12:49

Tarte Fofa de Pêssego e Panquecas de Abóbora - Muito Mais Do Que Trigo (Farinha de Pinhão)

Tarte Fofa de Pêssego e Panquecas de Abóbora - Muito Mais Do Que Trigo (Farinha de Pinhão)
Como já tem vindo a ser hábito, sábado é sinónimo de "Muito Mais Do Que Trigo", em que vos apresento farinhas alternativas à farinha de trigo. Não que eu seja contra o trigo, mas porque razão nos devemos cingir apenas ao trigo, quando há tantos grãos e sementes que, quando transformados em farinha, resultam em comidas deliciosas e muito ricas em nutrientes.

A farinha que vos apresento hoje é a farinha de pinhão. Numa das minhas visitas ao supermercado Biomercado, um funcionário super simpático mostrou-me esta nova farinha da Diese. Sinceramente, assim que abri a embalagem só me apeteceu comer a farinha à colherada. Tem um cheio delicioso e confere um sabor ainda melhor aos cozinhados.

Para quem segue a página d'As coisas da Mãe Sofia no Facebook, viu no início da semana uma tarte de pêssego que suscitou muita curiosidade. Pois hoje a receita é publicada e vem acompanhada de umas deliciosas panquecas de abóbora.

Se gostam destas receitas, então partilhem com os vossos amigos e ajudem-me a divulgar opções muito mais nutritivas à farinha de trigo refinada.



O que é a farinha de pinhão?

Ao contrário do que possam pensar, esta farinha não é apenas o resultado da moagem do pinhão. Para além do pinhão ser moído, é também retirado o óleo do pinhão, obtendo-se uma farinha com um baixo teor de gordura, e por consequência, com baixo valor calórico.

A única marca que conheço que produz esta farinha é a Diese e, apesar de vir em embalagens de 200g, rende bastante, pois não é necessário usar em tanta quantidade para obter o resultado desejado. Já podem encontrar na maioria das grandes superfícies e em lojas de produtos naturais.


Quais as vantagens de consumir farinha de pinhão?

As vantagens de consumir furos secos já são conhecidas, e o mesmo se aplica a esta farinha. Rica em minerais, vitaminas e fibras, esta farinha, em conjunto com uma dieta equilibrada, fornece nutrientes essenciais para promover defesas contra doenças como o cancro, níveis de colesterol saudáveis, ajuda a fortalecer os ossos, contribui para olhos mais saudáveis, e muito mais.


Como usar a farinha de pinhão?

A farinha de pinhão absorve muito mais líquido do que a farinha de trigo. Devido a esta facto, para substituir a farinha de trigo pela de pinhão basta usar 25 a 50% desta farinha. Quero eu dizer com isto que se a receita pede 100g de farinha de trigo, basta substituir por 25 a 50g de farinha de pinhão.
Esta farinha resulta muito bem quando adicionada à massa de pão, substituindo uma parte da farinha de trigo, em panquecas, bolos, bolachas e até para adicionar ao iogurte.

Deixo abaixo duas deliciosas sugestões para experimentar esta fantástica farinha. Experimentem e partilhem comigo as fotos.

NOTA: As opiniões aqui descritas, são minhas e este post não foi pago por nenhuma marca. Tudo o que aqui é sugerido, é resultado da minha experiência.



TARTE DE PÊSSEGO
(sem trigo, lacticícios, ovos e açúcar refinado)

Sempre que vou ter com os meus pais levo um miminho. Desta vez, para além dos meus pais, o meu sobrinho estava também com eles e tinha de levar um docinho para eles. Esta tarte fica super fofinha, e também docinha devido ao sumo de maçã e ao açúcar de coco.



Ingredientes:

1 chávena de farinha de espelta
1/2 chávena de farinha de espelta integral
1/4 de chávena de farinha de pinhão
3/4 de chávena de açúcar de coco
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 colher de café de bicarbonato de sódio
1 colher de café de canela em pó
1 colher de chá de essência de baunilha
1 chávena de sumo de maçã acabado de extrair (ou leite vegetal)
1/4 de chávena de azeite
sumo e raspa de meio limão
2 pêssegos grandes

1 CHÁVENA = 240ML

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma tarteira com azeite o polvilhar com farinha de espelta ou com pão ralado.

Colocar numa tigela as farinhas, o bicarbonato de sódio, o fermento em pó, o açúcar e a canela.

