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09:38

Queijadas de Sintra

Queijadas de Sintra
Durante a semana não costumo fazer sobremesas, mas ao fim de semana dá vontade de comer uma coisinha docinha e caseira. Sejam umas bolachas, bolo, arroz doce, há sempre uma guloseima para comer. 
 
Desta vez foram estas queijadas de Sintra. Confesso que ir até Sintra, estacionar (não está fácil por aqueles lados) e esperar numa longa fila para comprar queijadas não é algo que me atrai especialmente, prefiro ficar em casa quentinha debaixo de uma manta com um livro numa mão e uma queijada de Sintra caseira na outra mão.
 
 Em relação à receita tenho a apontar que a massa das queijadas deve ser feita de véspera, contudo, se forem apressados como eu, deixem a massa descansar durante uma hora ou duas e depois pode ser usada. A massa deve ser muito bem esticada e ficar fininha. Polvilhem muito bem a bancada e com paciência vão estendendo a massa até ficar muito fininha. A massa engrossa ligeiramente durante a cozedura.
 
No entusiasmo de fazer queijadas nunca contei exactamente quantas rende, contudo, esse número vai depender do tamanho das formas usadas. As formas só devem ser levemente untadas para não deixar a massa gordurosa e permitir que fique seca e estaladiça.

 


 

INGREDIENTES:


para a massa

250g de farinha
1 colher de sopa de manteiga
água
sal

para o recheio

400g de queijo fresco
350g de açúcar
4 gemas
60g de farinha
1 colher de café de canela
 

PROCEDIMENTO:

para a massa
 
Coloca-se a farinha numa tigela e faz-se uma cova no meio.
 
Deita-se a manteiga derretida e uma pitada de sal e mistura-se com as mãos.
 
Vai-se deitando a água aos pingos, até que a massa não esfarele e se consiga fazer uma bola. Não deve ficar uma massa macia, mas sim rija.

Idealmente, a massa deve-se fazer de véspera, mas se estiverem com pressa, deixem descansar, tapada, pelo menos uma a duas horas.

para o recheio

Com um passe-vite ou numa picadora desfaz-se o queijo fresco até que fique sem grumos e cremoso.

Adiciona-se o açúcar e mistura-se bem.

Adicionam-se as gemas, a farinha e a canela e mistura-se até se obter uma mistura homogénea.

montagem

Pré-aquecer o forno a 200ºC.
 
Untam-se levemente as formas de queques.

Cortam-se círculos de massa e forram-se as formas.
 
Distribui-se o recheio pelas formas (não encher totalmente, porque o recheio vai crescer um bocadinho, e se entornar vai ser muito difícil de desenformar).

Levam-se as queijadas ao forno durante 15 a 20 minutos. Deverão ficar com a cor que se vê nas fotos acima, e a massa estar sequinha e estaladiça.
 
Desenformar, deixar arrefecer em cima de uma rede.
 
ADAPTADO DO LIVRO: "COZINHA TRADICIONAL PORTUGUESA" DE MARIA DE LOURDES MODESTO

20:33

Biscoitos de castanhas e mel de São Martinho

Biscoitos de castanhas e mel de São Martinho
O São Martinho deve ser das datas que mais gosto de celebrar. Porquê? Porque adoro castanhas! Assadas, cozidas, fritas, de todas as formas e feitios, ADORO! Ora se adoro tive de arranjar forma de as usar nuns biscoitos para comemorar este dia de São Martinho. Tanto experimentei, por tentativa e erro, e lá saíram estes aromáticos biscoitos.

Não são excessivamente doces e vão tão bem com um cházinho bem quentinho, que estes fins de tarde de Novembro já começam a pedir.

Ora eu fiz estes biscoitos com farinha de espelta, mas se não tiverem, podem perfeitamente substituir por farinha de trigo e farinha de trigo integral nas mesmas quantidades, que não tem problema nenhum.







