14:44

Trutas com Limão e Estragão

Trutas com Limão e Estragão
O estragão é uma erva aromática que tem um sabor forte que me faz lembrar o anis, que eu adoro. Mas para além de ser difícil de encontrar fresco nos supermercados, é caro. O meu filho, que é um agricultor nato, plantou-me um pé de estragão num vaso, que agora está grande e lindo! Agora posso usar sempre que me apetece, além disso decora a minha varanda.

O estragão liga muito bem com peixe, na minha opinião, principalmente peixes de rio, com carne mais doce, como é o caso do salmão e da truta. O limão ao seu assado, ao misturar-se com os sucos da truta e com o azeite faz um molho delicioso, além disso combina na perfeição com o sabor do estragão.

É de facto uma forma deliciosa, muito simples e rápida de fazer uma refeição fantástica para qualquer dia da semana.





Ingredientes (3 pessoas):

3 trutas limpas e sem tripas, nem guelras
1 limão grande
3 raminhos de estragão
sal
azeite


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Temperar a barriga da truta com o sal, insere-se o raminho de estragão e 3 meias rodelas de limão, também dentro da barriga e transfere-se para uma travessa de pirex.

Repete-se a operação para as restantes trutas.

Regam-se as trutas com 3 colheres de sopa de azeite e polvilham-se com mais umas pedrinhas de sal por cima.

Leva-se ao forno durante 20 minutos, ou até a carne da truta se separar com facilidade da espinha.




22:18

Mousse Cappuccino (sem ovos)

Mousse Cappuccino (sem ovos)
Nós adoramos mousse de chocolate, mas como a minha filha não consegue comer nada com ovos crus, lembrei-me de fazer uma mousse sem ovos. Foi um sucesso e a combinação do chocolate com o café e o whisky. Fica super cremosa e pouco doce, como a minha filhota gosta.

Além de ser deliciosa, fácil de fazer e económica, é também super rápida de fazer. Se adoram mousse de chocolate, mas não podem comer ovo, então esta mousse é para vocês!




Ingredientes (4 pax):

300ml de natas
1 colher de sobremesa de açúcar em pó
200g de chocolate 70%
1 café expresso
1 colher de sobremesa de whisky (opcional)
2 colheres de sobremesa de manteiga
grãos de café (opcional)


Preparação:

Batem-se as natas em chantilly com o açúcar. Retiram-se 4 colheres de sobremesa de chantilly para uma tigela e coloca-se de parte. Reserva-se tudo no frigorífico.

Aquece-se em banho Maria o chocolate com o café, whisky e a manteiga, até o chocolate derreter e ficar homogéneo e cremoso. Deixa-se arrefecer até ficar à temperatura ambiente.

Envolve-se delicadamente o chocolate no chantilly até ficar bem misturado.

Distribui-se a mousse pelas taças ou por copos e cobre-se com 1 colher de sobremesa por copo, do chantilly que foi posto de parte.

Decora-se com grãos de café.

Levar ao frigorífico, pelos menos, por 1 hora.





09:29

Beijinhos de Avelã e Chocolate

Beijinhos de Avelã e Chocolate
Fim de semana, esses dois maravilhosos dias para fazer uma pausa, passar tempo de qualidade com a família... e fazer bolachas!

Estes beijinhos de avelã e chocolate, fazem lembrar um bombom. Estaladiças por fora e no centro um recheio cremoso com pedacinhos crocantes, de comer e chorar por mais. Além disso são do tamanho de uma moeda de 2€ e são super fofas. Mas o melhor de tudo é que não são difíceis de fazer e fazem um presente fantástico para oferecer no Natal, ou em qualquer altura do ano!

Dá para perceber que estou super entusiasmada com estas bolachinhas? Façam-nas, provem-nas e verão o porquê do meu entusiasmo!







Ingredientes (28 bolachas recheadas):

para as bolachas:

100g de manteiga à temperatura ambiente
75g de açúcar
100g de avelãs
100g de farinha sem fermento

para o recheio:

200g de chocolate 70% de cacau
80g de manteiga
30g de avelãs


Preparação:

Pré aquecer o forno a 180ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal.

