06:01

Bochechas de Porco Estufadas com Vinho Tinto

Bochechas de Porco Estufadas com Vinho Tinto
A minha carne preferida é a de porco, e de todas as partes deste animal, as bochechas são do mais delicioso que há no mundo das carnes. Por isso, quando há umas semanas eu fiz anos, não foi difícil escolher o prato para o meu aniversário. Para acompanhar, nada mais simples do que batata doce assada, já que o prato é muito rico.

É um prato que demora a fazer, mas que não dá trabalho nenhum. No fim, as bochechas ficam super macias e absorveram o sabor do vinho, do delicioso bacon Primor, das cebolinhas e das especiarias.






Ingredientes (4 pax):

8 bochechas de porco
1 cebola
3 dentes de alho
100g de Bacon Extra Primor Charcutaria
8dl de vinho tinto
4 colheres de sopa de azeite
3 tomates médios bem maduros
2 cravinhos
2 folhas de louro
1 colher de chá de colorau fumado
12 cebolinhas pequenas
sal e pimenta preta moida na hora

4 batatas doces


Preparação:

Num tacho grande, aquece-se o azeite e refoga-se a cebola e o alho picados junto com as folhas de louro e o bacon cortados em cubinhos, até a cebola estar macia.

Adicionam-se as bochechas de porco e deixa-se cozinhar em lume médio durante 2 minutos de um lado e 2 minutos do outro, para que fiquem seladas.

Adicionam-se os cravinhos, o tomate descascado e partido em pedaços pequenos (não descartar as sementes e o sumo do tomate, pois ajuda a fazer o molho), o colorau fumado, o vinho tinto, as cebolinhas descascadas, o sal e a pimenta preta.

Tapa-se a panela e deixa-se cozinhar durante 50 minutos em lume brando.

Entretanto lavam-se as batatas doces, picam-se com um garfo e levam-se a assar a 240ºC durante 40 minutos, ou até se conseguir atravessar a batata de um lado a outro com uma faca.

Serve-se a carne com a batata doce descascada e cortada em rodelas, e uma boa salada verde.


RECEITA ADAPTADA DO SITE DA TELECULINÁRIA



06:54

Salada Quente de Couscous com Batata Doce, Laranja e Peru

Salada Quente de Couscous com Batata Doce, Laranja e Peru
Os meus filhos comem comida caseira todos os dias, foi uma opção que tomámos em conjunto e, desde que entraram para a escola que assim tem sido. Agora que estudam mais longe de casa, faço-lhes todos os dias de manhã a comida para levarem. As saladas são as refeições mais prácticas de levar e comer num instante, bem como as quiches e as sandes. Mas também são muitas as vezes que mando sopa, que é aquecida no microondas da escola.

Em relação a esta salada eu digo que isto é uma salada quente, mas a verdade é que a podemos comer quente ou fria, tornando-a perfeita para levar na marmita.





Ingredientes (4 pax):

2 batatas doces
3 colheres de sopa de azeite
1,5 colheres de chá de colorau fumado
6 raminhos grandes de tomilho
1 bife grande de peru
1 dente de alho
100g de coucous
água a ferver
sal e pimenta qb
4 colheres de chá de manteiga
2 laranjas
salsa
8 tomates cherry


Preparação:

Aquece-se o forno a 200ºC.

Descascam-se as batatas doces e cortam-se em cubos pequenos.

Colocam-se num tabuleiro, regam-se com 2 colheres de sopa de azeite, polvilham-se com 1 colher de chá de colorau fumado, temperam-se com sal e pimenta e polvilham-se com as folhas de 3 raminhos de tomilho.

Leva-se o tabuleiro com as batatas doces ao forno durante 20 minutos, ou até ficarem macias.

Tempera-se o bife de peru com sal, pimenta e meia colher de chá de colorau fumado.