Ingredientes (rende 34 biscoitos):

90g de manteiga à temperatura ambiente
55g de açúcar escuro
65g de açúcar
60ml de mel
2 ovos médios
1 colher de chá de erva doce moída
1/2 colher de chá de canela moída
1 pitada de sal
325g de castanhas já cozidas e descascadas
1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 de colher de chá de fermento em pó para bolos
175g de farinha de espelta
55g de farinha de espelta integral

açúcar demerara


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Forrar dois tabuleiros grandes com papel vegetal.

Picam-se as castanhas num processador ou picadora até se obter uma espécie de farinha. Reserva-se.
 
Coloca-se a manteiga com os açúcares e o mel numa tigela.

Mistura-se bem com uma vara de arames até que se obetenha um creme homogéneo.

Adicionam-se os ovos, a erva doce, a canela e o sal e torna-se a misturar.

À mistura anterior juntam-se as castanhas e envolve-se com a ajuda de uma colher de pau.

Juntam-se as farinhas, o bicarbonato de sódio, o fermento e mistura-se até se obter uma massa bem espessa, mas que se pega às mãos.

Com a ajuda de uma colher de gelados pequena, ou com uma colher de sobremesa, fazem-se bolas de massa que se dispõem nos tabuleiros.

Molham-se os dedos e mergulham-se no açúcar demerara e pressionam-se levemente os biscoitos até ficarem discos. Repete-se a operação para cada biscoito, de modo a que todos tenham uma leve camada de açúcar demerara.

Leva-se ao forno durante 25 minutos.

Deixam-se arrefecer numa rede e guardam-se num recipiente hermético.

Feliz São Martinho!


06:30

O meu bolo de café

O meu bolo de café
A convite da Kaffa Cafés, tive a oportunidade de visitar a fábrica da cápsula de café portuguesa. Meu Deus, o cheiro desta fábrica! Dava vontade de fazer um perfume com cheirinho a café que pairava no ar, cheiro esse que me inspirou a fazer este bolo delicioso e fofinho.



Mas voltando à visita! Durante um delicioso pequeno almoço, foi-me dada a conhecer a história da marca Kaffa que começa em 1903, com a fundação do café "A Brasileira" por Adriano Telles. Um homem de cultura, interessado pelas artes, música e pintura, e com uma visão comercial muito à frente do seu tempo, abre vários cafés em Portugal e um também em Sevilha. Assim começou um negócio de sucesso que deu origem aos cafés que hoje vos apresento.

A Kaffa Cafés, empresa portuguesa, moderna, inovadora e que valoriza as pessoas, trabalha todos os dias para nos apresentar um produto de elevada qualidade, enquanto procura também ir ao encontro da necessidade dos dias de hoje, estudando formas de desenvolver cápsulas mais amigas do ambiente.


Uma fábrica em constante expansão, produz cápsulas compatíveis com as principais marcas de cápsulas de café, mas também produz as suas próprias cápsulas com blends únicos, resultando numa experiência sensorial única.

Tudo começa com os melhores cafés da América Central, América do Sul, Ásia e África. O café verde com a certificação UTZ (certificação de que é cultivado e colhido de forma sustentável) é então torrado, moído e são feitos os blends que depois vão compor as diferentes cápsulas de café que são produzidas aos milhares todos os dias. Tudo isto é feito sem aditivos ou químicos, como tive a oportunidade de comprovar. Ora isto significa que estas cápsulas não têm uma validade de mais de 10 anos como algumas que existem no mercado. Poder-se-ia pensar que isso poderia tornar o café menos aromático, mas muito pelo contrário. Café de aroma forte e com um sabor que perdura no palato, deixou-me rendida aos cafés da Kaffa Cafés.



E agora vamos falar das embalagens. Os olhos também "comem" e as embalagens de café são tão bonitas, com símbolos tradicionalmente portugueses de acordo com a intensidade do café.
São 6 as intensidades do café: o fado (intensidade 10), o cravo (intensidade 8), namorados (intensidade 6), coração (intensidade 5), azulejo (intensidade 5), e andorinha (intensidade 2).

