso não é motivo para não fazer esta focaccia.






Ingredientes

2 colheres de chá de fermento seco para pão

2 chávenas de água tépida

2 colheres de chá de sal

4 chávenas e meia de farinha T65

1 maçã média

6 figos

4 colheres de sopa de queijo Parmesão ralado

tomilho fresco

azeite 

 

1 chávena = 250ml

Preparação

Na tigela de batedeira mistura-se a levedura com a água e metade da farinha.

 Quando toda a farinha estiver completamente incorporada, adiciona-se o sal e a restante farinha.

Amassa-se por cinco minutos. A massa estará mole e pega-se às mãos.

 Transfere-se a massa para uma tigela untada com azeite. Tapa-se e deixa-se levedar durante 1h30m.

Pré-aquece-se o forno a 220ºC e prepara-se um tabuleiro retangular (ou quadrado, ou redondo, o que tiverem e tenha capacidade para a massa), untando-se generosamente com azeite.

Transfere-se a massa para o tabuleiro com a ajuda de uma espátula, e espalha-se de forma a ficar bem distribuída.

 Tapa-se com película aderente untada com azeite para não se colar à massa.

Deixa-se levedar durante 30 minutos.

 Após esse tempo, pressionam-se os dedos ao longo de toda a massa, de forma a formar pequenos poços.

Lavam-se os figos, retira-se o pé, cortam-se em quartos e distribuem-se pela massa, pressionando levemente.

Corta-se a maçã, retira-se o caroço e a casca e corta-se em fatias finas. Distribui-se pela massa.

Espalham-se raminhos de tomilho fresco pela massa e polvilha-se tudo com Parmesão.

Rega-se generosamente com azeite (utilizei 4 colheres de sopa de azeite) e leva-se ao forno durante 30 a 40 minutos, ou até ficar dourada.

Retira-se do tabuleiro e deixa-se arrefecer durante 5 minutos em cima de uma rede antes de servir.

 

18:53

Ementa semanal 22 a 28 de Junho

Ementa semanal 22 a 28 de Junho
Com o aumento de casos de infecção do vírus SARS-Cov-2, continuamos com as saídas restringidas ao essencial, que inclui uma visita semanal ao mercado, onde compro os vegetais, a fruta, peixe e carne. Tudo o resto compro no supermercado Aldi quando há pouco movimento.
Com a ementa feita torna-se mais fácil saber exactamente o que comprar e torna as compras mais rápidas.


2ª Feira (22/06)

Pequeno Almoço

Bolas simples com presunto

Batido de morango


Almoço

Arroz de cenoura e salsichas


Jantar

Caldo verde


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3ª Feira (23/06)

Pequeno Almoço

Iogurte com granola


Almoço

Salmão assado no forno com batata e brócolos cozidos


Jantar

Sopa de abóbora com rabo de boi e agrião


_____________________

4ª Feira (24/06)

Pequeno Almoço

Papas de aveia frias com morango


Almoço

Costeletas de porco com molho de mel e alho

Puré de batata

Salada


Jantar

Caldo verde


_____________________

5ª Feira (25/06)

Pequeno Almoço

Croissants com fiambre


Almoço

Pizza de bolonhesa

Pizza de pepperoni e cogumelos


Jantar

Sopa de abóbora com rabo de boi e agrião


_____________________

6ª Feira (26/06)

Pequeno Almoço

Iogurte com granola e fruta


Almoço

Penne alla vodka


Jantar

Torta salgada de cogumelos

Torta salgada recheada com queijo de cabra


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Sábado (27/06)

Pequeno Almoço

Brioche com fiambre e queijo

Batido de morango


Almoço

Pernas de frango assadas no forno

Batata doce frita

Salada


Jantar

Dourada grelhada com grelos de couve e batata cozidos


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Domingo (28/06)

Pequeno Almoço

Ovos mexidos com bacon e pão


Almoço

Galinha à General Tso


Jantar

Creme de legumes


BOA SEMANA!!

12:49

Raia de cebolada

Raia de cebolada
A raia é um dos peixes que eu mais gosto, mas não é tão apreciado pelos restantes membros da família. Eu gosto tanto de raia, que a minha forma preferida de a comer é cozida, acompanhada de batata e cebola cozida, regado com um bom azeite. Mas desta forma ninguém a iria comer aqui em casa, por isso procuro formas de a cozinhar que o meu "people" goste. Lembrei-me que, tendo em conta que todos adoram o molho que faço para os bifes de cebolada, por que não fazer as asas de raia da mesma forma.