Coloca-se 1 colher de sopa de azeite numa frigideira quente, com o alho esmagado e 3 raminhos de tomilho e frita-se o bife de peru. Corta-se o bife em tira pequenas.

Coloca-se o couscous num pirex, tempera-se com sal e pimenta e dispõem-se as 4 colheres de chá de manteiga por cima.

Rega-se com água a ferver (mais ou menos 125ml) apenas até cobrir e ficar a 2mm acima do nível dos couscous. Tapa-se com película aderente e deixa-se repousar durante 3 a 5 minutos.

Soltam-se os grãos de couscous com a ajuda dos dentes de um garfo e reserva-se.

Descascam-se as laranjas e cortam-se em gomos. Reservar todo o sumo de laranja que cair e espremer os pedaços de laranja que sobra.

Coloca-se o couscous numa saladeira, com a batata doce assada, as tirinhas de bife, os gomos da laranja e o sumo, a salsa picada e os tomates cherry cortados ao meio.

Servir de imediato ou deixar arrefecer, conforme o gosto.



11:57

Muffins de Leite Condensado Cozido e Nozes Pecã

Muffins de Leite Condensado Cozido e Nozes Pecã
De vez em quando não faz mal comer uma guloseima daquelas decadentes, com açúcar, com leite condensado e tudo a que temos direito. Sim, o açúcar faz mal, mas só se abusarmos. Por isso façam os muffins, comam um, partilhem, congelem os restantes, vão dar um passeio e sejam felizes.






Ingredientes (12 muffins):

250g de leite condensado cozido
300g de farinha com fermento
165g de açúcar amarelo
90g de noz pecã (ou noz normal)
80g de manteiga derretida
250ml de buttermilk
1 ovo
2 colheres de chá de essência de baunilha

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 200ºC. Forrar 12 formas de queques com forminhas de papel.

Retirar o leite condensado cozido da lata e com uma vara de arames mexe-se para ficar cremosa.

Numa tigela larga mistura-se a farinha com o açúcar amarelo e as nozes de pecã partidas em pedaços.

Noutra tigela pequena mistura-se a manteiga com o buttermilk, o ovo e a essência de baunilha.

Adicionam-se os ingredientes líquidos à farinha e açúcar e mistura-se rapidamente (não misturar demais para não tornar os muffins pesados).

Distribui-se metade da massa pelas formas.

De seguida distribui-se metade do leite condensado cozido por cima da massa.

Cobre-se com a restante metade de massa.

Por fim cobre-se a massa com o restante leite condensado cozido, e, com o bico de uma faca, mistura-se ligeiramente com a massa, até formar um marmoreado.

Leva-se ao forno durante 20 minutos.

Ao fim dos 20 minutos, ou quando os muffins estiverem dourados e se espeta um palito no meio e este sai seco (lembrem-se que tem leite condensado cozidono meio e este vem agarrado ao palito, por isso não espetem até muito fundo), retiram-se do forno e transferem-se para uma rede para arrefecer. Não comam assim que sair do forno, porque o leite condensado estará a ferver e queima a língua!



06:05

Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Sarraceno, umas panquecas altas e fofinhas e uma versão especial de madalenas

Muito Mais Do Que Trigo - Farinha de Sarraceno, umas panquecas altas e fofinhas e uma versão especial de madalenas
Esta semana vou-vos falar da farinha de trigo de sarraceno. Sou sincera convosco, não é a minha preferida pelo sabor intenso que apresenta, mas gosto quando usada em pequenas quantidades. Mas esta é uma farinha muito em voga, principalmente entre os celíacos pois não contém glúten.

Cada receita é uma receita e nada melhor do que experimentar para saber o que resulta melhor para vocês, seja com esta farinha, seja com outra qualquer. No meu caso gosto de a "diluir" no meio de outras farinhas, como é caso das panquecas apresentadas abaixo, mas o meu filho adorou as madalenas feitas apenas com a farinha de trigo sarraceno. 