Mas melhor do que ficarem por aqui, passem pelo site, ou por um supermercado onde podem encontrar o café. Já as máquinas, podem comprar pelo site, e a relação preço qualidade é muito boa.

Por fim, agradeço à Kaffa Cafés pela simpatia com que nos receberam, e pela oportunidade que me deram e ao meu filho de conhecer melhor e perceber tudo o que está por trás do fabrico da cápsula de café portuguesa.

Agora o bolo! Ai o bolo!
Há bastante tempo que queria fazer um bolo de café, daqueles sem cremes complicados, dos que se comem acompanhados por um café, por leite ou pelos dois. Isto porque ainda não tinha uma boa receita de bolo de café, e depois da visita à Kaffa Cafés, fiquei inspirada.

Ora o bolo resultou tão bem, mas tão bem, que desapareceu num instante! É perfeito para quem não gosta de bolos demasiado doces. O sabor pronunciado a café, torna-o perfeito para o lanche e o glacé de café e aguardente dá a doçura extra que o bolo precisa. Com um interior húmido e super fofinho, o difícil vai ser parar de comer!







 Ingredientes:

250g de farinha de trigo sem fermento
uma colher de chá mal cheia de bicarbonato de sódio
uma colher de chá mal cheia de fermento em pó
1 pitada de sal fino
190g de manteiga à temperatura ambiente
160g de açúcar moreno escuro (dark brown sugar)
1 ovo
1 gema
2 colheres de chá de essência de baunilha
2 bicas Kaffa Cafés Namorados (cerca de 80ml)
1 iogurte grego de 125g
90 ml de leite
80g de pepitas de chocolate

4 colheres de sobremesa cheias de açúcar em pó
2 colheres de chá de aguardente
1 bica Kaffa Cafés Namorados

Preparação:

Aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma rectagular de bolo inglês com manteiga e polvilhar com pão ralado.

Fazem-se as duas bicas e deixam-se arrefecer.

Bate-se a manteiga com o açúcar moreno. Adiciona-se a essência de baunilha, o ovo e a gema e bate-se até se obter um creme homogéneo.

Junta-se o iogurte e as bicas e mistura-se.

Adiciona-se a farinha, o fermento em pó, o bicarbonato de sódio, e a pitada de sal e envolve-se no creme. Adiciona-se o leite e misturam-se as pepitas de chocolate.

Transfere-se a massa do bolo para a forma untada e leva-se ao forno durante 45 minutos ou até o palito sair sequinho quando se espeta no meio do bolo.

Enquanto o bolo arrefece, faz-se o glacé.

Coloca-se o açúcar em pó numa tigela, adiciona-se a água ardente e vai-se juntando a pouco e pouco o café, mexendo sempre, até que se obtenha um creme espesso que escorre em fio da colher.

Transfere-se o bolo para uma travessa e rega-se com o glacé.











19:56

O melhor bolo inglês do Mundo!

O melhor bolo inglês do Mundo!
Já estamos a acabar Março e as receitas aqui publicadas têm sido muito poucas. Tinha uma série de ideias para pôr em práctica mas, depois do Natal complicado que tive, e de um cansaço mental generalizado que me tem consumido, a energia tem sido pouca para publicar o que vou fazendo na cozinha, e, por isso, peço desculpa a quem me segue.
Na tentativa de retomar a rotina normal deste cantinho vamos começar com um bolinho bem conhecido dos portugueses: o Bolo Inglês! Parece que agora todos querem os naked cakes, e aqueles bolos todos modernos decorados, mas, embora esses sejam deliciosamente espectaculares, eu preciso do tradicional bolo inglês. E esta receita é a minha preferida, não fosse ela da talentosa Maria de Lourdes Modesto. Fica crocante e torradinho por fora, e por dentro húmido qb e delicioso! O melhor que eu já comi!