Resumindo, o molho fica delicioso e confere um sabor incrível ao peixe, e fica perfeito para molhar o pão no molho que sobra. D-E-L-I-C-I-O-S-O!







Ingredientes (4 pax)

3 cebolas médias novas
2 dentes de alho
2 folhas de louro
5 colheres de sopa de azeite
1 lata grande de tomate
100ml de vinho branco
3 asas grandes de raia
sal, pimenta e piripiri
salsa picada

Preparação

Numa frigideira larga e com as paredes altas, aquece-se o azeite com o louro, em lume médio.

Quando o azeite estiver quente, juntam-se as cebolas cortadas às rodelas e os dentes de alho inteiros.

Deixa-se cozinhar até que a cebola comece a murchar. Nesta altura adiciona-se o tomate esmagado, mexe-se, tapa-se e deixa-se levantar fervura.

Ao fim de 5 minutos, rega-se o molho de tomate com o vinho, juntam-se as asas de raia e tempera-se com sal, pimenta e o piripiri. Mexe-se, tapa-se e deixa-se cozinhar em lume brando até que o peixe esteja cozinhado e se separe com facilidade da cartilagem.

Retira-se do lume, polvilha-se com salsa picada e serve-se com arroz branco cozido e salada ou legumes cozidos.




08:30

Ementa Semanal 15 a 21 de Junho 2020

Ementa Semanal 15 a 21 de Junho 2020
Retomo a publicação semanal da ementa, com as três refeições principais diárias. Parei de publicar durante uns meses porque, simplesmente me faltava a energia para o fazer, às vezes não vale a pena insistir. Contudo, nestes meses todos, continuei a planear as refeições que faço, o que me ajudou imenso durante o período de confinamento, para não pirar.

Uma das decisões que tomei durante o confinamento, foi que deixaria de comprar pão. É algo que já desejava fazer há algum tempo, mas faltava-me o conhecimento e a experiência para o fazer. O confinamento obrigatório acabou, mas eu continuo a fazer o pão que comemos e, agora que lhe apanhei o jeito, é frequente haver pão quentinho ao pequeno almoço, algo que agrada imensamente à minha família. O porquê de o fazer é simples, fartei-me de comer pão que me fazia sentir inchada, que não tinha o sabor que eu queria e que muitas vezes tem conservantes e melhorantes. Quem me segue no instagram, viu os resultados das minhas experiências, e os vídeos de pão acabado de sair do forno a estalar. E sim, temos comido muito pão quente com manteiga. É inevitável! 🙈

Mas passemos à ementa semanal, cujas algumas receitas irão sendo publicadas aqui no blog.



2ª Feira (15/06)

Pequeno Almoço

Bolas simples com chourição (receita aqui)
Batido de maçã e canela

Almoço

Frango assado no forno
Batatas assada com Parmesão e tomilho
Salada

Jantar

Creme de espinafres
Sanduíches de bifes de peru e mozzarella com rúcula e tomate


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3ª Feira (16/06)

Pequeno Almoço

Croissants

Almoço

Pastéis de bacalhau com arroz de tomate (receita aqui)

Jantar

Salada de tortelini com frango, espinafres e queijo de cabra


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4ª Feira (17/06)

Pequeno Almoço

Iogurte com granola (receita aqui)

Almoço

Rissóis de fiambre com salada de feijão frade (receita aqui)

Jantar

Sopa de feijão com rabo de boi e agrião


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5ª Feira (18/06)

Pequeno Almoço

Croque madame em massa folhada

Almoço

Chilli com carne

Jantar

Creme de legumes
Crostini de tomate e presunto


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6ª Feira (19/06)

Pequeno Almoço

Iogurte com granola

Almoço

Pizza de courgette e ricotta
Pizza de cebola caramelizada e cogumelos (receita aqui)

Jantar

Creme de legumes
Rolos primavera com molho de amendoim


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Sábado (20/06)

Pequeno Almoço

Brioche com fiambre e queijo
Batido de morango

Almoço

Bochechas de porco estufadas com vinho tinto (receita aqui)
Batata doce frita
Salada

Jantar

Sopa de feijão com rabo de boi e agrião


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Domingo (21/06)

Pequeno Almoço

Omelete recheada com cogumelos

Almoço

Salada de ravioli com atum e mozzarella

Jantar

Caldo verde



BOA SEMANA!