Uma coisa é certa, incluir esta farinha na vossa alimentação só vai trazer vantagens para a vossa saúde!



O que é a farinha de trigo sarraceno?

A farinha de trigo sarraceno é nada mais, nada menos do que o resultado da moagens das sementes de trigo sarraceno.

O trigo sarraceno é a semente de uma planta chamada Fagopyrum esculentum, e é aparentada do ruibarbo, não tendo nenhuma ligação ao trigo (apesar do nome), nem ao centeio ou a qualquer outro grão.

Esta farinha é muito usada em países como a Rússia, França, Japão. Pode ser usada em diversas receitas tais como panquecas, blinis, crepes e massas, conferindo um aumento do valor nutricional.


Quais os benefícios de incluir farinha de trigo sarraceno na minha alimentação?


O trigo sarraceno é uma semente muito rica em em proteína e fibra. A sua ingestão é muito benéfica para o coração e todo o sistema cardiovascular e ajuda a prevenir a diabetes e problemas digestivos. Esta semente tem altos níveis de antioxidantes e, por isso, é chamada de "super-alimento".

Apesar de estar na moda comer trigo sarraceno, a verdade é que já existe e é consumido há milhares de anos. Por ser isento de glúten, é muito popular entre os celíacos, mas deveria ser consumido por todos por esta semente ter uma composição de aminoácidos especial, cujo seu consumo traz muitas vantagens ao nosso metabolismo. Alguns desses benefícios são a diminuição do colesterol, diminuição da tensão arterial e melhor funcionamento do sistema digestivo, por ser um pré-biótico.

O trigo sarraceno é também rico em zinco, magnésio, fósforo, manganês, vitamina E e vitaminas do complexo B, muito importantes para o nosso metabolismo, sendo particularmente importante para a prevenção da depressão e de dores de cabeça e enxaquecas.

Uma chávena (250ml) contém cerca de 6 gramas de fibra solúvel e, escusado será dizer o que esta fibra faz aos nossos intestinos, deixando-os felizes pela diminuição do inchaço e da obstipação.

Como usar a farinha de trigo sarraceno?


A farinha de trigo sarraceno é bastante saciante, não contém glúten e tem um sabor forte. Usada em pequenas quantidades resulta num produto húmido e macio, mas quando usado em grandes quantidades pode deixar a sensação de se estar a comer algo muito denso, pesado, seco, com sabor forte e com areia fina.

Em panquecas eu prefiro usar mais ou menos 50% de farinha de trigo sarraceno e 50% de farinha de trigo ou de espelta integral. Já em scones, muffins e bolos prefiro diminuir a quantidade de farinha de trigo sarraceno para um quarto e os restantes 3/4 compostos de farinha de trigo, cevada ou espelta.

Apesar da minha experiência, aconselho-vos a experimentar e a decidir o que é melhor para vocês e para a vossa família. O melhor é começar por substituir a farinha de trigo por pequenas quantidades e aumentar devagar a partir daí.

Deve-se aumentar também a quantidade de líquido usada na receita, adicionando 1 a 2 colheres de sopa a mais. O uso de banana ou courgette em bolos vai garantir que estes terão um maior equilíbrio de humidade, quando se está a usar a farinha de trigo sarraceno.

No caso do pão não aconselho o uso exclusivo de farinha de trigo sarraceno, pois acabarão por obter um pão seco, denso, que se esfarela facilmente, cuja massa é extremamente difícil de trabalhar. Deverão substituir até 50% da farinha de trigo e aumentar a quantidade de água.

Por ser isenta de glúten, bolos e bolachas confeccionadas com farinha de trigo sarraceno terão resultados melhores se for usada goma de xantana, embora seja totalmente opcional.