Começa-se por bater a manteiga com o açúcar, até se obter uma mistura macia e fofa.

Trituram-se as avelãs de forma a parecer uma farinha e adiciona-se à mistura de manteiga e açúcar.

Adiciona-se também a farinha e envolve-se até ficar completamente incorporada.

Retiram-se bolinhas com 7g e formam-se rodelas do tamanho de uma moeda de 2 €. É importante que tenham todas a mesma quantidade de massa e tamanho para depois emparelhar e que não fique nenhuma solitária. Se não tiverem uma balança que pese apenas 7g, usem uma colher de chá de 5ml para medir a massa. A altura da massa deve ser uniforme e deve-se corrigir as rachas que se formam nas bordas da bolacha, para que fiquem mais perfeitas quando forem assar.

Levam-se as bolachas ao forno durante 8 a 10 minutos, ou até começarem a dourar nas bordas. Estarão macias no centro, mas endurecerão ao arrefecer.

Retiram-se do forno e transferem-se para uma rede.

Entretanto começa-se a fazer o recheio.

Torram-se ligeiramente as avelãs e picam-se em pedacinhos pequenos.

Derrete-se o chocolate com a manteiga em banho Maria até ficar suave e homogéneo e deixa-se arrefecer até parecer uma pasta capaz de barrar.

Envolvem-se as avelãs no chocolate e reserva-se.

Colocam-se 2 colheres de chá (de 5ml) em metade das bolachas e tapam-se com a outra metade das bolachas.

Aperta-se ligeiramente até o recheio aparecer nas bordas das bolachas.

Guardar numa caixa hermética (se conseguirem!)



FONTE: "FOOD TO LOVE" JUNHO 2018




06:06

Salada Quente de Outono - Sexta Feira Vegetariana

Salada Quente de Outono - Sexta Feira Vegetariana
Depois de um início de Outono quente, as temperaturas começam finalmente a descer, mas a minha vontade de comer saladas não desaparece. É verdade que não dá tanta vontade de comer saladas frescas, no entanto nunca ninguém disse que as saladas tinham de ser sempre frias.

Se nunca experimentaram cevada, digo-vos que é perfeita para este tipo de saladas. Absorve o sabor dos temperos, mantendo um ligeiro sabor a frutos secos e dá uma textura crocante ao prato. Além disso tem imensas fibras e nutrientes benéficos para a nossa saúde.



Ingredientes (2 pessoas):

150g de cevada integral (em grão)
1 curgete amarela redonda (ou outra ao vosso gosto)
1/2 pimento vermelho
1 mão cheia de espinafres
1 rodela de ananás fresco
1 colher de sopa de azeite
sal e pimenta
coentros picados
100g de queijo feta
azeite para temperar
sumo de meio limão


Preparação:

Coze-se a cevada durante 45 minutos, ou de acordo com a embalagem. Escorre-se e reserva-se.

Aquece-se uma frigideira com o azeite e deita-se a curgete cortada em cubos, o pimento em tiras pequenas e os espinafres.

Tempera-se com sal e pimenta preta acabada de moer.

Salteiam-se os legumes durante 2 minutos.

Adiciona-se o ananás cortado em cubos e deixa-se cozinhar durante mais 2 minutos.

Transfere-se a cevada para uma tigela, bem como os legumes salteados, os coentros picados e o queijo feta e mistura-se.

Tempera-se com um fio de azeite e o sumo de meio limão, envolve-se e serve-se de imediato.






11:17

Pão de Forma Caseiro

Pão de Forma Caseiro
O pão de forma não é o meu pão preferido, mas aceitemos as coisas como elas são, os miúdos adoram-no, faz sandwiches deliciosas e fazem excelentes torradas. Geralmente só consumimos pão de forma de compra duas a três vezes por ano, ou seja, nas férias e nas festas dos miúdos.