Ingredientes:

150g de manteiga
250g de açúcar
2 colheres de chá bem cheias de fermento em pó
4 ovos
1dl de leite
1 cálice de aguardente
250g de frutas cristalizadas
100g de passas
350g de farinha sem fermento


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 200ºC e untar uma forma rectangular de bolo inglês com manteiga, forrar com papel vegetal e voltar a untar e polvilhar com farinha.

Picar as frutas cristalizadas e passar por água morna para retirar algum do açúcar.

Bate-se a manteiga com o açúcar e o fermento.

Juntam-se os ovos inteiros e o leite, continuando a bater até se obter uma mistura suave e homogénea (se a mistura talhar não tem problema e não afecta o resultado final).

Adiciona-se a aguardente, as frutas cristalizadas passadas por farinha, as passas e a farinha.

Transferir a massa para a forma untada e forrada e lava-se ao forno.

Quando o bolo começar a crescer e a ficar lourinho, dá-se um golpe superficial no sentido do comprimento para dar a típica marca do bolo inglês. (não se preocupem que o bolo não afunda).

Deixar cozer por 1 hora, ou até o palito sair seco e se ter formado uma crosta estaladiça.






21:27

Uma Fofura de Brioche

Uma Fofura de Brioche
Estando eu decidida a deixar de comprar brioche de compra, já experimentei versões com muitos ovos, outras com muita manteiga, outras com isto, outras com aquilo... eu sei lá! Mas apesar de ficarem bons, não ficavam fofinhos como os de compra, e nós gostamos dele bem fofinho.

Ontem, num momento de improviso, lá fui para a cozinha fazer o brioche, com toda a minha paciência e com a minha Ermelinda. Sim, Ermelinda, o nome carinhoso que dou à minha máquinha de amassar. Todos os meus electrodomésticos têm um nome carinhoso.

Mas voltando ao brioche, o truque é deixar amassar durante algum tempo para desenvolver bem o glúten. Sim, o glúten! Não é um monstro, é nosso amigo e torna os nossos brioches fofinhos! Por isso façam como eu, ponham a máquinha a amassar e aproveitem para jogar um bocadinho ou para ver as redes sociais. Também podem amassar à mão, contudo terão de aplicar algum esforço para obter o mesmo resultado.





Ingredientes (rende 1 brioche):

500g de farinha sem fermento
250ml + 2 colheres de sopa de leite morno
7g de fermento para pão
1 ovo médio
50g de açúcar
1 pitada de sal
2 colheres de chá de essência de baunilha
70g de manteiga à temperatura ambiente cortada em cubos

1 ovo para pincelar
açúcar perolado

Preparação:

Coloca-se a farinha na tigela do robot de cozinha e junta-se o leite e o fermento.

Monta-se o gancho de amassar pão e começa-se a amassar.

Sem parar, junta-se o ovo  batido, o sal, o açúcar e a essência de baunilha.

Quando tudo estiver bem envolvido, e sem deixar amassar, adiciona-se um cubo de cada vez de manteiga.

Depois de toda a manteiga estar incorporada na massa, deixa-se amassar durante 5 minutos.

A massa começará por se apresentar muito peganhosa, mas depois de amassar durante os 5 minutos, esta deixará de se colar às mãos.

Faz-se uma bola, tapa-se e deixa-se levedar durante 1 hora, ou até dobrar de volume.

Quando a massa estiver pronta, transfere-se para ums bancada enfarinha e cortam-se 3 rolos iguais, com os quais se faz uma trança.

Transfere-se a trança para uma forma de bolo inglês untada com manteiga. Tapa-se com película aderente untada com óleo para que não se cole à massa.

Deixa-se levedar durante 1 hora ou até dobrar de volume.

Enquanto a massa está a levedar, liga-se o forno a 180ºC.

Pincela-se a trança com o ovo batido e polvilha-se com açúcar perolado (opcional).

Leva-se ao forno durante 30 minutos, ou até se apresentar dourado e fazer um som oco quando se bate no brioche.

Retirar da forma e deixar arrefecer numa rede.