PANQUECAS DE RICOTTA




Ingredientes (2 pax):

80g de queijo ricotta
2 ovos médios
2 colheres de sopa rasas de açúcar em pó
2 colheres de chá de essência de baunilha
35g de farinha de trigo sarraceno
50g de farinha de espelta integral
1/2 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal

frutos vermelhos e mel para acompanhar


Preparação:

Aquecer uma frigideira antiaderente em lume médio.

Entretanto coloca-se o queijo ricotta, as gemas, o açúcar e a essência de baunilha numa tigela, reservando as claras para bater em castelo. Mistura-se até se obter um creme suave.

Adicionam-se as farinhas e o fermento e envolvem-se no creme.

Batem-se as claras em castelo com a pitada de sal e envolvem-se com delicadeza na massa das panquecas.

Colocam-se colheradas de sopa cheias na frigideira e cozinha-se lentamente 3 a 4 minutos do primeiro lado e 2 a 3 minutos do segundo lado. Irão obter um total de 6 panquecas.

Servir de imediato com frutos vermelhos e regadas com um fio de mel.






MADALENAS DE ALFAZEMA
(sem glúten)



Ingredientes (15 unidades)

2 ovos
60g de açúcar mascavado
60g de farinha de trigo sarraceno
1 colher de chá de pó Royal
1 colher de café de alfazema
50g de manteiga derretida


Preparação:

Triturar a alfazema num almofariz até estar reduzida a pó.

Bater bem os ovos com o açúcar até este estar dissolvido.

Misturar a farinha com o fermento e adicionar à mistura de ovo e açúcar.

Verter a manteiga derretida na massa, bem como a alfazema em pó e misturar.

Distribuir a massa pelas formas de madalenas untadas com manteiga e levar ao frigorífico durante 1 hora.

Ligar o forno a 180ºC.

Após uma hora de repouso, levar as madalenas ao forno durante 10 minutos, ou até esterem cozidas e douradinhas.

Retirar do forno e deixar arrefecer numa grelha.




06:01

Nasi Goreng de Arroz Integral e Ovos - Sexta Feira Vegetariana

Nasi Goreng de Arroz Integral e Ovos - Sexta Feira Vegetariana
Eu adoro experimentar pratos de outras partes do Mundo. Desta vez fui buscar inspiração lá para os lados da Indonésia.

Mas perguntam vocês o que significa "nasi goreng". Significa simplesmente arroz frito em indonésio. E é tão bom! TÃO bom! Estou viciada, podia comer isto todos os dias e ainda por cima é saudável! O ovo é indispensável, já que é a gema líquida que é o molho deste prato. 

Vão para a cozinha, façam estre prato e disfrutem de uma refeição saudável e repleta de nutrientes. Aconselho-vos a ter tudo pronto a colocar no wok, porque à excepção dos ovos e do arroz, este prato faz-se num instante. Podem até preparar tudo de véspera, guardar no frigorífico e cozinhar no dia seguinte, quando chegar a casa.

E agora perguntam também o que faz um carro ao lado de um prato de comida... Isso também tem uma resposta simples. Este prato foi feito a pensar no meu filho que adora legumes e adora carros de alta cilindrada, desportivos, de luxo e rápidos. Pareceu-me apropriado acompanhar este prato com um Corvette Z06 de 2015 com um potente motor V8.







Ingredientes (4 pax):

4 ovos
300g de arroz integral
2 colheres de sopa de óleo de amendoim
1 cebola pequena picada
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado
2 dentes de alho ralado ou esmagado até fazer pasta
1/4 de pimento amarelo em tiras
1/4 de pimento vermelho em tiras
1/2 malagueta vermelha das compridas cortada em rodelas finas (opcional)
5 espargos cortados em rodelas de 1cm
10 ervilhas de quebrar cortadas em tiras
1 molho de coentros picados (talos+folhas)
1 mão cheia de espinafres
250g de cogumelos shiitake cortados em fatias
150g de cogumelos shimeji
1 colher de chá de óleo de sésamo
2 colheres de sopa de molho de soja

Preparação:

Colocar o arroz numa panela de pressão com água e sal e cozer durante 23 minutos, ou cozer numa panela com água e sal durante 45 minutos. Escorrer a água e reservar.