Noutra tigela misturar o sumo de maçã, a essência de baunilha, o azeite, e o sumo e raspa de meio limão.

Verter os ingredientes líquidos para a tigela com os ingredientes secos, e misturar.

Transfere-se a massa para a tarteira.

Cortam-se os pêssegos com pele em fatias finas e dispõem-se em cima da massa.

Leva-se ao forno durante 35 a 45 minutos, ou até se espetar um palito no centro e este sair limpo.

Servir morna ou fria, e de preferência com gelado de baunilha. Uma combinação maravilhosa!



RECEITA ADAPTADA DO LIVRO "COZINHA VEGETARIANA" DE GABRIELA OLIVEIRA




PANQUECAS DE ABÓBORA

Cá em casa adoramos panquecas, sejam elas doces ou salgadas. Desta vez fiz estas panquecas para o jantar e não desapontaram. Muito saciantes, cheias de nutrientes e deliciosas!




Ingredientes:

1 chávena de abóbora cozida a vapor e reduzida a puré
85g de iogurte natural
2 ovos médios
50g de queijo Emental
1 chávena e meia de farinha de trigo
1/4 de chávena de farinha de pinhão
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de sopa de manteiga derretida
sal e pimenta preta

hummus para acompanhar
rúcula
abacate
sumo de limão

1 CHÁVENA = 240ML


Preparação:

Aquecer uma frigideira antiaderente em lume médio.

Numa tigela larga misturar a abóbora com o iogurte, os ovos, o queijo e temperar com sal e pimetnta.

Adicionam-se as farinhas, o fermento em pó e mistura-se, apenas até a farinha estar incorporada.

Junta-se a manteiga derretida e envolve-se bem.

Unta-se a frigideira com azeite e fritam-se pequenas panquecas de cada vez (2 colheres de sopa de massa por panqueca).

Quando a panqueca estiver firme por baixo (após mais ou menos 2 minutos), volta-se a panqueca e deixa-se cozinhar durante 2 minutos.

Servir com hummus, rúcula e abacate regado com sumo de limão.


20:14

Pizza de Gorgonzola, Nozes e Rúcula

Pizza de Gorgonzola, Nozes e Rúcula
Dizem por essa internet fora que hoje é o Dia Mundial da Pizza. Pois isso fez-me lembrar desta pizza que fiz a semana passada, e que hoje venho partilhar convosco.

Deliciosa, com sabores fortes e tão simples de fazer!





Ingredientes (1 pizza grande):

1 receita de massa pizza express
3 colheres de sopa de molho de tomate
150 a 200g de queijo mozzarela ralado
100g de queijo Gorgonzola
nozes Frutos de Vettonia a gosto
oregãos
rúcula
sémola de trigo

Preparação:

Aquece-se o forno a 220ºC e coloca-se um tabuleiro grande sem paredes no forno.

Estende-se uma folha de papel vegetal que se polvilha com sémola de trigo.

Em cima da folha de papel vegetal polvilhada estende-se a massa.

Espalha-se o molho de tomate e polvilha-se com o queijo mozzarela.

Dispõem-se pedaços de gorgonzola em cima do mozzarela e polvilha-se com as nozes partidas.

Polvilha-se com oregãos.

Faz-se deslizar a folha de papel vegetal para cima do tabuleiro quente e leva-se ao forno até a massa estar dourada e os quejos derretidos.

Espalha-se a rúcula por cima da pizza e serve-se de imediato.





08:51

Raia Assada com Cebola e Pimento

Raia Assada com Cebola e Pimento
Sei que há adolescentes que não querem sequer chegar ao pé de peixe, mas eu tenho um em casa que adora peixe. Raia, truta, cantaril, e carapau são os peixes preferidos dele.

Eu bem procuro raia a um preço simpático e que esteja fresca, mas geralmente não gosto do aspecto delas no supermercado ou na praça, e acho o preço demasiado alto para quem tem de alimentar uma família. Sei que os pescadores têm de ganhar a vida, as lojas têm de fazer lucro, mas eu tenho de pensar na minha carteira, e acho que o peixe anda estupidamente caro.

Há umas semanas vi no Lidl asas de raia congeladas a um preço bem simpático (pelo menos para mim sai mais em conta), e lá trouxe 4 para casa.