22:14

Beijinhos de coco

Beijinhos de coco
Eu não diria que estes beijinhos são bolachas, mas para mim é como se fossem, e são tão bons! Húmidos por dentro e sequinhos por fora, estes beijinhos adoçam a nossa boca. Como prenda, ao lanche, com um cafezinho, com chá, sejam pequenos ou graúdos, se gostam de coco, vão adorar!




Ingredientes (30 beijinhos):

250g de coco ralado
30g de farinha sem fermento
250g de açúcar
2 colheres de chá de essência de baunilha
3 ovos grandes
15 cerejas cristalizadas


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 220ºC. Preparar dois tabuleiros forrados com papel vegetal.

Misturar o coco com a farinha e o açúcar.

Junta-se a essência de baunilha e os ovos.

Mistura-se tudo com a mão. A mistura não deve ficar seca e quando se aperta o coco, deve manter a forma.

Fazem-se bolinhas do tamanho de uma noz e colocam-se nos tabuleiros.

Partem-se as cerejas ao meio e coloca-se uma metade em cima de cada beijinho, pressionando levemente.

Levam-se os dois tabuleiros ao forno durante 10 minutos, ou até os beijinhos estarem dourados..

Retirar do forno e deixar arrefecer nos tabuleiros.

Guardar em caixas herméticas.




22:13

Argolas de Manteiga

Argolas de Manteiga
Confesso que comecei o mês de Novembro cheia de planos para o blog. Tinha imensas ideias de receitas para vos apresentar, mas o destino quis pregar-me uma partida e foi-me impossível psicologicamente estar disponível para planear o quer que fosse para publicar aqui. Ainda tentei, mas falhei redondamente.
Ora o que aconteceu, foi que o meu pai foi diagnosticado com um tumor benigno no cérebro e, por momentos senti o chão a sair debaixo do pés. Mas não há tempo para nos irmos abaixo e, mais do que nunca, era preciso dar apoio ao meu pai e à minha mãe. Felizmente tudo correu bem, e apesar do susto, a operação foi um sucesso e o meu pai recupera a cada dia que passa. Foram três semanas em que acordava pelas 3 ou 4 horas da madrugada e pouco mais dormia, a pensar nos meus pais, preocupada.
Tenho um agradecimento especial a fazer à Ana do blog "Da Nossa Cozinha",  que teve sempre uma palavra de apoio para me dar. Já para não falar do meu marido e dos meus filhos que tanto ajudaram e que são incríveis!

Agora que os dias começam a voltar ao normal, também os potes das bolachas voltam a ser cheios de gulodices boas como estas bolachas que são simplesmente espectaculares!



Ingredientes

230g de manteiga à temperatura ambiente
100g de açúcar
1 pitada de sal
2 colheres de chá de essência de baunilha
1 ovo
260g de farinha sem fermento


Preparação 

Pré-aquecer o forno a 180°C e forrar dois tabuleiros com papel vegetal.

Bate-se a manteiga com o açúcar com uma vara de arames até se obter uma mistura fofa.

Junta-se o sal, a baunilha e o ovo e torna-se a bater.

Adicionar-se a farinha aos poucos, envolvendo com a ajuda de uma colher de pau.

Quando a farinha estiver completamente envolvida, transfere-se metade da massa para um saco de pasteleiro com bico de estrela aberta 1M.

Fazem-se pequenos círculos de massa deixando algum espaço entre as bolachas.

Repete-se a operação até se esgotar a massa.

Levam-se os tabuleiros ao forno até começarem a ficar douradas (10 a 15 minutos) . Não deixar dourar muito, pois é suposto ficarem leves e crocantes.

Deixar arrefecer numa rede e guardar num recipiente hermético.


Receita do blog "Brown Eyed Baker" 



 

07:09

Rolinhos Panados de Salsicha

Rolinhos Panados de Salsicha
Salsicha esse rolinho tão odiado e tão amado ao mesmo tempo! Eu sei que as salsichas não são dos alimentos mais saudáveis, mas eu sou apologista do ditado "Nem sempre, nem nunca". É verdade que não são muito saudáveis, mas não se comem todos os dias, nem todas as semanas, nem todos os meses. Aliás, é tão raro comprar salsichas, que nem me tinha apercebido que a marca tinha mudado de imagem.