Colocar um tacho com água e sal ao lume e deixar levantar fervura. Colocar os ovos e deixar cozer durante 5 minutos (rigorosamente 5 minutos!). Escorrer os ovos e descascar com cuidado para não se partirem. Reservar.

Aquecer um wok com 1 colher de sopa de óleo de amendoim.

Adicionar a cebola picada e deixar cozinhar até ficar macia.

Junta-se o gengibre, o alho, os pimentos e a malagueta. Saltear durante 4 minutos mexendo com frequência. Transferir para um prato e reservar.

No mesmo wok (não precisam de lavar) deita-se 1 colher de sopa de óleo de amendoim e, em lume alto, adicionam-se os cogumelos shiitake.

Sem parar de mexer, deixa-se cozinhar durante 4 minutos.

Adicionam-se os cogumelos shimeji, os espargos, as ervilhas de quebrar, os talos de coentros picados e cozinha-se durante 2 minuto, mexendo sempre.

Adicionam-se os espinafres, o arroz integral cozido, a cebola e pimentos salteados que se reservou, o óleo de sésamo e o molho de soja.

Misturar bem, polvilhar com as folhas de coentros picadas e retirar do lume.

Servir de imediato com um ovo por pessoa e com um fio de molho de soja a gosto.






06:54

Pão de Forma de Batata

Pão de Forma de Batata
Este pão é um misto de pão de forma, com brioche. Faz umas sandes incríveis, quer elas sejam doces ou salgadas.

Quando se faz puré de batata, é frequente sobrar um bocadinho e acaba por ficar esquecido no fundo do frigorífico. Nunca mais! Agora podem fazer este pão. Ou melhor, estes pães, porque a receita rende dois pães de forma. Podem fazer com um resto de puré de batata, ou podem cozer a batata propositadamente para fazer esta receita. Também podem usar batata doce, que resulta também num pão super delicioso.







Ingredientes (rende 2 pães):

1 colher de sopa de fermento liofilizado para pão
2 colheres de sopa de açúcar
310ml de água tépida
170g de manteiga à temperatura ambiente
2 colheres de chá de sal
2 ovos médios
1 chávena de puré de batata (ou batata cozida, ou batata doce assada ou cozida)
3 chávenas de farinha de trigo sem fermento
2 e 1/2 chávenas de farinha de espelta integral

1 chávena = 250ml

Preparação:

Colocar todos os ingredientes na tigela de um robot de cozinha com o gancho de amassar pão.

Amassa-se até se obter uma massa macia e homogénea. Se ficar muito mole, adiciona-se mais um pouco de farinha. No caso de ficar dura, adiciona-se um pouco de água (1 colher de sopa de cada vez).

Coloca-se a massa numa tigela grande e funda, tapa-se com película aderente e deixa-se levedar durante 2 a 3 horas, ou até dobrar de volume. Em alternativa, pode ser colocada no frigorífico de um dia para o outro.

Untam-se duas formas rectangulares de bolo inglês com azeite.

Transfere-se a massa para uma superfície enfarinhada e divide-se em duas.

Com uma das metades, forma-se um rectângulo do comprimento da forma.

Enrola-se como se fosse uma torta, apertam-se as pontas para fechar e coloca-se o rolo na forma, com a costura para baixo.

Repete-se a operação com a segunda metade de massa.

Cobre-se com película aderente untada com azeite para não colar. Se a película colar à massa, esta vai afundar e o pão vai ficar pesado.

Deixa-se levedar durante 2 a 3 horas, ou até a massa dobrar de volume.

Pré-aquecer o forno a 200ºC.

Levam-se as formas ao forno durante 35 a 45 minutos, ou até ficar dourado por cima e fazer um som oco quando de bate no pão.