06:30

Bolas simples (sem amassar)

Bolas simples (sem amassar)
Há uns meses comprei um livro chamado "Pão caseiro" da Maria Blohm. Não somos intolerantes ao glúten, contudo o pão de compra é difícil de digerir. Depois de muito ler, apercebi-me que o facto de ser pão que fica a levedar por pouco tempo, a levedura tem muito pouco tempo para quebrar as ligações químicas da farinha. Por isso, deixar o pão a levedar de um dia para o outro torna o produto final mais fácil de digerir.

Já há algum tempo que queria deixar de comprar pão e passar a fazer o meu. Requer alguma organização, mas não é impossível. Basta uns minutos à noite e de manhã é só colocar no forno a cozer. Sim, é assim tão simples. O resultado, são umas bolas fofas, com buraquinhos deliciosos onde a manteiga se vai infiltrar e uma crosta estaladiça.

Ora o livro que mencionei, tem uma série de receitas deliciosas de pão, com muito pouco fermento e, geralmente, sem muito trabalho. Estas bolas são as mais fáceis e práticas de fazer e são presença habitual no nosso pequeno almoço.

Estas bolas foram feitas com farinha de espelta, mas podem simplesmente ser feitas com farinha de trigo, ou uma mistura de centeio e trigo.




Ingredientes
(faz 8 a 12 bolas)

450g de água fria
1 colher de chá de mel
1/4 de colher de chá de fermento liofilizado para pão
150g de farinha de espelta integral
450g de farinha de espelta
2 colheres de chá de sal fino

Preparação

Numa tigela funda, pesa-se a água, e nela se mistura o mel e o fermento.

Adicionam-se as farinhas e o sal e mistura-se tudo com uma colher de pau, até que não haja farinha por incorporar.

Tapa-se com película aderente e deixa-se a levedar à temperatura ambiente durante 8 a 12 horas. Geralmente faço a massa à noite depois do jantar para cozer o pão pela manhã.

No dia seguinte, aquece-se o forno a 240ºC, colocando um tabuleiro no fundo do forno. Entretanto fazem-se as bolas.

Com as mãos bem enfarinhadas e uma superfície bem enfarinhada, formam-se bolas e colocam-se num tabuleiro polvilhado com farinha.

Coloca-se o tabuleiro com as bolas na prateleira de baixo do forno e o tabuleiro colocado no fundo do forno, enche-se com água a ferver.

Deixam-se cozer durante cerca de 15 minutos, ou até ficarem douradas, e fazerem um som oco quando se bate por baixo da bola.

Deixa-se arrefecer durante 15 minutos e já se podem comer.

07:02

Muffins de limão e sementes de papoila

Muffins de limão e sementes de papoila
Eu adoro a ideia de fazer pequenos bolos, em doses individuais, com forminhas coloridas, e com padrões a condizer com a ocasião. Os muffins e os cupcakes encaixam-se perfeitamente nesta descrição, por isso é frequente haver destes bolinhos cá por casa.

Pelos anos da minha mãe, que comemorámos com uma videochamada de grupo com o meu irmão e sobrinho e os meus pais, mesmo à distância, tinha de haver um bolinho de anos com vela para apagar. Não era a pandemia que nos ia impedir de comemorar os anos da minha mãe.

Ora, como ela adora sabores cítricos, lembrei-me de fazer estes muffins que vi no blog "Yummie's Noshery". São muito leves, simples de fazer, com um sabor pronunciado a limão, com as sementes de papoila que dão uma textura muito interessante ao muffin e com uma cobertura doce que torna o muffin ainda saboroso. Ainda por cima, rende apenas 7 muffins, evitando o exagero de se ficar com uma quantidade enorme de bolos. Contudo facilmente se duplica ou triplica a receita.





Ingredientes
(rende 7 muffins)

2/3 de chávena de açúcar
1 ovo
1/2 chávena de óleo
1/3 de chávena de leite
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de sopa de sementes de papoila
raspa de 1 limão grande
1 e 1/4 chávenas de farinha de trigo sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó para bolos
1 pitada de sal fino
125g de iogurte natural

para a cobertura:

1 chávena de açúcar em pó
cerca de 2 colheres de sopa de sumo de limão

1 chávena = 250ml

Preparação

Pré aquece-se o forno a 180ºC. Forram-se 7 formas de queques com forminhas de papel.