Mas o facto é que os miúdos (e graúdos) gostam de salsichas e eu não sou adepta de fundamentalismos e nunca acreditei em proibições no que toca à alimentação. Deixo os meus filhos provarem de tudo e sim, temos Nutella em casa, Cerelac, bolacha Maria, enchidos, e outros alimentos tão odiados actualmente. E sim frequentam esporadicamente as famosas cadeias americanas de fast food com os colegas. Simplesmente ensino-os que não é o mais saudável, que devem evitar, e por isso 99,5% das vezes levam para a escola a marmita feita por mim. Comida confeccionada de raiz por mim, com produtos de qualidade e de forma equilibrada.

Há que encontrar um equilíbrio. Há pais que proibem os filhos de consumir certos produtos, e depois lá os vemos sozinhos com uma lata de cola na mão. Cada um tem o direito de gerir esse assunto da forma que acha mais adequado, e eu não digo que é errado, apenas que não concordo com fundamentalismos e proibições.

Enfim, mas passando às salsichas, os meus filhos adoram e gostam ainda mais quando enroladas em massa de rissol e fritas. Há anos que não fazia salsichas assim, e os meus filhos adoraram voltar a comer este petisco com uma bela pratada de salada.




Ingredientes (16 rolinhos):

16 salsichas

230g de farinha
45g de manteiga
200ml de leite
150ml de água
1 colher de sopa de azeite
sal
1 casquinha de limão
pão ralado
1 ovo grande
óleo

Preparação:

Leva-se ao lume um tacho com o leite, a água, o azeite, a manteiga, a casca de limão e o sal.

Quando levantar fervura, retira-se a casca de limão e adiciona-se de uma vez a farinha e mexe-se energicamente até que se forme uma bola e se descole do fundo do tacho.

Retira-se do lume e amassa-se com as mãos até se obter uma massa macia, homogénea e moldável.

Embrulha-se a massa num pano limpo e deixa-se arrefecer.

Estende-se a massa com a ajuda de um rolo e enrolam-se as salsichas, uma a uma, tendo o cuidado de selar bem a massa.

Passam-se os rolinhos por ovo e por pão ralado.

Podem ser congelados nesta fase, ou então podem ser fritos de imediato, até ficarem douradinhos.

Servir com salada.


RECEITA ADAPTADA DA REVISTA "TELECULINÁRIA", EDIÇÃO Nº 35 - "CLÁSSICOS DA COZINHA PORTUGUESA"






09:29

Beijinhos de Avelã e Chocolate

Beijinhos de Avelã e Chocolate
Fim de semana, esses dois maravilhosos dias para fazer uma pausa, passar tempo de qualidade com a família... e fazer bolachas!

Estes beijinhos de avelã e chocolate, fazem lembrar um bombom. Estaladiças por fora e no centro um recheio cremoso com pedacinhos crocantes, de comer e chorar por mais. Além disso são do tamanho de uma moeda de 2€ e são super fofas. Mas o melhor de tudo é que não são difíceis de fazer e fazem um presente fantástico para oferecer no Natal, ou em qualquer altura do ano!

Dá para perceber que estou super entusiasmada com estas bolachinhas? Façam-nas, provem-nas e verão o porquê do meu entusiasmo!







Ingredientes (28 bolachas recheadas):

para as bolachas:

100g de manteiga à temperatura ambiente
75g de açúcar
100g de avelãs
100g de farinha sem fermento

para o recheio:

200g de chocolate 70% de cacau
80g de manteiga
30g de avelãs


Preparação:

Pré aquecer o forno a 180ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal.

Começa-se por bater a manteiga com o açúcar, até se obter uma mistura macia e fofa.

Trituram-se as avelãs de forma a parecer uma farinha e adiciona-se à mistura de manteiga e açúcar.