Retirar das formas e deixar arrefecer em cima de uma rede.

Este pão pode ser fatiado e congelado.




06:10

Cupcakes de Mirtilo com Cobertura de Mirtilo

Cupcakes de Mirtilo com Cobertura de Mirtilo
A minha maior paixão na cozinha é fazer cupcakes. As possibilidades são infinitas, podemos criar sabores espectaculares e, no fim, apresentar algo lindo do ponto de vista visual. Não me importava de os fazer todos os dias.

Eu não gosto de usar corantes e evito-os ao máximo, por isso gosto de usar a fruta para dar cor aos cupcakes e às coberturas. Neste caso, a cor da cobertura é devida aos mirtilos e que confere ao creme um sabor delicioso. Afinal de contas, para quê usar corantes artificiais quando se consegue esta cor linda a partir de mirtilos frescos.

Aviso que estes cupcakes não são indicados para quem estiver de dieta. Eu prefiro comer um bom e delicioso cupcake com muito açúcar e manteiga, do que dois que não me encham as medidas. Estes cupcakes são para partilhar com os amigos e família, assim o estrago é menor. São para comer devagar e para apreciar.





Ingredientes (12 a 14 cupcakes):

 para os cupcakes:
175 de farinha de trigo sem fermento
1 colher de sopa de fermento para bolos
175g de manteiga à temperatura ambiente
175g de açúcar
3 ovos
1 colher de chá de essência de baunilha
raspa de meia laranja
100g de mirtilos frescos

para a cobertura:
200g de mirtilos frescos
2 colheres de sopa de sumo de limão
225g de manteiga à temperatura ambiente (macia, mas não derretida)
490g de açúcar em pó
1 colher de sopa de natas para bater
1 pitada de sal
mirtilos para decorar


Preparação:

para os cupcakes:

Aquecer o forno a 180ºC. Forrar as formas de muffins com forminhas bonitas de papel.

Coloca-se a farinha e o fermento numa tigela larga e mistura-se com uma vara de arames.

Adiciona-se a manteiga, o açúcar, os ovos e o extracto de baunilha. Bate-se com uma batedeira eléctrica até se obter uma massa homogénea e suave.

Junta-se a raspa de laranja e os mirtilos e envolve-se.

Divide-se a massa pelas forminhas de cupcakes e leva-se ao forno durante 15 a 20 minutos.

Quando se espetar o palito no centro e este sair seco, retiram-se os cupcakes do forno e deixam-se arrefecer em cima de uma rede.

para a cobertura:

Enquanto os cupcakes arrefecem, colocam-se os mirtilos e o sumo de limão num tachinho.

Levam-se a lume médio, mexendo sempre e esmagando os mirtilos à medida que estes amaciam com o calor. Deixa-se reduzir este molho até estar espesso. Vai demorar mais ou menos 10 minutos, é preciso cuidado para não deixar queimar.

Transfere-se o molho para um passador e, com a ajuda das costas de uma colher de sopa, pressiona-se o molho para que este caia numa tigela. Eliminam-se as cascas que ficam no passador. Deixa-se arrefecer.

Coloca-se a manteiga numa tigela e bate-se com uma batedeira de mão, com varas de arame, até ficar suave. Bastam alguns segundos.

Adiciona-se o molho de mirtilos e mistura-se novamente. Vai parecer uma mistura estranha que não funciona, mas esperem que isto vai lá.

Sempre com a batedeira ligada na velocidade mais baixa, adiciona-se uma colher de sopa de açúcar em pó cada vez.

Quando todo o açúcar estiver incorporado, adiciona-se as natas e o sal. Aumenta-se a velocidade da batedeira e bate-se durante 2 minutos para engrossar e ficar um creme fofo.

Se estiver demasiado seco, pode-se adicionar mais uma colher de sopa de natas. Se estiver demasiado líquido, adiciona-se mais açúcar em pó até se obter um creme fofo e suave.