Mas há uns anos começámos a comer pão de forma mais vezes, simplesmente porque comecei eu a fazê-lo em casa. Umas vezes integral, outras, estupidamente branco, mas sem os inúmeros ingredientes que tanto mal fazem. 

Esta receita rende dois pães, mas podem fatiar um deles e guardar no congelador, tirando apenas as fatias que necessitam no dia a dia. Uma alternativa bem mais saudável e económica.





Ingredientes (rende 2 pães):

2 1/4 colheres de chá de fermento seco para pão
2 1/4 chávenas de água
1/4 de chávena de açúcar
1 colher de sobremesa de sal fino
2 colheres de sopa de azeite
5 chávenas de farinha sem fermento

1 chávena = 250ml


Preparação:

Na tigela da batedeira coloca-se o fermento, a água morna e 1 colher de chá de açúcar. Deixa-se repousar durante 5 minutos.

Adicionam-se 4 chávenas de farinha, o restante açúcar, o sal, e o azeite. Amassa-se até ficar uma massa homogénea.

Adiciona-se a restante farinha até se obter uma massa macia, mas que se solta das mãos e não cola à bancada. Caso seja preciso, adicione mais farinha do que a indicada.

Transfere-se a massa para uma bancada e amassa-se durante 7 minutos (essencial para depois obterem um pão fofinho).

Faz-se uma bola e deixa-se levedar durante 1 hora, numa tigela tapada com película aderente e coberta com um cobertor.

Untam-se duas formas de bolo inglês com um pouco de azeite ou manteiga.

Passado esse tempo, divide-se a massa ao meio.

Forma-se um rectângulo com o comprimento da forma, enrola-se como uma torta, aperta-se a massa para que a ponta se cole ao cilindro.

Transfere-se para a forma com a "costura" para baixo, ajeitando as pontas.

Unta-se a película aderente com azeite e tapa-se, sem apertar. É essencial para que depois de levedado se possa tirar a película sem perturbar a massa, caso contrário a massa perde volume e o pão não cresce.

Deixa-se levedar durante 45 minutos, ou até a massa subir 3 a 4 centímetros acima da borda da forma.

Retira-se a película aderente com cuidado e levam-se as formas a forno pré-aquecido a 180ºC, durante 35 minutos.

O pão estará pronto quando se ouvir um som oco quando se bate no pão.

Retira-se do forno, desenforma-se e deixa-se arrefecer numa rede.






16:06

Abóbora Esparguete com Frango, Cogumelos e Espargos

Abóbora Esparguete com Frango, Cogumelos e Espargos
Há uns dias descobri que o supermercado Aldi estava a vender abóbora esparguete. Como adoro experimentar comidas novas e andava curiosa para provar esta abóbora, trouxe logo uma comigo. Não tinha expectativas relativamente ao sabor, mas asseguro que é muito melhor do que eu esperava. Gostei da textura, lembra a aletria, e o sabor suave, permite jogar com os sabores dos restantes ingredientes.

Eu explico mais abaixo pormenorizadamente como preparar a abóbora, para que vejam como é simples trabalhar com esta abóbora. Agoro devo dizer que faz lembrar a abóbora gila, mas não tem nada a ver em termos de sabor e textura, por isso não será boa ideia usar a gila para fazer este prato.

Se procuram uma alimentação com mais vegetais, com poucos hidratos de carbono, e sem glúten, sejaporque razão for, esta abóbora faz maravilhosamente as vezes do esparguete, só não esperem que o sabor seja o mesmo. É delicioso, mas não sabe a esparguete, apenas isso. Quanto ao preço, anda à volta de €1,50 e €2, uma abóbora que dá para 3 a 4 pessoas.





Ingredientes: (4 pessoas)

1 abóbora esparguete
azeite
sal e pimenta
colorau
alho em pó
1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
2 peitos de frango
5 cogumelos laminados
1 molho de espargos
10 folhas de mangericão
1 pacote de natas.