Adiciona-se também a farinha e envolve-se até ficar completamente incorporada.

Retiram-se bolinhas com 7g e formam-se rodelas do tamanho de uma moeda de 2 €. É importante que tenham todas a mesma quantidade de massa e tamanho para depois emparelhar e que não fique nenhuma solitária. Se não tiverem uma balança que pese apenas 7g, usem uma colher de chá de 5ml para medir a massa. A altura da massa deve ser uniforme e deve-se corrigir as rachas que se formam nas bordas da bolacha, para que fiquem mais perfeitas quando forem assar.

Levam-se as bolachas ao forno durante 8 a 10 minutos, ou até começarem a dourar nas bordas. Estarão macias no centro, mas endurecerão ao arrefecer.

Retiram-se do forno e transferem-se para uma rede.

Entretanto começa-se a fazer o recheio.

Torram-se ligeiramente as avelãs e picam-se em pedacinhos pequenos.

Derrete-se o chocolate com a manteiga em banho Maria até ficar suave e homogéneo e deixa-se arrefecer até parecer uma pasta capaz de barrar.

Envolvem-se as avelãs no chocolate e reserva-se.

Colocam-se 2 colheres de chá (de 5ml) em metade das bolachas e tapam-se com a outra metade das bolachas.

Aperta-se ligeiramente até o recheio aparecer nas bordas das bolachas.

Guardar numa caixa hermética (se conseguirem!)



FONTE: "FOOD TO LOVE" JUNHO 2018




11:17

Pão de Forma Caseiro

Pão de Forma Caseiro
O pão de forma não é o meu pão preferido, mas aceitemos as coisas como elas são, os miúdos adoram-no, faz sandwiches deliciosas e fazem excelentes torradas. Geralmente só consumimos pão de forma de compra duas a três vezes por ano, ou seja, nas férias e nas festas dos miúdos.

Mas há uns anos começámos a comer pão de forma mais vezes, simplesmente porque comecei eu a fazê-lo em casa. Umas vezes integral, outras, estupidamente branco, mas sem os inúmeros ingredientes que tanto mal fazem. 

Esta receita rende dois pães, mas podem fatiar um deles e guardar no congelador, tirando apenas as fatias que necessitam no dia a dia. Uma alternativa bem mais saudável e económica.





Ingredientes (rende 2 pães):

2 1/4 colheres de chá de fermento seco para pão
2 1/4 chávenas de água
1/4 de chávena de açúcar
1 colher de sobremesa de sal fino
2 colheres de sopa de azeite
5 chávenas de farinha sem fermento

1 chávena = 250ml


Preparação:

Na tigela da batedeira coloca-se o fermento, a água morna e 1 colher de chá de açúcar. Deixa-se repousar durante 5 minutos.

Adicionam-se 4 chávenas de farinha, o restante açúcar, o sal, e o azeite. Amassa-se até ficar uma massa homogénea.

Adiciona-se a restante farinha até se obter uma massa macia, mas que se solta das mãos e não cola à bancada. Caso seja preciso, adicione mais farinha do que a indicada.

Transfere-se a massa para uma bancada e amassa-se durante 7 minutos (essencial para depois obterem um pão fofinho).

Faz-se uma bola e deixa-se levedar durante 1 hora, numa tigela tapada com película aderente e coberta com um cobertor.

Untam-se duas formas de bolo inglês com um pouco de azeite ou manteiga.

Passado esse tempo, divide-se a massa ao meio.

Forma-se um rectângulo com o comprimento da forma, enrola-se como uma torta, aperta-se a massa para que a ponta se cole ao cilindro.

Transfere-se para a forma com a "costura" para baixo, ajeitando as pontas.

Unta-se a película aderente com azeite e tapa-se, sem apertar. É essencial para que depois de levedado se possa tirar a película sem perturbar a massa, caso contrário a massa perde volume e o pão não cresce.

Deixa-se levedar durante 45 minutos, ou até a massa subir 3 a 4 centímetros acima da borda da forma.