Transfere-se o creme para um saco de pasteleiro com um bico de estrela largo e decoram-se os cupcakes.

Decoram-se com mirtilos frescos e servem-se.

Se colocar os cupcakes no frigorífico, o creme irá solidificar e torna-se pesado e duro. O ideal é conservar numa caixa fechada, à temperatura ambiente, longe de fontes de calor.



06:20

Caril de Frango com Abóbora e Batata Doce

Caril de Frango com Abóbora e Batata Doce
Eu adoro caril e apesar de ser sensível ao picante, adoro-o cada vez mais. Quando era mais nova, não suportava o picante, mas com o passar do tempo tenho vindo a educar o meu palato a aceitá-lo. Este caril em particular é bastante picante e não recomendo para quem é mais sensível. Aconselho mesmo a servir com um copo de lassi de manga. Sim, é mesmo picante, mas é tão bom!





Ingredientes (4 pax):

2 peitos de frango grandes cortados em cubos pequenos
2 colheres de sopa de óleo de amendoim
1 cebola picada
2 dentes de alho
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado
50g de pasta de caril verde Aroy-D
1/4 de pimento vermelho cortado em cubinhos
1 colher de sobremesa de lemongrass (erva limão) em pó
400ml de leite de coco
100ml de água
1/2 abóbora manteiga cortada em cubos
1 batata doce pequena cortada em cubos
1 molho de coentros (pés + folhas)
sal


Preparação:

Aquece-se em lume médio o óleo numa frigideira larga com tampa. Adiciona-se a cebola picada e deixa-se cozinhar durante 2 minutos.

Adiciona-se a pasta de caril, o alho ralado ou esmagado ate fazer uma pasta, o gengibre, o pimento, os pés dos centros picados e a erva limão. Deixa-se cozinhar até a cebola estar macia, mexendo com regularidade.

Juntam-se os cubinhos de frango, mexe-se para envolver no molho feito e deixa-se cozinhar durante 2 minutos, mexendo com frequência.

Adiciona-se a abóbora e a batata doce em cubos.

Rega-se com o leite de coco e a água, tempera-se com sal e mexe-se.

Tapa-se, e deixa-se cozinhar em lume brando até que a carne, a batata doce e a abóbora estejam cozinhados.

Retira-se do lume e polvilha-se abundantemente com folhas de coentros picadas.

Servir com arroz branco ou basmati, e com iogurte grego natural.





06:29

Bolas Integrais com Linhaça

Bolas Integrais com Linhaça
Janeiro não começou como eu queria. A miúda com gripe, depois eu, e quando as gripes já estavam de malas aviadas, eis que os meus vizinhos começam a fazer obras, cujo barulho me deixa doida e sem capacidade de concentração para me sentar ao computador e escrever. E assim chegamos ao fim de Janeiro, o blog esteve parado, a cozinha esteve em serviços mínimos e parece que a gripe está de volta ao ataque, desta vez com uma vítima diferente. Espero estar enganada....

Mas adiante, o mês ainda não acabou e não se deixou de comer cá por casa, por isso há receitas novas e deliciosas! É o caso destas bolinhas integrais com linhaça. Muito saudáveis, cheias de fibra, fofinhas, deliciosas e que se fazem em relativamente pouco tempo. São ideais para os lanches dos miúdos e para os nossos também.





Ingredientes:
(faz 18 a 20 bolas)

2 chávenas de farinha sem fermento
2 chávenas de farinha de espelta integral
2 e meia colheres de chá de fermento para pão liofilizado
2 colheres de chá de sal (ou a gosto)
1 colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa de linhaça inteira
375ml de água morna

1 chávena = 250ml



Preparação:

Colocar 1 chávena de farinha sem fermento, 1 chávena de farinha de espelta integral, a água e a levedura na tigela da batedeira.