Preparação:

Começa-se por preparar a abóbora, que pode até ser feito de véspera e guardar no frigorífico ou congelador.

Aquece-se o forno a 180ºC e forra-se um tabuleiro com folha de alumínio.

Corta-se a abóbora ao meio e retiram-se as sementes com a ajuda de uma colher de sopa.

Polvilha-se com sal fino, pimenta, o alho em pó e o colorau e rega-se com um fio de azeite.

Esfrega-se o interior para espalhar o tempero e transferem-se as metades de abóbora para o tabuleiro, colocando-as com a superfície cortada para cima.

Leva-se ao forno durante 40 a 50 minutos, ou até se conseguir espetar um garfo até à casca.

Retira-se a abóbora do forno e deixa-se arrefecer um pouco para ser mais fácil manusear.

Com a ajuda de um garfo, retira-se a polpa da abóbora, que parecem fios e reserva-se.


Numa panela aquece-se um pouco de azeite (cerca de 2 colheres) e junta-se a cebola e o alho picado, deixando cozinhar durante 3 minutos.

Junta-se o peito de frango cortado em cubos pequenos, deixando ganhar cor por 4 minutos.

Adicionam-se os cogumelos laminados, mistura-se bem e deixa-se cozinhar durante 5 minutos.

Juntam-se os espargos cortados em pedaços de 2 cm e deixa-se cozinhar até o frango estar completamente cozinhado.

Juntam-se as natas, deixa-se levantar fervura, rectificam-se os temperos e juntam-se as folhas de mangericão picadas.

Servir de imediato.




16:32

Tarteletes de Maçã

Tarteletes de Maçã
Depois de ter trazido vários quilos de maçã do Alentejo, vejo-me várias vezes a pensar no que fazer com elas. Como hoje queria surpreender o pessoal cá de casa com uma sobremesa, lembrei-me de fazer estas tarteletes. Muito simples de fazer, são a sobremesa perfeita para levar na marmita.





Ingredientes (rende 4 tarteletes):

para a massa

225g de farinha sem fermento
2 colheres de sopa de açúcar em pó
125g de manteiga gelada
1 colher de sopa de água gelada
1 gema

para o recheio

1 kg de maçãs
55g de açúcar
2 colheres de chá de amido de milho
1 colher de sobremesa de manteiga
1 colher de sopa de água

Preparação:

Coloca-se a farinha e o açúcar em pó numa tigela.

Junta-se a manteiga gelada cortada em cubos e trabalha-se rapidamente com os dedos até ficar com textura de areia.

Adiciona-se a gema de ovo e água gelada e amassa-se até a massa ligar.

Embrulha-se em película aderente e deixa-me repousar durante 30 minutos no frigorífico.

Estende-se a massa e forram-se as formas individuais de tartes untadas com manteiga.

Reserva-se a massa que sobrou.

Colocam-se as formas forradas e a massa que sobrou no frigorífico.

Entretanto descascam-se as maçãs e cortam-se em fatias finas.

Colocam-se numa frigideira com a água, a manteiga e metade do açúcar.

Deixa-me cozer devagar com tampa, até a maçã ficar macia.

Tritura-se tudo até ficar macio.

Mistura-se o amido de milho com 2 colheres de chá de água e um pouco mais de açúcar se acharem necessário e adiciona-se à maçã.

Leva-se o creme de maçã novamente ao lume até levantar fervura e engrossar um pouco. Deixar arrefecer.

Divide-se o creme de maçã pelas tarteletes e alisa-se a superfície.

Estica-se a massa que sobrou e cortam-se em tiras de meio centímetro.

Em cima de película aderente forma-se o entrançado com 4 tiras na vertical e 4 horizontal.

Pressiona-se levemente com a mão para o entrançado ficar firme.

Vira-se o entrançado para cima da tartelete e repete-se a operação para a restante massa e tarteletes.

Pincela-se com a clara de ovo e polvilha-se com açúcar.

Leva-se novamente ao frigorífico durante pelo menos 30 minutos, ou de um dia para o outro.