Retira-se a película aderente com cuidado e levam-se as formas a forno pré-aquecido a 180ºC, durante 35 minutos.

O pão estará pronto quando se ouvir um som oco quando se bate no pão.

Retira-se do forno, desenforma-se e deixa-se arrefecer numa rede.






06:41

Merendinhas

Merendinhas
Quando me casei era frequente comprar a "Teleculinária" e a revista "Segredos de Cozinha" no quiosque do Metro do Campo Grande. Sabia cozinhar algumas coisas que a minha mãe me ensinou durante a minha adolescência, mas os meus conhecimentos era muito limitados, por isso recorria a estas duas revistas para aprender mais. 

Mas com o passar dos anos deixei de comprar estas revistas com tanta frequência. Hoje em dia procuro mais o porquê de se cozinhar algo de uma determinada forma e não de outra, em vez de receitas. Além disso, tenho um armário CHEIO de revistas e já começo a ter dificuldade em saber onde colocar tanto livro e revista.

A semana passada, numa visita a um hipermercado, cruzei-me com a Teleculinária nº35 "Clássicos da cozinha portuguesa", e tive de a trazer comigo. Dona Hay, Jamie Oliver, Gordon Ramsay, Raymond Blac e Marco Pierre White, podem ser geniais, mas cozinha portuguesa é cozinha portuguesa, e nenhuma bate a nossa comida. Até os famosos chefs portugueses como o Henrique Sá Pessoa, entre outros, apesar do talento que têm, não me apresentam aquele prato tradicional, reconfortante tão típico da nossa gastronomia. Hoje em dia, parece que tem de ser tudo desconstruído, evoluído, moderno, eu sei lá. Mas a mim a maior parte das vezes apetece-me é algo reconfortante, sem complicações, sem modernices, e que por vezes me transporta para alguma fase específica da minha vida.

É o caso destas merendinhas. O simples facto de as fazer fez-me lembrar quando era miúda e andava na escola. Às vezes lá comprava, no bar da escola, com uma moeda de vinte escudos uma garrafa de leite com chocolate e uma merendinha (e ainda me sobrava dinheiro!), e que bem que me sabia.

Ontem fiz para o lanche estas merendinhas e digo-vos que são divinais! Tão simples de fazer, a massa é tão fácil de manusear, e o sabor delicioso, é tudo o que queremos numa merendinha. Ficam fofinhas e perfeitas para os lanches ou para comer com uma sopa.






Ingredientes (6 merendinhas):

400g de farinha sem fermento
50g de açúcar
50g de manteiga à temperatura ambiente
5g de fermento de padeiro seco
3 gemas
150ml de leite à temperatura ambiente
1 pitada de sal fino
8 fatias de fiambre
8 fatias de queijo flamengo

Preparação:

Coloca-se na tigela de uma batedeira (também podem fazer à mão) o leite, a manteiga, o açúcar, o sal e bate-se tudo.

Juntam-se as gemas e o fermento e mistura-se bem.

Adiciona-se a farinha e amassa-se até a massa se desprender das paredes da tigela.

Faz-se uma bola com a massa, tapa-se a tigela com película aderente e deixa-se levedar por uma hora, ou até dobrar de volume.

Polvilha-se a bancada com um pouco de farinha e estende-se a massa na forma de um rectângulo com a ajuda de um rolo, até esta ter cerca de 1 cm de altura.

Cobre-se metade da massa com o fiambre e faz-se uma segunda camada com o queijo.

Dobra-se a outra metade da massa sobre o queijo e fiambre e cortam-se 6 rectângulos iguais e pincelam-se com o ovo batido.

Colocam-se os rectângulos num tabuleiro forrado com papel vegetal e levam-se a forno pré-aquecido a 180ºC durante 25 minutos ou até as merendinhas estarem douradas.



RECEITA DA REVISTA "TELECULINÁRIA Nº 35 - CLÁSSICOS DA COZINHA PORTUGUESA




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