Numa tigela funda, misturam-se o açúcar, o ovo, leite e essência de baunilha.

Adicionam-se as sementes de papoila e a raspa de limão e mistura-se novamente.

Junta-se a farinha, o fermento e o sal e incorpora-se bem até que não haja vestígios de farinha seca, nem grumos. Não bater demasiado a massa para que os muffins fiquem leves e fofos.

Adiciona-se o iogurte natural e mistura-se.

Divide-se a massa pelas formas e leva-se ao forno durante 20 minutos, ou até que fiquem dourados e o palito saia seco quando espetado no meio.

De seguida faz-se a cobertura, colocando o açúcar numa tigela e adiciona-se o sumo de limão a pouco e pouco, mexendo com uma colher ou uma vara de arames pequena, até que se obtenha uma mistura brilhante e fluída o suficiente para espalhar por cima dos muffins.

Cobrem-se os muffins com a cobertura de açúcar e limão e deixa-se arrefecer. (Se conseguirem!!!!)

Prontinho! Bom apetite!


18:20

Panna Cotta de Café

Panna Cotta de Café
Começo por confessar que o estar em casa há dois meses, só sair para fazer compras uma vez por semana, me está a dar cabo da cabeça. O que me está a valer é ter dois filhos que têm longas conversas comigo, rimos, ajudam-me, brincamos, choramos e, acima de tudo, aturam a minha rezinguice. E um marido que não é rezinga e que está sempre disposto a ajudar-me, a dar-me ideias, sugestões e a ouvir-me.

Mas bolas, que isto está a ser difícil de passar o tempo. Não que tenha medo do vírus, mas tenho medo pelos meus pais e da incerteza do futuro de todos nós e do país.

Enfim, mas já estou a divagar nos meus pensamentos e eu queria-vos falar desta panna cotta que fiz a pensar no Dia do Café a 14 de Abril, mas só agora chega ao blog. Nada difícil de fazer, e  sem ser preciso desenformar, esta sobremesa é o final perfeito para um almoço.

Utilizem um bom café para fazer esta sobremesa, é essencial para que se obtenha um resultado final de qualidade. Eu usei, o blend "Namorados" da Kaffa Cafés, que eu adoro. Já aqui tinha falado desta marca portuguesa pela qual eu larguei uma conhecida marca de café estrangeira. E sim é café em cápsulas, contudo, com boa vontade, tudo se recicla. Depois de um delicioso e cremoso, e espumoso café sem conservantes, as borras são usadas para fertilizar os meus vasos de plantas aromáticas e a parte plástica enviada para a reciclagem.





Ingredientes

 450ml de leite
 450ml de natas
14g de gelatina em pó
130g de açúcar
2 bicas "Namorados" Kaffa Cafés (aproximadamente 120ml)

50ml de natas para bater
1 colher de sobremesa rasa de açúcar
grãos de café (opcional)

Preparação

Aquece-se o leite até quase começar a ferver e retira-se do lume. Adiciona-se a gelatina e mexe-se até que esta se dissolva. (ver nota no final)

Ao leite com gelatina adiciona-se o açúcar, e mexe-se até dissolver.

Juntam-se as natas e as duas bicas e mistura-se.

Divide-se a mistura por 8 tacinhas (ou copinhos/chávenas de café) pequenas e leva-se ao frigorífico por 4 horas.

Batem-se os 50ml de natas com o açúcar até formar chantilly. Cobre-se a superfície das panna cottas e decoram-se com um grão de café em cada uma.

Conservar no frigorífico até à hora de servir.


NOTA: As instruções de uso da gelatina em pó podem mudar de acordo com a marca da mesma. A gelatina usada nesta receita é a gelatina em pó da Globo. Ajustem a quantidade e o modo de aplicação da gelatina em pó que tiverem disponível em casa.

20:19

Pão Naan (sem fermento de padeiro)

Pão Naan (sem fermento de padeiro)
Ora pois bem, eis que publico a segunda receita desta sexta feira! Depois de ter publicado na minha conta de Instagram (passem por as_coisas_da_mae_sofia e sigam-me para estarem a par do que se vai fazendo por aqui) a foto do pão naan sem fermento de padeiro, foram muitos os que pediram a receita. Por querer poupar o fermento para pão que tenho e porque tinha buttermilk no limite da validade lembrei-me de tentar fazer uns naan sem recorrer ao fermento de pão. Não ficam exactamente como os originais, pois não crescem tanto, mas nota-se pouco a diferença no sabor. E tão bem que acompanhou o nosso caril de grão e abóbora.