Leva-se ao forno pré-aquecido a 180°C durante 50 minutos ou até às tarteletes ficarem douradas e estaladiças.

Retira-se do forno e deixa-me arrefecer numa rede. Desenformam-se quando estiverem frias.

Servir com uma bola de gelado de baunilha.




18:32

12 de Outubro, Dia da Hispanidade - Ensaimadas

12 de Outubro, Dia da Hispanidade - Ensaimadas
No dia de 12 de Outubro comemora-se o Dia da Hispanidade, que consiste na comemoração de todos os povos e nações que compartilham da língua e cultura espanholas. Na escola da minha filha, o professor de Espanhol decidiu comemorar o dia para lhe dar a conhecer um pouco da gastronomia que faz parte desta cultura e a nós calhou-nos levar uma ensaimada.

Confesso que não fazia ideia do que era, e lá fomos as duas procurar onde se podia comprar. Descobrimos que as ensaimadas são originárias de Maiorca, nas ilhas Baleares, e que havia à venda num conhecido supermercado espanhol em Lisboa. Pois, mas já sabem como eu sou, e acabei por ser eu a fazer com a ajuda da minha filha. Verdade que não fiz a versão original e fiz batota, pois o bolo exigia 12 horas de levedação e eu não tinha tempo para isso, mas resultou muito bem e acho que o resultado ficou muito próximo do original.

Agora, aviso-vos que é um bolo extremamente calórico, com bastante gordura, pois é confeccionado com banha de porco, e muita! Como não consumo banha cá em casa, só tinha meia embalagem de banha Primor Charcutaria que me sobrou de uns bolinhos que fiz para oferecer, fiz metade das ensaimadas com banha, e a outra metade com manteiga. Aconselho-vos a fazer com a banha, pois os resultados são bem diferentes, tanto em sabor como textura. Nas ensaimadas confeccionadas com banha, formam-se "folhas" definidas de bolo (como se pode ver mais abaixo na foto), e nas ensaimadas que foram confeccionadas com manteiga não há essa definição e sabe a mais brioche, o que não é mau, mas não é o pretendido. Na minha opinião as ensaimadas que levam banha na sua composição, ficam mais estaladiças por fora, e por consequência, mais saborosas e agradáveis em termos de textura.

Quando as ensaimadas são retiradas do forno devem arrefecer e serem polvilhadas com açúcar em pó. Aconselho que não saltem este passo, pois a doçura conferida pelo açúcar em pó é essencial para equilibrar o sabor do bolo. Podem também rechear com recheios típicos, como é o caso do doce de gila, ou optar por um recheio mais moderno, que é o caso da Nutella. Por fim, percebi depois de ver vários vídeos de quem sabe fazer, depois da massa amassada, não se junta nem mais um grão de farinha. Quer isto dizer que, assim que a massa está no ponto, para estender unta-se a bancada com azeite para não colar, o que também facilita esticar a massa até ficar quase transparente e se ver a bancada através dela. Caso polvilhem a bancada com farinha, vão alterar a consistência da massa e o resultado final será diferente do esperado.

Não deixem de experimentar!






Ingredientes (4 ensaimadas médias):

500 a 550 g de farinha
160g de açúcar
180ml de leite morno
2 colheres de chá de fermento seco para pão
2 ovos médios
1 gema
1 pitada de sal
200g de banha Primor Charcutaria (ou manteiga) à temperatura ambiente
açúcar em pó para polvilhar
azeite para untar a bancada


Preparação:

Coloca-se 500g de farinha e o açúcar na tigela da batedeira.

Num copo deita-se o leite e dissolve-se o fermento seco para pão. Deixa-se repousar durante 5 minutos.

Com o gancho de amassar pão colocado na batedeira, começa-se a amassar adicionando a mistura de leite à farinha e açúcar.