Confesso que não é meu hábito fazer peixe cozido. Eu gosto, mas o resto do pessoal não aprecia, então opto por assar, fazer caril, fazer filetes, grelhar, fritar e nunca lhe torcem o nariz. Por isso, em vez de cozer a raia (que eu adoro com batata e cebola cozidas), marinei o peixe, assei-o e ficou delicioso! Não sobrou nem um fio de raia! 


 


Ingredientes (4 pax):

para marinar a raia

4 asas de raia congeladas do Lidl
1/2 colher de chá de pimentão fumado
1/2 colher de tomilho seco
sal e pimenta preta
60ml de vinho branco
2 colheres de sopa de azeite

para a cebolada com pimento

2 cebolas grandes
1/2 pimento vermelho
3 colheres de sopa de azeite
sal e pimenta preta
1 folha de louro


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 200ºC. Preparar um tabuleiro de barro grande ou uma travessa grande de pirex.

para marinar a raia

Colocam-se as asas de raia já descongeladas num recipente largo.

Misturam-se todos os ingredientes da marinada e cobre-se bem a raia, garantido que o peixe está todo coberto pela marinada. Reservar.

para a cebolada com pimento

Aquece-se uma frigideira larga com o azeite e adicionam-se as cebolas cortadas em rodelas e a folha de louro.

Polvilha-se com uma pitada de sal e pimenta preta e deixa-se cozinhar em lume médio, mexendo com frequência para que não queime.

Quando a cebola começar a murchar, junta-se o pimento cortado em tiras pequenas e deixa-se cozinhar tapado, em lume brando, até que a cebola fique bem macia. Não esquecer de mexer de vez em quando para que a cebola não queime.

para assar a raia

Coloca-se a cebola e pimento no fundo do tabuleiro, junto com todo o molho que se formou durante o tempo que esteve a cozinhar na frigideira.

Cobre-se com a raia e rega-se com a marinada do peixe.

Leva-se ao forno durante 20 a 30 minutos, dependendo da altura das asas de raia.

Para testar se o peixe está pronto, basta tentar separar o lado mais alto da espinha. Se o peixe se separar com facilidade da espinha é porque está pronto.

Servir com puré de batata e uma salada verde.




15:53

Gelado de Mascarpone e Frutos Vermelhos

Gelado de Mascarpone e Frutos Vermelhos
Apesar da chuva ou de dias nublados, o Verão chegou e com ele também veio o calor. Assim que chega o calor a taça da máquina dos gelados é imediatamente guardada no congelador. Não interessa se há espaço ou não, ela tem de ir para lá!

Ontem durante o intervalo do jogo Portugal - Uruguai fui fazer um gelado com o que houvesse na dispensa e no frigorífico. Foi literalmente assim que este gelado delicioso apareceu! De improviso, mas que ficou delicioso!

Na verdade não precisam da máquina de gelados. Basta mexerem o creme de 30 em 30 minutos até começar a ficar firme. Graças ao leite condensado, não se formam muitos cristais de gelo, por isso facilmente se dispensa a máquina de gelados. Mas como sou preguiçosa, ponho a máquina a fazer o gelado por mim.

Podem usar a fruta que preferirem, como pêssegos, mirtilos, ananás, ou podem adicionar raspas de chocolate, baunilha, coco, folhas de menta, o que mais gostarem.





Ingredientes:

250g de mascarpone
150g de iogurte natural
1 lata (370g) de leite condensado
370g de morangos
125g de framboesas

Preparação:

Começa-se por triturar, com uma varinha mágica, os morangos com as framboesas até se transformar numa polpa sem pedaços.

Transfere-se a polpa para um passador e eliminam-se as sementes. Reserva-se.

Numa tigela larga mistura-se com uma vara de arames o mascarpone à temperatura ambiente (para evitar grumos) com o iogurte e o leite condensado.

Adiciona-se a polpa de frutos vermelhos e mistura-se bem.

Transfere-se para a máquina de gelados e procede-se de acordo com as instruções da máquina.

Caso não tenham máquina, podem transferir o creme para um recipiente hermético e devem mexer com um garfo de 30 em 30 minutos até o creme começar a engrossar por estar quase congelado.

Guardar no congelador, tendo o cuidado de retirar do congelador 30 minutos antes de ser comido.



NOTA: Podem adicionar menos leite condensado, tendo em atenção que depois do gelado congelar, este não será tão doce como quando o creme está à temperatura ambiente.