Ingredientes
(rende 6 naans)

275g de farinha de trigo sem fermento
1 chávena de buttermilk (leitelho)
2 colheres de chá de fermento para bolos (pó Royal ou outro do género)
meia colher de chá de sal fino

1 chávena=250ml de capacidade

Preparação

Coloca-se a farinha numa tigela e mistura-se o sal e o fermento em pó.

Faz-se uma cova no meio da farinha, verte-se o buttermilk e mistura-se com a ajuda de um garfo ou com a ponta dos dedos.

De seguida amassa-se o suficiente para que se forme uma bola. Se a massa estiver muito difícil de trabalhar e se agarrar muito às mãos, basta juntar mais um pouco de farinha. Não amassar muito, apenas o suficiente para incorporar a farinha.

Polvilhar com farinha e deixar descansar a massa enquanto se aquece uma frigideira em lume médio.

Divide-se a massa em 6 partes iguais e estica-se cada pedaço até ter cerca de 3mm de altura.

Cozem-se na frigideira, uma de cada vez, sem a adição de gordura ou de farinha.

Quando começar a formar bolhas e a parte de baixo estiver dourada (3 a 4 minutos), vira-se e deixa-se cozinhar por mais 3 ou 4 minutos.

Repete-se a operação com a restante massa.

Podem pincelar os naan com manteiga derretida com alho esmagado e polvilhar com coentros, ou podem servir simples. O ideal é comê-los mornos.



15:23

Baguetes Rápidas

Baguetes Rápidas
Estamos todos numa situação difícil, em que nem ao pão podemos ir todos os dias, e como comprar pão de forma que tem uma validade de 1 ano não me parece uma boa opção, saiu mais uma experiência da minha cozinha.

Baguetes, quentinhas, fofas por dentro e estaladiças por fora, que estão prontas em duas horas. Sim, é possível, desde que tenham farinha, água, sal e fermento... e já agora umas sementinhas para decorar o pão, mas se não houver não tem problema absolutamente nenhum.

Para fazer estas baguetes, não precisam de formas especiais, não precisam de estar 2 horas a amassar, não precisam de máquina, nem de forno especial. Sim, é assim tão simples! Até porque às vezes não dá para esperar por um pão que demora 8 horas a levedar e precisamos dele mais cedo. Ora como é um pão de fermentação rápida e não é muito amassado, não vai ter aqueles buracos grandes, mas obtêm um pão delicioso, até no dia seguinte, caso sobre, claro!

Mas passemos à receita!





Ingredientes
(rende 2 baguetes grandes)

200g de farinha de trigo integral
425g de farinha de trigo
2 e 1/4 colheres de chá de fermento seco para pão
1 e 2/3 de chávena de água tépida
1 colher de chá de sal fino
sementes de papoila para decorar


Preparação

Misturam-se as farinhas com o fermento e o sal fino.

Adiciona-se uma chávena de água e vai-se misturando com a ponta dos dedos. Adicona-se a restante água a pouco e pouco até a massa se ligar por completo. Pode não ser preciso adiionar tanta água, ou pelo contrário, pode precisar de um pouco mais de água. Vai depender da farinha usada, o importante é obterem uma massa macia que segura a forma.

Amassar por dois a cinco minutos, até a massa estar homogénea, não haver farinha por incorporar e a massa não colar muito às mãos.

Faz-se uma bola, tapa-se e leva-se a levedar durante 1 hora.

Sem retirar muito do ar da massa, corta-se a bola em duas partes iguais que se moldam ligeiramente com a forma de uma baguete, esticando com cuidado a massa. Podem dar cortes na superfície da baguete, podem torcer a massa ou deixar como está.

Colocam-se as baguetes num tabuleiro polvilhado com farinha. Tapam-se e dexam-se levedar por 30 a 45 minutos.

Entretanto aquece-se o forno a 240ºC e coloca-se um tabuleiro vazio no fundo do forno.

Salpicam-se as baguetes com água e polvilham-se com sementes de papoila.

Levam-se ao forno durante 30 minutos ou até estarem douradas e fazerem um som oco quando se bate na parte de baixo. Assim que as baguetes entram no forno, deita-se água no tabuleiro vazio no fundo do forno, para ajudar o pão a formar uma crosta estaladiça.