Juntam-se, de seguida, os ovos, a gema e o sal e amassa-se até a massa se descolar das paredes da tigela, mas sem deixar de ser macia. Poderá ser preciso adicionar os restantes 50g de farinha, o que deverá ser feito a pouco e pouco, não juntem tudo de uma vez. Esta quantidade irá depender da farinha, da temperatura ambiente, do tamanho dos ovos, e também do leite usado. Vão testando com os dedos para ver se a massa está no ponto correcto.

Forma-se uma bola e parte-se em quatro. Formam-se bolas e deixam-se a descansar por 45 minutos tapadas com um pano ligeiramente humedecido para que a massa não seque.

Unta-se a bancada com azeite e estende-se uma das bolas de massa com a ajuda de um rolo. Depois com as mãos, pega-se nas bordas da massa e abana-se a massa como se estivéssemos a estender um lençol. Repete-se esta operação em toda a volta até a massa estar tão esticada que se vê a bancada através dela. Não faz mal se abrir um buraquinho ou outro.

Com a mão, unta-se a massa com banha que deve estar bem macia, até ficar toda coberta.

Enrola-se pelo lado mais largo, como se fosse uma torta. Agarra-se nas pontas da massa enrolada e agita-se o rolo para cima e para baixo para esticar mais um pouco o rolo.

Num tabuleiro forrado com papel vegetal forma-se uma espiral, deixando algum espaço entre as voltas, para a massa ter espaço para crescer.

Repete-se a operação com a restante massa e banha.

Tapa-se com um pano e deixa-se levedar por duas horas.

Depois de quase dobrarem de volume, levam-se a forno pré-aquecido a 180ºC durante 20 a 30 minutos, ou até ficarem douradas.

Retiram-se do forno e deixam-se arrefecer em cima de uma rede.

Polvilham-se abundantemente com açúcar em pó. 




Receita adaptada do site "Bake to the Roots"





06:41

Merendinhas

Merendinhas
Quando me casei era frequente comprar a "Teleculinária" e a revista "Segredos de Cozinha" no quiosque do Metro do Campo Grande. Sabia cozinhar algumas coisas que a minha mãe me ensinou durante a minha adolescência, mas os meus conhecimentos era muito limitados, por isso recorria a estas duas revistas para aprender mais. 

Mas com o passar dos anos deixei de comprar estas revistas com tanta frequência. Hoje em dia procuro mais o porquê de se cozinhar algo de uma determinada forma e não de outra, em vez de receitas. Além disso, tenho um armário CHEIO de revistas e já começo a ter dificuldade em saber onde colocar tanto livro e revista.

A semana passada, numa visita a um hipermercado, cruzei-me com a Teleculinária nº35 "Clássicos da cozinha portuguesa", e tive de a trazer comigo. Dona Hay, Jamie Oliver, Gordon Ramsay, Raymond Blac e Marco Pierre White, podem ser geniais, mas cozinha portuguesa é cozinha portuguesa, e nenhuma bate a nossa comida. Até os famosos chefs portugueses como o Henrique Sá Pessoa, entre outros, apesar do talento que têm, não me apresentam aquele prato tradicional, reconfortante tão típico da nossa gastronomia. Hoje em dia, parece que tem de ser tudo desconstruído, evoluído, moderno, eu sei lá. Mas a mim a maior parte das vezes apetece-me é algo reconfortante, sem complicações, sem modernices, e que por vezes me transporta para alguma fase específica da minha vida.

É o caso destas merendinhas. O simples facto de as fazer fez-me lembrar quando era miúda e andava na escola. Às vezes lá comprava, no bar da escola, com uma moeda de vinte escudos uma garrafa de leite com chocolate e uma merendinha (e ainda me sobrava dinheiro!), e que bem que me sabia.

Ontem fiz para o lanche estas merendinhas e digo-vos que são divinais! Tão simples de fazer, a massa é tão fácil de manusear, e o sabor delicioso, é tudo o que queremos numa merendinha. Ficam fofinhas e perfeitas para os lanches ou para comer com uma sopa.