10:36

Scones de Bacon de Peru com Queijo Cheddar e Tomilho (sem farinha de trigo)

Scones de Bacon de Peru com Queijo Cheddar e Tomilho (sem farinha de trigo)
À noite, o prato de eleição é a sopa, mas faço sempre mais alguma coisa leve para acompanhar. Muitas vezes opto por fazer uns scones salgados, e, para dar um sabor extra, adiciono um pouco de bacon. Afinal de contas tudo fica melhor com bacon! Ultimamente tenho optado mais pelo bacon de peru da Primor Charcutaria, que tem significativamente menos gordura e todo o sabor que o bacon deve ter. Além disso, este bacon é perfeito para estes scones, já que ficariam demasiado gordurosos, visto que já levam queijo cheddar e manteiga.

Tenho optado por usar menos a farinha de trigo branca, e tenho-a substituído por outras farinhas. Uma das minhas farinhas preferidas é a de espelta integral, que faz bolos e todo o tipo de pastelaria, sem se dar pela falta do trigo. Se quiserem saber mais sobre esta farinha consultem o post que fiz "Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Espelta".

Estes scones são muito rápidos de fazer, e são igualmente deliciosos comidos quentes ou frios no dia seguinte. Difícil, difícil vai ser resistir-lhes!







Ingredientes:

240ml de leite
1 colher de sopa de vinagre de sidra
1 chávena de farinha de espelta
1 e 3/4 de chávena de farinha de espelta integral
1 colher de sopa de fermento para bolos
1 colher de sopa de açúcar amarelo
1 pitada de sal e pimenta
1/2 colher de chá de tomilho seco
75g de manteiga gelada
50g +10g de queijo Cheddar ralado
50g de fios de bacon de peru Primor Charcutaria
1 ovo grande
sementes de linhaça

(1 chávena = 250ml)



Preparação:

Pré-aquecer o forno a 200ºC. Forrar um tabuleiro grande com papel vegetal.

Colocar o leite numa tigela e misturar o vinagre de sidra. Repousar durante 10 min para coalhar.

Misturar as farinhas com o fermento para bolos, o açúcar amarelo, o sal, pimenta e tomilho numa tigela.

Adicionar a manteiga gelada, misturar, esfregando com as mãos a farinha na manteiga, até ficar com textura de areia grossa.

Juntar 50g de queijo e o bacon Primor.

Verter o leite coalhado e o ovo na tigela da farinha e manteiga. Misturar com uma colher de pau.

Polvilhar a bancada com farinha de espelta e verter a massa.

Formar uma bola e espalmar até a massa ter 2cm de altura.

Cortar círculos de massa com um cortador redondo.

Dispor os scones no tabuleiro e polvilhar com os restantes 10g de queijo e as sementes de linhaça.

Levar ao forno durante 20 a 25 minutos.

Deixar arrefecer numa rede durante 5 minutos e servir com manteiga.




04:07

Muito Mais do Que Trigo - Farinha de Araruta

Muito Mais do Que Trigo - Farinha de Araruta
Quando eu era pequena e ficava doente da barriga ou do estômago a minha mãe comprava-me bolachas de araruta. Dizia-me que a araruta fazia bem ao aparelho digestivo. Agora sou eu que tenho filhos e lhes dou bolachas de araruta. Mas sou eu que as faço. A minha mãe, embora fosse uma cozinheira de mão cheia, era uma pasteleira com pouca paciência.

Embora não tão usada como o amido de milho, a farinha de araruta está presente na gastronomia portuguesa, como verão na receita de bolinhas de araruta que apresento mais abaixo.

Para quê usar tanto amido milho, quando sabemos que a maioria do milho que consumimos é transgénico. A farinha de araruta substitui na perfeição o amido de milho e a maioria que existe à venda é de origem biológica, sem modificações genéticas.



O QUE É A FARINHA DE ARARUTA?

A farinha de araruta é o amido da raiz da planta Maranta arundinaceae, conhecida, em Portugal, como araruta. É uma raiz de aspecto muito parecido com o inhame, embora seja mais alongada, oriunda da América do Sul..

A farinha de araruta é branca e tem uma textura igual ao amido de milho e não tem glúten.
Podem encontrar esta farinha em lojas de produtos naturais ou nos corredores de comida saudável dos hipermercados.

Esta farinha é muito usada na indústria para engrossar molhos, é usada na cosmética, no fabrico de papel e de medicamentos.