Amassa-se e deixa-se repousar durante 15 minutos, com um pano a tapar a tigela.

Ao fim desse tempo juntam-se os restantes ingredientes e amassa-se tudo, até a farinha estar completamente incorporada.

Transfere-se a massa para uma bancada levemente polvilhada com farinha e amassa-se até que esta se descole das mãos.

Caso a massa esteja demasiado dura, deve-se borrifar com água as vezes que forem precisas e amassar até que se obtenha a massa macia e elástica que não se cole às mãos.

No caso da massa estar demasiado mole e se cole às mãos, polvilha-se com farinha as vezes necessárias e amassa-se até se obter uma massa macia e que não se cole às mãos nem à bancada.

Coloca-se a massa numa tigela larga e tapa-se com película aderente. Cobre-se com um cobertor e, no caso de ser um dia muito frio, enche-se um saco de água quente, com água quente da torneira e põe-se debaixo da tigela.

Deixa-se levedar durante 1 hora ou até que que esta duplique de volume.

Aquecer o forno a 200ºC.

Divide-se a massa em 18 ou 20 bolinhas e coloca-se num tabuleiro quadrado, polvilhado com farinha.

Tapa-se com um pano de deixa-se repousar durante 30 minutos.

Leva-se ao forno durante 15 minutos, ou até o pão fazer um som oco quando se bate nele.

Transferir para uma rede para arrefecer. Separar as bolinhas e guardar num saco hermético.
Podem-se congelar.






06:26

Bolachas de Maracujá

Bolachas de Maracujá
Quando eu era pequena, e vinha da escola a pé, passava por uma casa que tinha vários arbustos de maracujá no muro. Eu passava pertinho das plantas e sentia o cheirinho adocicado, e às vezes, quando ninguém estava a ver, tirava um maracujá e comia-o. Sim estava errado, mas sabia tão bem!

Adoro este fruto, mas não o como tantas vezes como gostaria. Um dia destes fui ao Lidl e trouxe duas embalagens de maracujás. Reservei algumas para acompanhar a granola, e os restantes foram usados nestas bolachas.

Estas bolachas saíram tão lindas, que não me canso de olhar para elas. Melhor do que olhar para elas, só comê-las! São de comer e chorar por mais. Não são muito doces, apesar do glacé, e acompanham tão bem uma chávena quente de chá.





Ingredientes (faz 32 bolachas):

125g de margarina Vaqueiro Óleo de Coco (ou manteiga)
60g de açúcar
125g de farinha de arroz integral
120g de farinha de trigo sem fermento
sumo de 1 maracujá

para o glacé:
80g de açúcar em pó
polpa de 2 maracujás (ou o suficiente, para que forme uma pasta capaz de espalhar nas bolachas)

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 150ºC. Forrar 2 tabuleiros com papel vegetal.

Bater a margarina com o açúcar.

Adicionar as farinhas, e o sumo do maracujá.

Amassa-se com a mão até se formar uma bola de massa maleável e capaz de se estender com um rolo de massa. Ao início vai parecer que não resulta mas continuem a apertar com a mão e a amassar, que ao fim de um minuto ou dois tudo liga e forma-se uma bola.

Estende-se a massa até ter meio centímetro de altura e cortam-se bolachas com um cortador de bolachas. Eu escolhi um coração, mas podem usar a forma que quiserem.

Transferem-se as bolachas para os tabuleiros e vão ao forno durante 15 a 20 minutos, ou até ficarem levemente douradas nas bordas.

Deixam-se arrefercer numa rede.

Entretanto prepara-se o glacé. Mistura-se o açúcar em pó com a polpa de maracujá (incluindo as sementes) e mexer até se formar uma pasta capaz de espalhar nas bolachas.

Cobre-se metade de cada bolacha com o glacé e deixa-se secar em cima de uma rede.

Quando o glacé estiver firme e seco transferem-se as bolachas para um frasco hermético.



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