Ingredientes (6 merendinhas):

400g de farinha sem fermento
50g de açúcar
50g de manteiga à temperatura ambiente
5g de fermento de padeiro seco
3 gemas
150ml de leite à temperatura ambiente
1 pitada de sal fino
8 fatias de fiambre
8 fatias de queijo flamengo

Preparação:

Coloca-se na tigela de uma batedeira (também podem fazer à mão) o leite, a manteiga, o açúcar, o sal e bate-se tudo.

Juntam-se as gemas e o fermento e mistura-se bem.

Adiciona-se a farinha e amassa-se até a massa se desprender das paredes da tigela.

Faz-se uma bola com a massa, tapa-se a tigela com película aderente e deixa-se levedar por uma hora, ou até dobrar de volume.

Polvilha-se a bancada com um pouco de farinha e estende-se a massa na forma de um rectângulo com a ajuda de um rolo, até esta ter cerca de 1 cm de altura.

Cobre-se metade da massa com o fiambre e faz-se uma segunda camada com o queijo.

Dobra-se a outra metade da massa sobre o queijo e fiambre e cortam-se 6 rectângulos iguais e pincelam-se com o ovo batido.

Colocam-se os rectângulos num tabuleiro forrado com papel vegetal e levam-se a forno pré-aquecido a 180ºC durante 25 minutos ou até as merendinhas estarem douradas.



RECEITA DA REVISTA "TELECULINÁRIA Nº 35 - CLÁSSICOS DA COZINHA PORTUGUESA




07:11

Granola de Linguiça e Pistácios

Granola de Linguiça e Pistácios
Após uma pausa forçada, para por as ideias no lugar, eis que volto com uma receita maravilhosa para dar mais sabor às sopas, a saladas e até para comer sem mais nada.

Quando se serve um creme de legumes, é costume acompanhar com croutons, mas mesmo apesar de se poder dar sabor aos cubos de pão, esta granola de linguiça e pistácios tem um sabor bem mais complexo e diferentes texturas. O sabor da linguiça Primor Charcutaria, o crocante da aveia, o salgado dos pistácios, o doce do xarope de ácer, é um cocktail de sabores e texturas que vão tornar qualquer sopa ainda mais saborosa!







Ingredientes:

2 linguiças Primor Charcutaria
1 chávena e meia de flocos de aveia
1/2 chávena de pistácios salgados descascados e picados grosseiramente
2 colheres de sopa de sementes de abóbora
1 colher de sopa de sementes de sésamo pretas
50ml de xarope de ácer
azeite (se for preciso)
1/2 colher de chá de flor de sal
1 colher de café de pimenta preta acabada de moer


Preparação:

Aquecer o forno a 150ºC.

Tira-se a pele das duas linguiças e picam-se numa picadora.

Aquece-se bem uma frigideira e deita-se a linguiça picada. Assim que começar a largar a gordura, diminui-se para lume médio, mexendo com frequência para que a linguiça não queime.

Quando a linguiça picada começar a ficar crocante e tiver largado toda a gordura, retira-se da frigideira e deixa-se escorrer num passador, reservando toda a gordura obtida.

Numa tigela mistura-se a aveia, os pistácios, e as sementes de abóbora e de sésamo pretas.

Da gordura libertada pelas linguiças retiram-se duas colheres de sopa. Caso não haja gordura suficiente, perfaz-se a quantidade pretendida com azeite.

Mistura-se a gordura das linguiças e o azeite com o xarope de ácer, a flor de sal e a pimenta e rega-se a mistura de aveia.

Envolve-se bem a aveia e as sementes e adiciona-se a linguiça picada frita.

Mistura-se e transfere-se para um tabuleiro forrado com papel vegetal. Espalha-se numa camada fina e leva-se ao forno durante 35 minutos, misturando a meio tempo para que não queime.

Ao fim dos 35 minutos, retira-se o tabuleiro do forno e deixa-se arrefecer por completo.

Transferir para um frasco com fecho hermético.

Polvilhar individualmente sobre cada prato de sopa imeditamente antes de comer.








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