QUAIS AS VANTAGENS DE CONSUMIR FARINHA DE ARARUTA?

A farinha de araruta tem sido usado como alívio para a digestão desde o fim do século 19 e é extremamente eficaz no tratamento da diarreia. É rica em potássio, ferro, vitamina B, essenciais para um bom metabolismo, para o sistema circulatório e para o coração.

Pelo seu conteúdo em hidratos de carbono, sabor suave e por ser de fácil digestão, a farinha de araruta é idela para fazer papas para as crianças e para fazer bolachas para os bebés cujos dentinhos começam a crescer, pois, para além de ser uma farinha muito nutritiva, a probabilidade de provocar alergia é virtualmente igual a zero por cento.

No caso das mulheres que contraiem com frequência infecções urinárias é aconselhada a ingestão de alimentos que incluam a farinha de araruta, devido aos seus efeitos anti-inflamatórios e por ajudar a diminuir as dores da inflamação urinária.

Estudos científicos mostram que a farinha de araruta provoca um aumento de produção de células do sistema imunitário. Mostram também que sopas que têm esta farinha na sua composição, resistem melhor à contaminação bacteriana.

A farinha de araruta pode também ser aplicada directamente em aftas e em gengivas doridas, para diminuir a inflamação e a dor.

COMO USAR A FARINHA DE ARARUTA?

A farinha de araruta tornou a ser uma moda devido à dieta Paleolítica. Pode ser adicionada a batidos, usada para engrossar molhos e sopas, para fazer bolachas e para dar uma textura mais leve a bolos. Pode-se também envolver os alimentos, que se querem fritar, nesta farinha para os tornar mais crocantes.

Basicamente, a farinha de araruta pode ser usada quase como o amido de milho (Maizena) é usada no nosso dia a dia. Para fazer a substituição deve-se fazer o seguinte: por cada colher de sopa de amido de milho deve-se usar 3 colheres de chá de farinha de araruta, e por cada 2 colheres de sopa de trigo, deve-se usar 3 colheres de chá de farinha de araruta. Evitem adicionar demasiada farinha se araruta, pois irá transformar-se numa mistela peganhosa e desagradável.

Não se deve substituir 100% da farinha de trigo por farinha de araruta quando se fazem bolos ou pão. Na realidade esta farinha é um amido, o que quer dizer que é rico em hidratos de carbono, ou seja açúcares. São açúcares, e apesar de não serem açúcares refinados, não devemos exagerar no consumo destes.

Ter em especial atenção que a farinha de araruta não aguenta temperaturas altas durante muito tempo e acaba por ficar com um aspecto coalhado se estiver demasiado tempo ao lume. O ideal é misturar com um pouco de água fria (para evitar grumos), adicionar no último minuto, mexer sem deixar ferver e retirar do lume assim que engrossar.



BOLINHAS DE ARARUTA

Ao folhear o meu livro "Cozinha Tradicional Portuguesa" descobri esta receita de bolinhas de araruta, que são absolutamente deliciosas com um chá. Típicas da Beira Litoral, são extremamente fáceis de fazer e duram imenso tempo guardadas (se lhes conseguirem resistir!).



Ingredientes:

250g de farinha de araruta
125g de farinha de trigo sem fermento
125g de açúcar
125g de manteiga à temperatura ambiente
1 ovo

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal.

Colocar todos os ingredientes numa tigela e amassar tudo até que se forme uma areia que quando apertada forma uma bola. Vai parecer impossível no início, mas insistam que acaba por ficar no ponto que querem. Não adicionem nada líquido.

Fazem-se bolinhas do tamanho de uma noz, apertando pedaços de massa na mão.

Colocar as bolinhas no tabuleiro e levar ao forno até começar a dourar.

Retirar do forno e deixar arrefecer numa rede.

Guardar num recipiente hermético.

FONTE: "COZINHA TRADICIONAL PORTUGUESA" DE MARIA DE LOURDES MODESTO



Este pudim é perfeito para acabar com aquelas bananas demasiado maduras que ocupam a fruteira. Sem açúcares refinados, nem glúten, esta sobremesa é docinha mas come-se sem culpas.




Ingredientes (4 pax):

4 gemas
60ml de mel
1/4 de chávena de farinha de araruta
2 bananas bem maduras
1 pitada de flor de sal com pólen (opcional)
250ml de leite
200ml de creme de coco
40ml de natas
2 colheres de chá de essência de baunilha
nozes e canela para decorar

Preparação:

Misturam-se as gemas com o mel, a flor de sal e a araruta. Reserva-se.