13:55

Pão Grande de Trigo e Espelta Integral

Pão Grande de Trigo e Espelta Integral
Neste fase de pandemia, todos evitamos sair diariamente para comprar pão. Sejamos realistas, com os miúdos em casa temos de ter pão. Ora se não compramos, temos de o fazer. Não é difícil, prometo. Apenas precisa de um bocadinho de dedicação... só um bocadinho pequenino mesmo.

Eu nem vou começar com a lenga lenga que todos temos mais tempo, agora que estamos em casa, porque todos sabemos que isso não passa mesmo de uma lenga lenga. Muitos continuam a trabalhar, têm os filhos que precisam de apoio, a lida da casa, um espacinho para fazer exercício físico (há inúmeros directos nas redes sociais, e vídeos no Youtube que podem fazer) e também para descansar. No meio disto onde sobra tempo?! Sobra um niquinho de tempo para este pão.

Ora este pão é feitio numa manhã. É um misto de fermentação rápida com fermentação lenta. Confuso? Eu explico. Vai levedar por fases, e nós só temos de o visitar por dois ou três minutos de cada vez.

Eu fiz com uma mistura de farinhas de trigo e de espelta integral, mas podem usar só trigo, trigo normal e integral, com centeio, com farinha de cevada ou aveia, ou adicionar um pouco de trigo sarraceno. A massa é peganhosa e agarra-se muito às mãos, mas acreditem que compensa e que vai funcionar. Não omitam o sal, podem mudar a quantidade, mas não omitam, pois o sal é importante para o sabor e crescimento do pão. Podem dividir a massa em dois pães, diminuindo o tempo de cozedura. No fim obtém um pão excelente para fazer sandes, torradas, tostas, para rabanadas ou simplesmente para acompanhar a refeição e absorver o molho que têm no prato. O melhor de tudo, é que leva apenas, farinha, água, sal e fermento e ficam com pão para dois dias, que pode ser congelado. Não precisam de panelas, nem de nenhum aparelho especial, apenas farinha para polvilhar e uma espátula.






Ingredientes

 600g de farinha de trigo
200g de farinha de espelta integral
11g de fermento liofilizado para pão
720ml de água tépida
1 colher de sopa de sal fino
farinha para polvilhar

Preparação
  
Coloca-se metade da farinha numa tigela grande, com a água e o fermento. Mexe-se com uma espátula ou colher de pau e deixa-se repousar durante 15 minutos, tapado com um pano.

Ao fim desses 15 minutos, adiciona-se a restante farinha e o sal. Mexe-se bem com a espátula até que não haja farinha por incorporar. Obtêm uma massa muito macia e peganhosa, é mesmo assim que se quer. Visto que a quantidade de farinha varia com o tipo de farinha, se a massa estiver muito seca, adicionem uma colher de sopa de água até obter a consistência desejada. Caso esteja demasiado líquida, adicionem um pouco mais de farinha.

Tapar e deixar levedar durante duas horas.

Polvilhar abundantemente a bancada com farinha e colocar a massa em cima.
 Como a massa se pega muito às mãos, usar uma espátula para puxar as bordas da massa para o centro. Polvilhar com farinha, fazer uma bola (muito macia e flexível) e tapar. Repousar 20 a 30 minutos.

Torna-se a polvilhar a bancada abundantemente com farinha e coloca-se a massa em cima. Volta-se a puxar as bordas da massa em direcção ao centro da massa. Polvilha-se com farinha, faz-se uma bola

Repete-se a operação 5 a 8 vezes, com intervalos de 20 a 30 minutos entre elas.

Na última vez que se puxa as bordas da massa para o centro e se faz uma bola, polvilhando-a com mais farinha, coloca-se esta num papel vegetal a descansar por mais 20 a 30 minutos, enquanto aquecem o forno a 240ºC, com dois tabuleiros nas duas últimas prateleiras do forno. O papel vegetal facilitará o transporte da massa para o forno sem esta abater.

Ao fim desse tempo coloca-se a bola de massa no tabuleiro de cima e no tabuleiro debaixo despeja-se água.

Fecha-se o forno e deixa-se cozer o pão por 50 a 60 minutos. Estará pronto quando se bater na parte debaixo e fizer um som oco. Deixar arrefecer em cima de uma rede para que a base não fique húmida.

Divirtam-se!
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