Aquece-se o leite com o creme de coco e as natas. (Não deixar ferver)

Adicionar um pouco do leite quente à mistura de gemas mexendo sempre.

Verter a mistura de gemas e leite, para o restante leite e mexer.

Levar a lume baixo até que engrosse (cerca de 1 a 2 minutos). Retirar do lume.

Triturar as bananas com a essência de baunilha.

Adicionar as bananas trituradas ao creme e misturar bem.

Distribuir pelas taças ou copos.

Levar ao frigorífico para arrefecer durante 3 horas.

Decorar com canela e nozes na hora de servir.





06:52

Papas de Aveia de Chocolate e Banana - Sexta Feira Vegetariana

Papas de Aveia de Chocolate e Banana - Sexta Feira Vegetariana
Cá em casa o pequeno-almoço é obrigatório. Ninguém sai de casa para trabalhar, estudar ou fazer exercício físico sem comer esta refeição matinal. Confesso que durante muitos anos era frequente os meus filhos comerem cereais, sandes de carnes frias e papas. Reflexo talvez da alimentação que tive em pequena, mas com o passar dos anos tenho vindo cada vez mais a ter cuidado com o que sirvo ao pequeno almoço.

Oiço mães dizerem que os filhos já têm idade para fazer o seu próprio pequeno-almoço e que se recusam a fazê-los pelos seus filhos. Não as critico e percebo o seu ponto de vista, mas eu penso de uma forma um pouco diferente. De manhã andamos todos a correr, por isso é agradável chegar à mesa e ter um pequeno almoço apelativo e delicioso à nossa espera. Há quem compre mundos e fundos aos filhos para os mimar, prendas caras para os maridos. Esta é a minha forma de os mimar diariamente com o que tenho de melhor para lhes oferecer... o meu amor! E os sorrisos deles ao chegar à mesa, um beijo e um xi-coração de agradecimento pela refeição, e às vezes até uma foto no Instagram do pequeno-almoço, enche-me o peito de alegria. 

Deixando as lamechices para trás, os pequenos-almoços passaram a incluir com frequência fruta variada, iogurtes de vaca, cabra e ovelha, pão integral, sementes variadas, frutos secos, pólen de abelha, spirulina, etc. As papas de aveia frias, são as mais prácticas de fazer e podem ser feitas com muita facilidade de véspera. A aveia pode ser substituída por flocos de trigo sarraceno, de cevada, e podemos incluir também flocos de feijão azuky para uma dose extra de fibra. Enfim, a ideia é variar, não comer sempre o mesmo. Detesto comer sempre o mesmo todos os dias. E quanto mais coloridas forem as refeições, melhor. Os olhos também comem!







Ingredientes (2 pax):

1 copo de flocos de aveia
3 colheres de sopa de cacau (sem açúcar)
1 colher de sopa de flocos de feijão azuky
1/2 embalagem de iogurte natural
250ml de leite de coco Alpro
2 colheres de sopa de mel
1 colher de chá de essência de baunilha

sugestão de cobertura
banana
manteiga de amêndoa
pólen de abelha


Preparação:

Numa caixa de pirex com tampa colocar a aveia, o cacau e os flocos de feijão azuky.

Numa tigela misturam-se bem o leite de coco, o iogurte, o mel e a baunilha.

Adiciona-se a mistura de ingredientes líquidos à mistura de aveia e mistura-se bem.

Tapa-se e leva-se ao frigorífico durante a noite.

Na manhã seguinte servem-se duas tigelas com as papas de aveia, cobre-se com banana às rodelas, uma colher de sobremesa de manteiga de amêndoa e polvilha-se com pólen de abelha.

Servir e apreciar.



06:27

Bolachas de Nutella

Bolachas de Nutella
A adolescência nas raparigas tem uma coisa gira, as amizades. As raparigas passam horas a falar. Antigamente era por telefone, custando aos pais uma gigantesca conta de telefone. Agora é por Facetime ou por Skype. Horas a fio! A amiga da minha filha até já jantou connosco (pelo tablet).
Ora a amiga S., adora unicórnios, música e Nutella, e a minha filha, depois de ter faltado à escola um dia devido às malvadas alergias, decidiu levar-lhe umas bolachinhas de quê? Nutella, pois claro!

Estas bolachas são absolutamente deliciosas. Doces e salgadas ao mesmo tempo, ficam perfeitas com um copo de leite gelado. Podem não por a flor de sal por cima das bolachas, mas esta ajuda a equilibrar a quantidade de doce da bolacha, impedindo que esta fique demasiado enjoativa.

Depois de ver que hoje, 17 de Maio, é o World Baking Day, achei estas bolachas perfeitas para partilhar convosco. Acreditem, são espectaculares! Façam-nas e não se vão arrepender!








Ingredientes (rende+/-  25 bolachas):

1/2 chávena de farinha (sem fermento)
3 colheres de sopa rasas de cacau (sem açúcar)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
3 colheres de sopa cheias de Nutella
1 colher de sopa cheia de manteiga de amendoim
2/3 de chávena de açúcar
1 ovo
1 colher de chá de essência de baunilha
Flor de sal com pólen Casa do Sal

(1 chávena = 250ml)


Preparação:

Numa tigela mistura-se a farinha, o cacau, e o bicarbonato de sódio.

Noutra tigela bate-se com uma batedeira de mão a Nutella, a manteiga de amendoim e o açúcar até ficar cremoso.

Adiciona-se o ovo e a baunilha e torna-se a bater até se obter uma mistura homogénea.

Adiciona-se a pouco e pouco a mistura de farinha e bate-se com a batedeira, até estar tudo envolvido.

Leva-se ao frigorífico durante 30 minutos.

Entretanto aquece-se o forno a 180ºC e forram-se dois tabuleiros com papel vegetal.

Fazem-se bolas do tamanho de uma noz deixando bastante espaço entre elas.

Levam-se ao forno durante 10 minutos, se as preferirem macias, ou durante 15 minutos se as preferirem estaladiças.

Retiram-se para uma rede e polvilham-se de imediato com flor de sal com pólen (para que se agarre à bolacha).

Guardar num recipiente hermético.




06:13

Lulas Guisadas

Lulas Guisadas
Eu gosto de ter sempre no meu congelador um saco de lulas limpas congeladas do Lidl. Muito prácticas de usar, descongelam num instante e são saborosas. Um domingo destes, depois de ter ido caminhar com a minha filha, cheguei a casa e, sem ter o almoço planeado (por preguiça), não sabia o que fazer para comermos. É nestas alturas em que eu abro a porta do congelador e da despensa e estou uns bons 5 minutos a ponderar o que fazer com o que tenho à frente.

Depois de calcular o tempo dos banhos dos meus ciclistas e da minha filha, que não é muito, mas dava perfeitamente para fazer estas lulas guisadas. Devido ao facto das lulas serem pequenas, não precisam de muito tempo de cozedura, por isso ficam macias mais depressa. E é por isso que tenho sempre o saco de lulas congeladas do Lidl, para fazer uma refeição deliciosa, num curto espaço de tempo.






Ingredientes (4 pax):

1 sacos de lulas limpas congeladas do Lidl
3 colheres de sopa de azeite
1 cebola grande
1/4 de chouriço de carne
1/2 naco de bacon extra sem couro e sem cartilagem Primor Charcutaria
1 pimento mini laranja
1 pimento mini vermelho
1 lata de tomate pequena
2 colheres de sopa de pasta de tomate
1 colher de chá de pimentão fumado
100ml de vinho branco
1 molho de salsa (pés e caules)
sal e pimenta a gosto
piri-piri

Preparação:

Descongelam-se as lulas em água e cortam-se em rodelas. Escorrem-se bem e reservam-se.

Pica-se a cebola, cortam-se os pimentos em quadrados, corta-se o chouriço e o bacon em cubos,  e leva-se a refogar no azeite.

Quando a cebola estiver dourada e translúcida, juntam-se as lulas cortadas e, em lume forte, mexem-se até começarem a mudar de cor.

Junta-se o tomate esmagado, a pasta de tomate, o vinho branco, o pimentão fumado, os caules da salsa picados, sal, pimenta e piri-piri.

Mistura-se e deixa-se levantar fervura.

Baixa-se o lume para médio, tapa-se e deixa-se cozinhar durante 15 a 25 minutos, ou até as lulas estarem macias.

Juntam-se a salsa picada e retira-se do lume.

Servir com batatas cozidas e salada.

Copyright © 2016 As coisas da Mãe Sofia , Blogger